Valeria Gaufillier

Valeria Gaufillier Te ajudo a comprar seu imóvel (EUA)
Agente de Financiamento Imobiliário
Flórida | Nova York | Texas

Apesar da desaceleração geral da migração para a Flórida, o estado continua atraindo mais renda líquida via migração dom...
09/08/2026

Apesar da desaceleração geral da migração para a Flórida, o estado continua atraindo mais renda líquida via migração doméstica do que qualquer outro estado dos EUA, cerca de US$ 21,2 bilhões por ano, segundo o relatório de agosto de 2026 da Florida Realtors. A faixa etária de 55 a 64 anos é a que mais contribui para esse fluxo, formada por pessoas ainda em fase de pico de renda, com patrimônio acumulado em imóveis e buscando um segundo imóvel ou mudança de estilo de vida. O relatório também descreve uma transição da Flórida de mercado de crescimento de baixo custo para uma economia mais madura e diversificada. Esse dado institucional ajuda a explicar por que a demanda de longo prazo segue sustentada mesmo em meio a correções pontuais de preço em cidades específicas.

The Villages, um dos mercados mais monitorados da Flórida por concentrar grande volume de compradores da terceira idade,...
09/07/2026

The Villages, um dos mercados mais monitorados da Flórida por concentrar grande volume de compradores da terceira idade, registra o quarto ano consecutivo de retração nos preços de venda. O valor mediano está na faixa de US$ 355 a 360 mil, com o tempo médio para vender um imóvel praticamente dobrando desde 2022, de 30 para 60 dias. Segundo economista da Realtor, a oferta cresceu mais rápido que a demanda na região, gerando pressão negativa sobre os preços, embora os valores ainda estejam acima do patamar de 2021. O movimento acompanha uma tendência estadual: o preço mediano de listagem na Flórida está em US$ 419 mil em agosto de 2026. Para o investidor estrangeiro, esse tipo de correção pontual não significa necessariamente enfraquecimento estrutural do mercado, mas exige leitura cuidadosa entre desaceleração cíclica e mudança de fundamentos locais.

Cruzando os principais dados do setor imobiliário da Flórida divulgados neste ano, um retrato consistente se forma, e el...
09/04/2026

Cruzando os principais dados do setor imobiliário da Flórida divulgados neste ano, um retrato consistente se forma, e ele é mais complexo do que qualquer manchete isolada consegue mostrar.
Em nível macro, o estado caminha para maior equilíbrio entre comprador e vendedor: das 19 regiões metropolitanas do país classificadas como mercado do comprador no segundo trimestre de 2026, a maioria está no Sul, incluindo áreas da própria Flórida, uma inversão completa frente a 2022, quando praticamente toda a região era dominada pelo vendedor.
Ao mesmo tempo, essa transição não significa desaceleração uniforme. O segmento de alto padrão puxa uma recuperação relativa: vendas acima de US$ 1 milhão sobem quase 10% no ano, e em Miami os preços de imóveis de luxo avançam mais de 20%. Enquanto isso, bolsões específicos, de Oviedo a Pompano Beach, passando por Tallahassee, seguem registrando demanda de duas a mais de duas vezes a média nacional, com preços que chegam a ficar 26% a 28% acima da média da própria região metropolitana onde estão localizados.
O resultado é um mercado de várias camadas: mais espaço de negociação no geral, força concentrada no topo da pirâmide de preços e bairros pontuais funcionando quase como mercados à parte, isolados da tendência mais ampla de arrefecimento. Ler apenas manchetes nacionais, "mercado em queda", "vendas caindo", significa perder justamente essas nuances, que são onde estão as oportunidades e os riscos reais para quem avalia investir no estado.

Quem acompanha notícias sobre o mercado imobiliário americano em 2026 já deve ter esbarrado em manchetes preocupantes: v...
09/03/2026

Quem acompanha notícias sobre o mercado imobiliário americano em 2026 já deve ter esbarrado em manchetes preocupantes: vendas em queda, execuções hipotecárias em alta, mercado do comprador, preços caindo, juros afastando compradores, aluguel mais barato que comprar. Lidas isoladamente, essas manchetes podem passar a impressão de um mercado em colapso generalizado.
Uma equipe imobiliária de referência em Orlando, especializada no mercado central da Flórida, chama atenção para o risco de interpretar esses títulos fora de contexto. Os dados mais granulares contam uma história mais nuançada, e é exatamente o que os números analisados nas postagens anteriores desta série confirmam: a Flórida como um todo caminha para maior equilíbrio entre comprador e vendedor, mas isso convive, ao mesmo tempo, com uma recuperação puxada pelo topo do mercado e com bolsões específicos de demanda muito acima da média nacional.
Ou seja: "mercado em queda" e "mercado do comprador" nacionalmente não significam necessariamente oportunidade ruim, nem terreno uniforme. Significam, sim, que a leitura precisa ser local e granular, por região, por faixa de preço, por bairro, antes de qualquer decisão.

Um dado chama atenção na análise dos cinco CEPs mais procurados da Flórida em 2026: 71% das regiões mais aquecidas do pa...
09/02/2026

Um dado chama atenção na análise dos cinco CEPs mais procurados da Flórida em 2026: 71% das regiões mais aquecidas do país têm preço médio de anúncio acima do valor da respectiva região metropolitana, e no Sul e no Oeste dos Estados Unidos, esse prêmio de preço é ainda mais expressivo, entre 26% e 28% acima da média local.
Pesquisadores do setor descrevem isso como "dois tipos diferentes de mercado aquecido". No Nordeste e no Meio-Oeste americano, a demanda tende a ser mais distribuída, com preços próximos aos da região ao redor. Já no Sul e no Oeste, onde está a Flórida, os bairros mais procurados costumam ser bolsões isolados de preço mais alto, destacados do restante da metrópole.
Pompano Beach ilustra bem esse padrão: preço médio de US$ 982 mil em uma região metropolitana com valores bem mais baixos ao redor. Já Tallahassee, com preço médio de US$ 415 mil, mostra que "mercado aquecido" não é sinônimo de "mercado caro", ali, o diferencial está na velocidade de venda (42 dias, a mais rápida entre os cinco), não no preço.
Para quem avalia oportunidades na Flórida, esse dado reforça um ponto prático: olhar apenas para médias estaduais ou metropolitanas pode esconder bolsões de valorização muito específicos, concentrados em bairros pontuais.

Mesmo com o Sul dos Estados Unidos consolidado como mercado do comprador, a demanda na Flórida não é uniforme. Um levant...
09/01/2026

Mesmo com o Sul dos Estados Unidos consolidado como mercado do comprador, a demanda na Flórida não é uniforme. Um levantamento recente identificou cinco regiões (ZIP codes) do estado onde o interesse de compradores segue elevado, combinando visualizações de anúncios acima da média nacional com ritmo de venda mais rápido.
Os destaques: Oviedo (32766), na Grande Orlando, lidera com pontuação de 76,2 em uma escala de aquecimento, tempo médio de 51 dias no mercado e 2,09 vezes a média nacional de visualizações de anúncios, preço médio de US$ 695 mil. Em seguida vem The Villages (34762), com pontuação 71,5 e também mais que o dobro da média nacional de visualizações, mas com preço médio bem mais acessível: US$ 430 mil.
No Sul da Flórida, Pompano Beach (33076) aparece com pontuação 70,3, 51 dias no mercado e preço médio de US$ 982 mil, o mais alto entre os cinco. Completam a lista Lutz (33559), na região de Tampa, com pontuação 70,2 e preço médio de US$ 434 mil, e Tallahassee (32308), capital do estado, com o menor tempo de mercado do grupo (42 dias) e o preço médio mais baixo, US$ 415 mil.
O retrato que emerge é de um mercado de "duas velocidades": enquanto o estado como um todo caminha para maior equilíbrio entre comprador e vendedor, bolsões específicos continuam concentrando demanda desproporcional, em faixas de preço e perfis de bairro bem diferentes entre si.

Uma ferramenta de análise do setor imobiliário americano, conhecida como "Market Clock", avaliou as 100 maiores regiões ...
08/31/2026

Uma ferramenta de análise do setor imobiliário americano, conhecida como "Market Clock", avaliou as 100 maiores regiões metropolitanas dos Estados Unidos e classificou cada uma delas conforme o equilíbrio de poder entre comprador e vendedor. O resultado do segundo trimestre de 2026 mostra uma inversão histórica: das 19 regiões classificadas como mercado do comprador, 18 estão no Sul do país, incluindo áreas da Flórida, Geórgia, Louisiana, Mississippi, Carolina do Sul, Tennessee e Texas.
A mudança é radical se comparada à primavera de 2022, quando as 42 principais regiões metropolitanas do Sul eram, sem exceção, mercado do vendedor. Segundo economista sênior do setor, dois anos depois esse número já havia caído para 19 mercados de vendedor, com 14 em transição para o comprador. Em 2026, restam apenas duas regiões do Sul ainda dominadas pelo vendedor.
Na prática, isso significa mais poder de negociação para quem compra: estoque em expansão, imóveis permanecendo mais tempo à venda e vendedores mais dispostos a negociar preço, custos de fechamento e condições de financiamento. Para o investidor estrangeiro, esse cenário amplia o espaço de negociação, especialmente em mercados historicamente mais aquecidos, como o litoral da Flórida.

Dados de troca de carteira de motorista, um dos indicadores usados para medir migração entre estados nos EUA, seguem aci...
08/28/2026

Dados de troca de carteira de motorista, um dos indicadores usados para medir migração entre estados nos EUA, seguem acima dos níveis pré-pandemia na Flórida, e o economista-chefe da Florida Realtors, Dr. Brad O'Connor, apontou que os números recentes mostram essa migração voltando a acelerar.
Outro ponto de destaque no relatório: as vendas de condomínios e imóveis multifamiliares vêm crescendo em ritmo mais forte que as vendas de casas unifamiliares neste ano, mesmo com um estoque de condomínios ainda mais elevado e um tempo médio de negociação mais longo nesse segmento.
Isso é relevante para quem avalia entrada no mercado por meio de condomínios, segmento historicamente mais acessível para o investidor internacional, mas que aqui aparece como o motor de crescimento mais rápido do momento, e não como alternativa secundária ao imóvel unifamiliar.

Em pronunciamento nas reuniões legislativas da Associação Nacional de Corretores (NAR), o economista-chefe Dr. Lawrence ...
08/27/2026

Em pronunciamento nas reuniões legislativas da Associação Nacional de Corretores (NAR), o economista-chefe Dr. Lawrence Yun revisou a projeção para 2026: alta de 4% nas vendas de imóveis existentes e alta de 4% no preço mediano nacional, com taxas de financiamento em torno de 6,5% ao longo do ano. É uma revisão para baixo em relação a uma estimativa anterior mais otimista, refletindo restrições de acesso ao crédito ainda presentes no mercado americano.
Um dado que chama atenção: as solicitações de financiamento imobiliário subiram cerca de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Mortgage Bankers Association, sinal de que parte da demanda represada começa a se converter em movimentação real de mercado.
Vale um contraponto trazido pela vice-economista-chefe da NAR, Jessica Lautz, que descreveu o momento como um mercado "esquisito": imóveis que ficam meses parados ao lado de outros que recebem múltiplas propostas na mesma rua. Ou seja, o comportamento nacional segue desigual entre regiões e faixas de preço, reforço de que dados agregados escondem diferenças relevantes entre mercados locais.

Dados do portal Realtor mostram que as vendas de imóveis na Flórida caíram 6,1% em comparação ao ano anterior, número ne...
08/26/2026

Dados do portal Realtor mostram que as vendas de imóveis na Flórida caíram 6,1% em comparação ao ano anterior, número negativo, mas ainda assim melhor que a queda de 8,2% registrada em nível nacional. O tempo médio de um imóvel no mercado também caiu 6,4% ano a ano no estado, uma das melhores melhorias entre todos os estados americanos, segundo a economista sênior do portal, Hannah Jones.
A analogia usada pelo economista-chefe da corretora Compass, Mike Simonsen, ajuda a explicar o padrão: ele descreve a Flórida como um mercado "de alta beta", sobe mais rápido nos ciclos de expansão e cai mais rápido nos períodos de desaceleração, como uma ação de alta volatilidade na bolsa.
A própria Hannah Jones faz uma ressalva importante: a recuperação não está distribuída de forma uniforme entre as faixas de preço. Quase toda a resiliência do mercado vem do topo, o segmento abaixo de US$ 1 milhão segue com queda estimada em torno de 8%.

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