25/05/2026
A velhice dói, magoa, é inconveniente.
Olhar para a velhice, aproxima-nos da nossa efemeridade.
Tememos o que mais ambicionamos.
Queremos ser velhos, mas não queremos o que a velhice carrega...Ninguém quer assistir da cadeira de camarote à dureza de nos olharmos ao espelho e não nos encontrarmos inteiros como outrora, mas sim pela metade...
Deveríamos nós escolher terminar algo que também não decidimos começar...?
Será mesmo nossa? A vida...?
Viver sem memórias, sem consciência... É existir!
A sociedade, a religião, os valores, os princípios (de quem?)...Falam mais alto!
Viver, viver, viver, a todo o custo...Não interessa como...Não interessa por quanto tempo...Importa apenas continuar, mesmo não sentindo que estamos vivos.
Felizes daqueles cuja velhice é sã, consciente.
Felizes daqueles cuja velhice não está presa a um corpo mudo e inerte.
Felizes daqueles que não assistem à decadência dos corpos de quem amam.
Que por tanto os amar, preferem guardar a nostalgia das memórias...Mesmo sem ver...Mesmo sem tocar.
A velhice...?
Para uns é um privilégio, para outros um fragmento de vida...