02/14/2026
Mudar de rota é sempre difícil.
Exige coragem, força, clareza sobre o novo caminho.
Mas muita gente tem tudo isso — e mesmo assim não consegue mudar.
Você já se perguntou por quê?
Eu pensei muito sobre isso nos últimos anos.
Por que algumas pessoas permanecem em relacionamentos que as ferem, em trabalhos que as esgotam, em profissões que não conversam com a própria vocação?
Por que, mesmo sabendo que precisam cuidar da saúde, estudar, iniciar um tratamento… simplesmente não executam?
É claro que às vezes faltam recursos.
Mas em muitos casos, mesmo quando eles existem, algo paralisa.
O que é isso?
A conclusão a que cheguei é que existe um luto.
Um luto silencioso.
O luto de quem você era antes da mudança.
Quem eu serei sem esse trabalho?
Sem esse cargo?
Sem esse relacionamento?
Sem esse rótulo?
É impressionante como essa pergunta pode nos aprisionar.
Comigo foi assim.
Quem eu seria se não fosse mais “a Paola economista”?
A analista de ações?
A mulher do mercado financeiro?
Eu ruminei essa dúvida por muito tempo.
E voltar agora para Nova York — que foi meu reduto profissional por tantos anos em Wall Street — teve um gosto diferente.
E, curiosamente, libertador.
Antes, tudo girava em torno de dinheiro, consumo, performance.
Agora, o olhar é outro.
Montamos um roteiro voltado a experiências:
saúde emocional, treinos, alimentação equilibrada, sono de qualidade.
Há algo profundamente simbólico nisso.
Mudar não é apenas trocar de cenário.
É aceitar morrer para uma versão antiga de si mesma.
E isso dói.
Mas também liberta.
Lembra daquela propaganda da Pepsi que dizia: “Pode ser?” — sempre sugerindo algo inferior?
Pois eu te digo:
Pode ser.
Pode ser diferente.
Pode ser mais leve.
Pode ser mais verdadeiro.
E pode ser muito melhor.
Um brinde às mudanças. ✨