Novos Impulsos

Novos Impulsos Mas este panorama negro pode mudar. O dinheiro nem sempre existiu. A ideia inicial do dinheiro como um meio de troca é uma invenção muito útil.

http://www.novosimpulsos.com

O foco da Novos Impulsos reside em informar os portugueses, com base das investigações em curso, de forma fácil e simples da situação económica atual, questionando todo o sistema económico. Dívidas, dívida interna, dívida externa, impostos, comissões, juros, taxas de juros, juros de mora, inflação, pacotes de resgate financeiro… Tudo isto, e não só, é detalhadamente e

xplicado e exemplificado nos artigos publicados no site da Novos Impulsos para os portugueses perceberem estes conceitos que pairam sobre todos nós e teimam em ficar, agravando a nossa condição financeira, social e humana. A Novos Impulsos – uma associação sem fins lucrativos - questiona todo o sistema económico e apresenta uma solução simples e viável para esta situação que parece ter entrado num beco aparentemente sem fim. No entanto, apenas muito poucos sabem o que o dinheiro realmente é, bem como este entra em circulação. A essência é rápida e facilmente explicada no artigo ‘Boicote aos Impostos’, que também se debruça minuciosamente sobre o catastrófico desenvolvimento até ao sobre-endividamento. A taxa de juro é a intocável "sagrada vaca" dos nossos tempos e da sociedade. Até os media e os políticos evitam falar dela, embora essa taxa seja a única causa de todos os sintomas da crise financeira que nos assombra. Mas a Novos Impulsos não se inibe de abordar este e outros problemas da nossa atual sociedade com o intuito de abrir os olhos ao povo português e possibilitar assim uma libertação da escravidão moderna. Uma alternativa menos opressiva é apresentada no artigo ‘Plano B’, cujo objetivo é definir e efetivamente implementar um sistema global sustentável baseado em quatro módulos: dinheiro líquido, direito social sobre terras, um rendimento base incondicional e imprensa livre. O plano B compõe-se destes quatro ingredientes básicos que não funcionam individualmente no nosso sistema atual, mas a sua interação no contexto de uma reorganização real tem tudo para ser bem-sucedida.

‘É muito mais fácil reconhecer o erro do que encontrar a verdade. O erro está na superfície e, por isso, é fácil erradicá-lo. A verdade repousa no fundo e não é qualquer um que consegue chegar até ela.’ (Goethe) A Novos Impulsos convida os seus amigos, seguidores, simpatizantes, apoiantes, leitores, visitantes e todos os portugueses a reconhecer o erro e encontrar a verdade! Cabe a nós mudar a situação de Portugal, da Europa e do mundo...

𝐎 𝐅𝐢𝐦 𝐝𝐨 𝐕𝐞𝐥𝐡𝐨 𝐒𝐢𝐬𝐭𝐞𝐦𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐞𝐭á𝐫𝐢𝐨: 𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐚 𝐍𝐨𝐯𝐚 𝐎𝐫𝐝𝐞𝐦 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐢𝐚𝐥 𝐄𝐬𝐭á 𝐚 𝐒𝐞𝐫 𝐄𝐬𝐜𝐫𝐢𝐭𝐚, 𝐞 𝐨 𝐐𝐮𝐞 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝐏𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐅𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐍...
11/04/2025

𝐎 𝐅𝐢𝐦 𝐝𝐨 𝐕𝐞𝐥𝐡𝐨 𝐒𝐢𝐬𝐭𝐞𝐦𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐞𝐭á𝐫𝐢𝐨: 𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐚 𝐍𝐨𝐯𝐚 𝐎𝐫𝐝𝐞𝐦 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐢𝐚𝐥 𝐄𝐬𝐭á 𝐚 𝐒𝐞𝐫 𝐄𝐬𝐜𝐫𝐢𝐭𝐚, 𝐞 𝐨 𝐐𝐮𝐞 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝐏𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐅𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐍ã𝐨 𝐂𝐚𝐢𝐫 𝐧𝐚 𝐌𝐢𝐬é𝐫𝐢𝐚 𝐏𝐞𝐫𝐦𝐚𝐧𝐞𝐧𝐭𝐞

Vivemos tempos absolutamente extraordinários. Tempos que não voltam. Tempos em que a história acelera, em que os ciclos se rompem e os sistemas colapsam. Muitos ainda não se aperceberam, mas estamos no meio de uma verdadeira rutura histórica global que irá definir as próximas gerações.

O sistema financeiro, monetário, geopolítico e económico que sustentou a economia global nas últimas décadas está em colapso acelerado. A dívida disparou para níveis insustentáveis. A confiança nas moedas fiduciárias está em declínio. E os desequilíbrios entre produção, consumo e impressão monetária atingiram o ponto de rutura.

Estamos a entrar num novo paradigma, e quem não se adaptar vai ficar para trás, seja indivíduo, empresa ou nação.

𝐈. 𝐔𝐦𝐚 𝐍𝐨𝐯𝐚 𝐎𝐫𝐝𝐞𝐦 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐢𝐚𝐥 𝐄𝐬𝐭á 𝐚 𝐒𝐞𝐫 𝐄𝐬𝐜𝐫𝐢𝐭𝐚
Ao contrário da narrativa dominante, o que estamos a viver não é um ciclo económico comum. Não se trata apenas de uma crise. Nem se resume a inflação ou recessão. É o colapso de um sistema baseado na dívida, no consumo descontrolado e na dependência de moedas fiduciárias sem qualquer lastro real.

O dólar, que outrora era a âncora da estabilidade mundial, está hoje a ser utilizado como arma geopolítica. Donald Trump, juntamente com o seu novo conselheiro económico Scott Bessent, percebeu melhor do que ninguém o fim iminente deste ciclo e os riscos do status quo. Pode-se gostar ou não de Trump, mas ignorar o que está a fazer é um erro grave. O plano que está a ser executado é real, arriscado e muito bem calculado.

O objetivo é simples, direto e implacável: reindustrializar os Estados Unidos, reduzir o défice comercial com mão pesada, desvalorizar o dólar de forma estratégica após captar capital global e criar um novo sistema monetário híbrido baseado em ativos reais como ouro e Bitcoin.

Esta estratégia está a provocar inflação a nível global, colapso em várias moedas, fuga de capital das economias mais frágeis, pressão insustentável sobre os bancos centrais e uma reconfiguração total da dinâmica de poder mundial.

𝐈𝐈. 𝐈𝐧𝐟𝐥𝐚çã𝐨, 𝐃𝐞𝐟𝐥𝐚çã𝐨 𝐨𝐮 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐠𝐟𝐥𝐚çã𝐨? 𝐎 𝐐𝐮𝐞 𝐍𝐨𝐬 𝐄𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚
Inflação é apenas o sintoma mais visível, mas não é, de forma alguma, o único. O que estamos a viver é um cenário muito mais complexo.

A curto prazo, assistimos a um aumento generalizado dos preços, provocado por tarifas, escassez de matérias-primas e conflitos comerciais. No entanto, em muitos países o consumo está a colapsar, o crédito encolhe e o desemprego cresce. Isso é deflação.

Mas o pior cenário é o que se começa a instalar: a estagflação, ou seja, preços altos a par de crescimento económico anémico ou nulo. Este fenómeno é particularmente grave na zona euro, onde o Banco Central Europeu se encontra encurralado entre a necessidade de subir taxas para conter a inflação e o receio de matar o frágil crescimento económico.

Resultado: mais pobreza, mais desigualdade, mais instabilidade política. Não estamos a falar de cenários teóricos. São realidades já em curso, e são consequência direta de décadas de má gestão, dependência de dívida e ausência de visão estratégica.

𝐈𝐈𝐈. 𝐀 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐚: 𝐔𝐦 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐄𝐧𝐯𝐞𝐥𝐡𝐞𝐜𝐢𝐝𝐨, 𝐏𝐚𝐫𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐨 𝐞 𝐒𝐞𝐦 𝐕𝐢𝐬ã𝐨
A Europa está a perder o comboio da história. Enquanto os Estados Unidos reagem com uma estratégia brutal mas eficaz, o velho continente continua prisioneiro da burocracia, da dívida e da ideologia.

A maioria dos países europeus continua a aumentar a dívida pública para sustentar Estados pesados, improdutivos e cada vez mais dependentes de impressão monetária. A carga fiscal sobre quem cria riqueza é absurda. E os incentivos à produção, à inovação e ao investimento privado são praticamente nulos.

Se a Europa continuar a endividar-se indefinidamente sem criar valor, sem aumentar a produtividade e sem reformar as suas estruturas, o que nos espera é trágico: colapso do euro, implosão das finanças públicas, nacionalizações forçadas e perda total de soberania económica.

𝐈𝐕. 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥: À 𝐁𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐨 𝐀𝐛𝐢𝐬𝐦𝐨... 𝐞 𝐀𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐚 𝐃𝐨𝐫𝐦𝐢𝐫
Portugal, infelizmente, é um dos países mais vulneráveis neste cenário. Temos uma economia frágil, dependente do turismo, da construção civil e de fundos europeus. A produção industrial é escassa. A transformação de matérias-primas é mínima. A inovação tecnológica é residual.

Além disso, temos um sistema de ensino que não forma pensadores, nem empreendedores, nem técnicos especializados. Formamos consumidores, funcionários e dependentes do Estado.

Temos uma elite política que vive da propaganda e da distribuição de migalhas orçamentais. E temos uma sociedade que ainda acredita que é possível viver eternamente de subsídios, festivais e promessas eleitorais.

Mas a verdade é esta: sem produção real, Portugal não tem futuro.

𝐕. 𝐀 Ú𝐧𝐢𝐜𝐚 𝐒𝐨𝐥𝐮çã𝐨: 𝐏𝐫𝐨𝐝𝐮𝐳𝐢𝐫, 𝐏𝐫𝐨𝐝𝐮𝐳𝐢𝐫 𝐞 𝐏𝐫𝐨𝐝𝐮𝐳𝐢𝐫
Portugal precisa urgentemente de regressar ao essencial. Produzir. Criar. Exportar. Valorizar.

Não interessa o que se produz. Pode ser calçado, maquinaria, software, energia limpa, biotecnologia ou até agricultura regenerativa. O que importa é que a produção aconteça dentro do território nacional. Que se crie valor aqui, com mão-de-obra local, com conhecimento técnico, com inovação e com visão.

𝘚ó 𝘢𝘴𝘴𝘪𝘮 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘮𝘰𝘴:
- Criar empregos de qualidade.
- Aumentar salários.
- Gerar impostos sustentáveis.
- Financiar saúde, educação e segurança social.
- E recuperar a nossa soberania económica.

Sem produção, não há produtividade. Sem produtividade, não há riqueza. Sem riqueza, não há impostos. Sem impostos, não há Estado. E sem Estado funcional, não há país.

𝐕𝐈. 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝐏𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐔𝐦𝐚 𝐍𝐨𝐯𝐚 𝐕𝐢𝐬ã𝐨 𝐄𝐜𝐨𝐧ó𝐦𝐢𝐜𝐚 𝐉á
Chega de discursos vazios. Chega de planos de PowerPoint. Portugal precisa de uma revolução económica séria.

E para isso, são necessárias decisões corajosas e urgentes:
- Reformar o sistema fiscal para premiar o investimento produtivo.
- Transformar o sistema educativo para formar engenheiros, programadores, técnicos, agricultores, investigadores e gestores.
- Criar um ecossistema de capital de risco nacional, que invista em empresas portuguesas com ambição global.
- Digitalizar a administração pública e acabar com a burocracia asfixiante.
- Incentivar a exportação e a substituição de importações, com uma política industrial moderna e pragmática.

Se não fizermos isto agora, será tarde demais.

𝐕𝐈𝐈. 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐥𝐮𝐬ã𝐨: 𝐄𝐬𝐭𝐚 É 𝐚 Ú𝐥𝐭𝐢𝐦𝐚 𝐎𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞
Estamos perante o colapso do sistema financeiro e monetário global. A antiga ordem está a ruir, e um novo sistema está a emergir. Aqueles que compreenderem esta mudança, que se adaptarem e que agirem com visão, poderão prosperar.
Aqueles que ficarem presos ao passado, que esperarem por milagres ou que confiarem eternamente no Estado, vão perder tudo.

Portugal ainda vai a tempo. Temos talento. Temos recursos. Temos capacidade. Mas falta-nos visão, coragem política e vontade coletiva.

Está nas nossas mãos. Ou construímos uma economia produtiva, soberana e inovadora, ou entregamos o nosso futuro a quem não nos compreende, não nos respeita e não nos quer ver crescer.

O tempo das ilusões acabou. Agora é tempo de agir.

𝗘𝗺𝗽𝗼𝗯𝗿𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗲 𝗜𝗹𝘂𝘀𝗮̃𝗼Este é um dado alarmante para avaliar a verdadeira condição económica dos trabalhadores. Embora ...
22/03/2025

𝗘𝗺𝗽𝗼𝗯𝗿𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗲 𝗜𝗹𝘂𝘀𝗮̃𝗼

Este é um dado alarmante para avaliar a verdadeira condição económica dos trabalhadores. Embora as estatísticas manipuladas pintem um quadro de aparente prosperidade, a realidade é bem diferente. Ao olharmos além da propaganda, a verdade revela-se nua e crua: a pobreza a aumentar.

Apesar do crescimento da riqueza nacional (PIB), 𝘰 𝘱𝘰𝘥𝘦𝘳 𝘥𝘦 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘳𝘢 𝘥𝘰𝘴 𝘵𝘳𝘢𝘣𝘢𝘭𝘩𝘢𝘥𝘰𝘳𝘦𝘴 𝘥𝘪𝘮𝘪𝘯𝘶𝘪𝘶. 𝗢 𝗽𝗮𝗶́𝘀 𝗲𝗻𝗿𝗶𝗾𝘂𝗲𝗰𝗲𝘂, 𝗺𝗮𝘀 𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗿𝗶𝗾𝘂𝗲𝘇𝗮 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗱𝘂𝘇𝗶𝘂 𝗲𝗺 𝗺𝗲𝗹𝗵𝗼𝗿𝗲𝘀 𝘀𝗮𝗹𝗮́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗲𝘀𝗺𝗮𝗴𝗮𝗱𝗼𝗿𝗮 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗮 𝗽𝗼𝗽𝘂𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼. 𝗔𝘀 𝗽𝗿𝗼𝗺𝗲𝘀𝘀𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗺 𝗱𝗲 𝗽𝗮𝗹𝗮𝘃𝗿𝗮𝘀 𝘃𝗮𝘇𝗶𝗮𝘀.

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” e as necessidades. Muito do que outrora era visto como luxo, hoje é um bem essencial. A evolução do padrão de vida transformou despesas que antes eram consideradas supérfluas em necessidades essenciais que pesam no orçamento familiar.

Um computador pessoal, considerado um luxo nos anos 80 e 90, é agora indispensável. Entre outros, o mesmo se aplica às telecomunicações, acesso à internet e até mesmo ao carro. Aos dias de hoje a mobilidade dependente fortemente e maioritariamente do automóvel, uma realidade inevitável, pois ao contrario do que acontecia no passado, os postos de trabalho estão cada vez mais concentrados e distantes das áreas residenciais (e ainda bem).
A infraestrutura de transportes é insuficiente e debilitada – o transporte público está em colapso. Por exemplo, hoje temos menos linhas e menos km de ferrovia do que nos anos 80!

Embora alguns serviços públicos tenham melhorado em determinados períodos, a última década foi um verdadeiro desastre. Da saúde à educação, as queixas são cada vez mais frequentes e alarmantes. Portanto, não se pode justificar a imposição de mais e maiores impostos com o argumento de redistribuição de riqueza.

Ao contrário do que muitos querem fazer acreditar, os lucros não ficam apenas nas mãos das empresas – o Estado também arrecada mais do que nunca. No entanto, paradoxalmente, os serviços públicos têm deteriorado drasticamente. Apesar do Estado arrecadar recordes de impostos, falha em fornecer serviços adequados e suficientes, revelando uma incapacidade gritante para satisfazer as necessidades básicas da população.

A grande questão é: até quando? Será que a propaganda conseguirá continuar a iludir uma população que está cada vez mais alfabetizada? Talvez esteja mais endoutrinada e não mais educada? É surpreendente notar que, 𝗵𝗮́ 𝟱𝟬 𝗮𝗻𝗼𝘀, 𝗰𝗼𝗺 𝘂𝗺𝗮 𝘁𝗮𝘅𝗮 𝗱𝗲 𝗮𝗻𝗮𝗹𝗳𝗮𝗯𝗲𝘁𝗶𝘀𝗺𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗮𝗹𝘁𝗮, 𝗼 𝗽𝗼𝘃𝗼 𝗲𝗿𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗰𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗿𝗲𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗵𝗼𝗷𝗲. 🤔 Hoje muitos sabem ler, mas não compreendem o que leem.

Portugal está a pagar o preço de políticas que se vende como prósperas enquanto os trabalhadores e os serviços públicos afundam na miséria. A verdade está à vista: 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗻𝘂𝗺 𝗽𝗮𝗶́𝘀 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗼 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗼 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝗴𝗮 𝗲 𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗺𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗶𝗹𝘂𝘀𝗮̃𝗼.

𝗔 𝗡𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗖𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗛𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗰𝗼 𝗻𝗮 𝗣𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗼 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝘁𝗮𝗿 𝗱𝗼 𝗣𝗼𝘃𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲̂𝘀➡️ Nenhum político deve fazer polí...
21/03/2025

𝗔 𝗡𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗖𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗛𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗰𝗼 𝗻𝗮 𝗣𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗼 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝘁𝗮𝗿 𝗱𝗼 𝗣𝗼𝘃𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲̂𝘀

➡️ Nenhum político deve fazer política sem conhecimento de história.

Este é um défice que todos nós sentimos, seja como ao olharmos para o governo, seja como cidadãos, ao percebermos que o país não está a ser bem governado. E isso acontece porque 𝗮 𝗲𝗹𝗶𝘁𝗲 𝗽𝗼𝗹𝗶́𝘁𝗶𝗰𝗮 – e digo “elite” entre aspas – 𝗽𝗲𝗿𝗱𝗲𝘂 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗰𝗶𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗰𝗮 𝗱𝗼 𝗺𝘂𝗻𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗴𝗲𝗿𝗮𝗹.
Estão no limite das suas capacidades, perdidos na burocracia, 𝘀𝗲𝗺 𝘂𝗺𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁𝗲́𝗴𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗹𝗼𝗻𝗴𝗼 𝗽𝗿𝗮𝘇𝗼, 𝗲𝘅𝗰𝗲𝘁𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮𝘀 𝘀𝘂𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗼𝗽𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗲 𝗽𝗹𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮, 𝗺𝗮𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗽𝗮𝗶́𝘀. O que vemos é uma sobrevivência no dia a dia, algo que se observa principalmente nos políticos estabelecidos, especialmente no governo. Falta visão, falta de competencia, falta, acima de tudo, paixão por este país. Esta é uma sensação que tenho, e certamente outros também, de que somos governados por pessoas que não se identificam com o país e, no pior dos casos, até o desprezam. Estamos a ser governados, nesse sentido, por uma elite antipatriótica, o que é, historicamente falando, algo sem precedentes na história mundial.

A substância deste país, que também tem raízes profundas na sua história, foi em grande parte consumida. Os bons tempos passaram claramente, e aqueles que nos governam agora já não são capazes de regenerar essa substância. O povo sente isso e está a mobilizar-se. Se isso será suficiente para uma verdadeira mudança política agora, ou se precisaremos de mais alguns anos, é algo que teremos de ver. Mas o movimento está presente desde a crise migratória, às vezes mais forte, outras vezes mais fraco, o que é normal, pois a vida segue um ritmo de tensão e relaxamento. Nem todos podem manter-se na luta durante anos, mas há vários grupos que, afetados pelas políticas deste governo, têm saído à rua. Seja contra a imigração, contra as políticas de medidas relacionadas com a pandemia, contra a desastrosa política agrícola da União Europeia, entre outras.

Em Portugal, por exemplo, há movimentos de rua que se reúnem regularmente. Estes estão organizados e persistem, mesmo que já não sejam as multidões. Às vezes são apenas 10, 15 ou 20 pessoas, mas continuam, demonstrando que a rua pertence ao povo, e que estão contra este governo. O cartel partidário corre o risco de fazer exatamente aquilo que se descreve na nova categoria de observação dos órgãos de controlo do Estado: a deslegitimação do próprio Estado. O isolamento do cartel, incluindo o isolamento das demandas legítimas dos protestos de rua em várias frentes, leva à deslegitimação, especialmente quando se erguem barreiras, resultando na deslegitimação da democracia parlamentar por parte dos partidos do cartel. Por isso, estamos a entrar em anos decisivos, e a responsabilidade não está do nosso lado, mas sim do lado do cartel.

Agora, temos a oportunidade de fazer ouvir a nossa voz, e talvez seja o momento de começar a ver mudanças significativas. O sistema partidário português é muito adaptável e, por isso, muito lento a reagir. O cidadão português, em geral, é muito paciente, não inclinado à revolução, mas sempre crente na reforma. Esta é uma boa base para uma elite no poder, mas se os partidos atuais continuarem a ignorar os sinais de insatisfação, correm o risco de enfrentar uma revolução silenciosa nas urnas. Se as eleições nos próximos anos resultarem na saída de alguns partidos tradicionais do parlamento, será um sinal claro de que são necessárias mudanças mais amplas em todo o país.

Se isso acontecer, será um marco na história política de Portugal, comparável a uma revolução no sistema partidário que não deve ser subestimada. A queda de partidos tradicionais pode ser o prenúncio de um novo ciclo político, onde o povo, cansado da falta de identificação dos seus governantes com o país, decide tomar as rédeas do destino nacional nas suas próprias mãos. Vamos ver o que o futuro reserva, mas uma coisa é certa: 𝗼 𝗺𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗺𝘂𝗱𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮́ 𝗲𝗺 𝗺𝗮𝗿𝗰𝗵𝗮, 𝗲 𝗻𝗮𝗱𝗮 𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗿𝗮́ 𝗱𝗲𝘁𝗲𝗿.

Saudações a todos
Ricardo Gomes

Os comentadeiros televisivos e os políticos de poleiro alimentam-se da ignorância que criaram e cultivam, continuando a ...
20/03/2025

Os comentadeiros televisivos e os políticos de poleiro alimentam-se da ignorância que criaram e cultivam, continuando a sacudir a areia do capote – porque nada os assusta mais do que um povo que pensa.

Os números não mentem: 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝗺𝗲𝘁𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼𝘀 𝗮𝗱𝘂𝗹𝘁𝗼𝘀 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗲𝘀 𝗻𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗲𝗺 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗲𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝘁𝗲𝘅𝘁𝗼𝘀 𝗹𝗼𝗻𝗴𝗼𝘀 𝗼𝘂 𝗿𝗲𝘀𝗼𝗹𝘃𝗲𝗿 𝗽𝗿𝗼𝗯𝗹𝗲𝗺𝗮𝘀 𝗺𝗮𝘁𝗲𝗺𝗮́𝘁𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗱𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗮𝘀 𝗲𝘁𝗮𝗽𝗮𝘀.
👉🏻Estamos na cauda da Europa em literacia, numeracia e resolução adaptativa de problemas, de acordo com um estudo da OCDE.

Este é o reflexo direto de décadas de políticas públicas que negligenciaram a educação como pilar essencial de uma sociedade livre, informada e funcional. Não é uma questão de “cultura” ou de “inaptidão intrínseca” dos portugueses – 𝗲́ 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗾𝘂𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝘂𝗰𝗲𝘀𝘀𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗴𝗼𝘃𝗲𝗿𝗻𝗼𝘀 𝗲 𝗶𝗻𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗮𝗹𝗵𝗮𝗿𝗮𝗺 em criar um sistema de ensino que priorize competências práticas, pensamento crítico e ferramentas de compreensão do mundo.

Uma educação centrada apenas na memorização e na transmissão passiva de informação é incapaz de formar cidadãos que questionem, analisem e tomem decisões fundamentadas. E sem cidadãos preparados, o impacto vai muito além das estatísticas: reflete-se numa cidadania fragilizada, num eleitorado vulnerável à manipulação e numa democracia mais pobre.

A responsabilidade é das instituições públicas, dos sucessivos governos, da Assembleia da República e da classe política em geral. São eles que moldam o sistema e, ao longo de décadas, perpetuaram um modelo de ensino que favorece a estagnação em vez do progresso.

𝗔 𝗺𝘂𝗱𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗲𝗰̧𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝗿𝗲𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗲𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗱𝘂𝗰𝗮𝗿 𝗲́ 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗻𝘀𝗶𝗻𝗮𝗿 𝗮 𝗱𝗲𝗰𝗼𝗿𝗮𝗿 – é dotar as pessoas de ferramentas para compreenderem o mundo, resolverem problemas complexos e contribuírem para uma sociedade mais equilibrada e informada.

Enquanto não exigirmos políticas públicas valentes que coloquem o pensamento crítico no centro da educação, continuaremos a carregar as consequências desta inércia.

💡𝗣𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝘂𝗺 𝗽𝗮𝗶́𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮 𝗲́ 𝘂𝗺 𝗽𝗮𝗶́𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗮𝘃𝗮𝗻𝗰̧𝗮.

𝗠𝗲́𝗱𝗶𝗮 𝘀𝗮𝗹𝗮𝗿𝗶𝗮𝗹: 𝘂𝗺 𝘁𝗿𝘂𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗼A obsessão pela média salarial é um truque conhecido, mas cada vez menos tolerável. ...
19/03/2025

𝗠𝗲́𝗱𝗶𝗮 𝘀𝗮𝗹𝗮𝗿𝗶𝗮𝗹: 𝘂𝗺 𝘁𝗿𝘂𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗼

A obsessão pela média salarial é um truque conhecido, mas cada vez menos tolerável. Destacar a média ignora que esta métrica desinforma mais do que informa. A mediana salarial – o verdadeiro ponto central da distribuição – revela uma realidade bem diferente sobre as condições de trabalho da maioria dos portugueses.

Este desfasamento revela como sucessivos governos e uma comunicação social ineficaz mascaram a realidade, inflacionada por uma minoria de salários elevados. 𝗩𝗶𝘃𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗿𝗲𝗳𝗲́𝗻𝘀 𝗱𝗲 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗽𝗿𝗲𝗳𝗲𝗿𝗲 𝗺𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗵𝗮𝗿 𝗻𝘂́𝗺𝗲𝗿𝗼𝘀 𝗮 𝗲𝗻𝗰𝗮𝗿𝗮𝗿 𝗮 𝘃𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲.

A situação agrava-se quando até o acesso a dados claros e recentes é dificil, inclusive nos proprios meios do INE, cuja missão é precisamente garantir o rigor, a transparência e a acessibilidade de informação estatística para a sociedade. A escassez e a dificuldade de acesso a informação recente é reveladora, e o pouco que existe exige persistência para ser encontrado.

‼️ Estamos a ser governados e liderados por quem prefere manipular números em vez de ser honesto com a realidade do país – e claro, quando se tomam decisões baseadas em números que não refletem o verdadeiro cenário, dificilmente vamos a algum lado.

A questão que prevalece: 𝗮𝘁𝗲́ 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼? 🤔

𝗗𝗮 𝗜𝗻𝗱𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗮̀ 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶𝗱𝗮̃𝗼 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗹𝗲𝗰𝘁𝘂𝗮𝗹Miguel Sousa Tavares já foi, em tempos, um jornalista respeitado, livre e inde...
18/03/2025

𝗗𝗮 𝗜𝗻𝗱𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗮̀ 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶𝗱𝗮̃𝗼 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗹𝗲𝗰𝘁𝘂𝗮𝗹

Miguel Sousa Tavares já foi, em tempos, um jornalista respeitado, livre e independente, alguém que parecia escrever e falar com a autoridade de quem não devia favores a ninguém. Mas isso foi há muitos anos, antes de experimentar na pele a dura realidade da insignificância financeira. Hoje, transformado em mais um boneco articulado da Comunicação Social, Miguel Sousa Tavares tornou-se o porta-voz do disparate e da narrativa encomendada, debitando asneiras em horário nobre com a convicção de quem defende um dogma religioso.

➡️ 𝘖 𝘙𝘰𝘵𝘦𝘪𝘳𝘰 𝘥𝘢 𝘋𝘦𝘨𝘳𝘢𝘥𝘢𝘤̧𝘢̃𝘰

Durante anos, Sousa Tavares foi uma voz crítica e independente, alguém que, mesmo com as suas excentricidades e exageros, ainda conseguia passar uma imagem de jornalista sério. Porém, o encanto desvaneceu-se quando perdeu o seu lugar ao sol e foi atirado para o ostracismo, vendo-se subitamente sem ordenado, sem palanque e sem influência. A experiência de não ganhar um tostão foi um banho de realidade que o transformou profundamente. Subitamente, percebeu que no mundo real, sem o apoio da máquina mediática, ninguém se sustenta apenas com moralismos.

E assim, num ato de desespero e sobrevivência, Miguel Sousa Tavares fez aquilo que muitos fazem quando a carteira aperta: vendeu-se. E não foi barato, mas também não foi caro – foi exatamente pelo preço certo para ser reintegrado no sistema, desde que soubesse seguir à risca o guião escrito pelos donos da opinião publicada. Hoje, repete sem pestanejar os slogans e narrativas que os patrões da informação decidem que devem ser disseminados pelo grande público. E fá-lo com um zelo quase religioso, como se precisasse de se redimir do tempo em que foi independente.

➡️ 𝘈 𝘈𝘳𝘵𝘦 𝘥𝘦 𝘋𝘪𝘻𝘦𝘳 𝘉𝘢𝘳𝘣𝘢𝘳𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦𝘴 𝘤𝘰𝘮 𝘈𝘳 𝘥𝘦 𝘐𝘯𝘵𝘦𝘭𝘦𝘤𝘵𝘶𝘢𝘭

A nova encarnação de Miguel Sousa Tavares é a de um pregador de trivialidades, especialista em afirmações bombásticas sem qualquer base na realidade. Os seus comentários são um desfile de disparates, sempre embalados naquele tom solene de quem se julga um farol da inteligência. O problema é que, se há uns anos ainda podíamos conceder-lhe o benefício da dúvida, hoje não há margem para ilusões: ele fala apenas o que lhe mandam dizer. E fá-lo com gosto.

Os chefes dos média sabem que Miguel Sousa Tavares tem a capacidade de dar respeitabilidade a qualquer absurdo que precise de ser vendido às massas. Se for necessário justificar um disparate político, ele está lá. Se for para relativizar um escândalo, ele aparece. Se for para atacar quem questiona a narrativa dominante, ele é o primeiro da fila. Já não é um jornalista, é um prestador de serviços ideológicos.

➡️ 𝘜𝘮 𝘗𝘳𝘰𝘣𝘭𝘦𝘮𝘢 𝘲𝘶𝘦 𝘋𝘦𝘷𝘪𝘢 𝘚𝘦𝘳 𝘗𝘶𝘯𝘪𝘥𝘰

Num país minimamente sério, este tipo de prostituição intelectual devia ser punido por lei. Não é só uma questão de liberdade de expressão – é uma questão de responsabilidade pública. Quando figuras como Miguel Sousa Tavares são usadas para enganar o público, manipular factos e distorcer a verdade ao sabor dos interesses dos patrões da informação, estamos perante um atentado à democracia.

Afinal, quem fiscaliza os fiscais da verdade? Quem segura a mão de quem dita o que deve ser dito? Sousa Tavares e outros como ele deviam, no mínimo, ser obrigados a declarar quem lhes escreve os textos, quem lhes sopra os argumentos e quem lhes deposita o ordenado no fim do mês. Assim, pelo menos, a farsa ficaria mais transparente.

Até lá, resta-nos assistir ao espetáculo deprimente da sua decadência moral, enquanto Miguel Sousa Tavares continua a vender o que resta da sua credibilidade pelo preço de um salário garantido. O problema não é ele ter mudado de opinião – é ter deixado de ter opinião própria.

Saudações
𝗥𝗶𝗰𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗚𝗼𝗺𝗲𝘀
Engenheiro, Economista e Observador do Absurdo Político

Endereço

Travessa De Santo André 252
Santo Tirso
4795-152

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