15/10/2024
Todos nós ja passamos por épocas de saldos, as montras das lojas enchem-se de letreiros "SALDOS" a vermelho para chamar a atenção, e normalmente as pessoas entram nessas lojas, não porque necessitam de comprar uma peça de roupa, ou um par de sapatos/ sapatilhas novas. Entram nas lojas por curiosidade, para poderem ver com os seus próprios olhos os ditos saldos, e na maioria dos casos acabam por comprar algo, mesmo que não necessitem. Nos grandes centros este fluxo de pessoas a afluir às lojas ainda é mais notório.
No mundo dos investimentos, o fluxo é o exacto oposto, quando o valor dos ativos baixa consideravelmente, existem tantas pessoas a quererem sair da "loja", que acabam por se empurrar, quer isto dizer que fazem os preços dos ativos cair ainda mais dando origem a um efeito espiral negativo (down spiral effect) que é definido por uma série de pensamentos, emoções e ações negativas que se alimentam negativamente desses mesmos indivíduos, tornando a situação progressivamente pior, estes cenários são altamente exacerbados no inicio de um Bear Market.
Mais uma vez, as emoções tendem a ter um efeito nefasto no que diz respeito aos investimentos.
Talvez já tenhas ouvido falar da expressão "ovelha negra", aquela que se destaca do rebanho certo?
Pois bem, para nos destacarmos devemos caminhar na direção oposta à multidão, e nos mercados isto significa, comprar quando todos os outros estão a vender (contrarian).
Nestes momentos, comprar ativos de qualidade, com critérios objetivos e bem estabelecidos, e com conhecimento profundo sobre os ativos a comprar é a melhor decisão.
Se o investidor for capaz de comprar quando "todos" os outros estão a vender, o potencial de valorização é maior, a margem de segurança é maior, o que torna o risco menor.
Temos a ideia que, trata-se de uma boa aquisição quando compramos algo na loja de roupa a 20, 30 ou 40% de desconto, porquê considerar que comprar ativos em saldos é mau?
Mais uma vez podemos constatar que, são as emoções que guiam os mercados no curto prazo, com noticias que saem todos os dias, não só sobre as empresas, mas com dados macro-económicos, sem ter em consideração as próprias empresas.
No longo prazo o que determina o valor das ações é a capacidade da empresas de fazer crescer os seus lucros e fluxos de caixa livre, e a sua capacidade para crescer no futuro, e não as emoções dos investidores no dia-a-dia.
Bons investimentos!