22/09/2023
🩵 A PROSE considera que o Governo deve acabar com "renda escondida" dos seguros de vida e com multirrisco nos créditos à habitação, modificando a lei. 📜
Num comunicado, a entidade destacou que numa altura de grandes dificuldades para a generalidade dos portugueses, com a subida constante das taxas de juro A APROSE apela aos decisores políticos para que, sem mais demora, avancem com mudanças na lei, acabando com a “renda escondida” dos seguros de vida e multirrisco associados aos créditos à habitação.
A associação detalhou que a alteração que propõe “é de forma a garantir que não haja penalização do spread caso o cliente decida mudar o seguro de vida para uma seguradora à sua escolha, no mercado livre. A organização denuncia que os produtos vendidos pelos bancos, numa lógica de pacote, atingem, em muitos casos, o dobro do preço verificado nas seguradoras e em mercado livre e concorrencial.
Segundo a APROSE, a alteração da lei permitiria poupanças substanciais na prestação da casa de centenas de milhares de portugueses, já que seria a forma mais imediata de fazer baixar os encargos com a habitação. A associação apresentou ao Governo, aos partidos com assento parlamentar e à ASF, que sustenta a necessidade de se avançar com esta mudança, e que diz ter merecido “a concordância de todos, lamentando “que até ao momento nada tenha sido feito, quando milhares de portugueses passam sérias dificuldades para suportar os encargos com a casa.
Este estudo, que incidiu sobre os valores dos prémios dos seguros celebrados aos balcões dos bancos, permitiu concluir que, se o seguro for tratado em mercado livre, a poupança, por contrato, pode chegar aos cerca de 50% por mês. A APROSE dá um exemplo, segundo o qual num financiamento de 240 mil euros a poupança é de 10 a 30 mil euros durante a duração do contrato e de mais de 500 euros por ano.