Economia Gestão Finanças

Economia Gestão Finanças Transmitir conhecimentos sobre Economia/Gestão/Finanças. Fórum de discussão sobre os temas em questão.

Esta página dedica-se a disponibilizar informação a quadros de empresas sobre diversos temas de Gestão/Economia/Finanças, à troca de opiniões sobre essas áreas e à atualização de conhecimentos e de novas práticas empresariais. Divulgar os conhecimentos e práticas empresariais mais recentes.

Em resposta às solicitações de muitas pessoas e empresas, aqui vão os links para o site do COMPETE 2020 que descrevem as...
06/08/2018

Em resposta às solicitações de muitas pessoas e empresas, aqui vão os links para o site do COMPETE 2020 que descrevem as tipologias de projetos, as taxas de financiamento por subsídios a fundo perdido, entre outras características, da abertura de candidaturas aos Sistemas de Incentivos:
- 𝗜𝗡𝗧𝗘𝗥𝗡𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗟𝗜𝗭𝗔ÇÃ𝗢 𝗣𝗠𝗘: http://www.poci-compete2020.pt/Avisos/detalhe/AAC_27-SI-2018
- 𝗤𝗨𝗔𝗟𝗜𝗙𝗜𝗖𝗔ÇÃ𝗢 𝗣𝗠𝗘: http://www.poci-compete2020.pt/Avisos/detalhe/AAC_26-SI-2018

𝗙𝗨𝗡𝗗𝗢 𝟮𝟬𝟬𝗠 - Este veículo de financiamento público tem como objetivo atrair investimento – maioritariamente estrangeiro ...
05/04/2018

𝗙𝗨𝗡𝗗𝗢 𝟮𝟬𝟬𝗠 - Este veículo de financiamento público tem como objetivo atrair investimento – maioritariamente estrangeiro – para start-ups que já tenham o seu negócio numa fase mais avançada e que queiram expandir o projeto ou internacionalizar-se. Os setores mais relevantes para o fundo são as ciências da vida, biotecnologia, nanotecnologia, Internet of Things (IoT), turismo, tecnologias de informação e indústria 4.0. Mínimo de investimento: 500.000€; Máximo de investimento: 5 Milhões€.

O 200M trata-se de um fundo de coinvestimento em que são disponibilizados 100 milhões de euros de dinheiro público com o objetivo de trazer outros 100 milhões de entidades privadas.

Veículo que junta dinheiros públicos e privados para investir em pequenas e médias empresas arranca “dentro de um mês”

- 𝗙𝗨𝗡𝗗𝗢 𝟮𝟬𝟬𝗠 (alavancagem das 𝗦𝗧𝗔𝗥𝗧𝗨𝗣𝗦 e ganhos de escala para aumentar a competitividade a nível internacional).- 𝟮 𝗚𝗥𝗔...
13/11/2017

- 𝗙𝗨𝗡𝗗𝗢 𝟮𝟬𝟬𝗠 (alavancagem das 𝗦𝗧𝗔𝗥𝗧𝗨𝗣𝗦 e ganhos de escala para aumentar a competitividade a nível internacional).
- 𝟮 𝗚𝗥𝗔𝗡𝗗𝗘𝗦 𝗥𝗘𝗗𝗘𝗦 𝗗𝗘 𝗜𝗡𝗧𝗘𝗥𝗡𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗜𝗦 𝗗𝗘 𝗔𝗣𝗢𝗜𝗢 𝗔𝗢 𝗘𝗠𝗣𝗥𝗘𝗘𝗡𝗗𝗘𝗗𝗢𝗥𝗜𝗦𝗠𝗢.
- 𝗦𝗧𝗔𝗥𝗧𝗨𝗣 𝗩𝗜𝗦𝗔 (agilizar vistos de residência para empreendedores fora da UE).
- 𝗣𝗢𝗥𝗧𝗨𝗚𝗔𝗟 𝗩𝗘𝗡𝗧𝗨𝗥𝗘𝗦.

No encerramento da Web Summit, a secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann, fez um balanço da convenção e revelou que vão entrar em Portugal duas redes internacionais de apoio ao empreendedorismo

DENTRO DO ÂMBITO DOS SISTEMAS DE INCENTIVOS DO 𝗖𝗢𝗠𝗣𝗘𝗧𝗘 𝟮𝟬𝟮𝟬 - 𝗚𝗨𝗜𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗔𝗣𝗢𝗜𝗢𝗦 À 𝗘𝗖𝗢𝗡𝗢𝗠𝗜𝗔 𝗗𝗜𝗚𝗜𝗧𝗔𝗟
15/10/2017

DENTRO DO ÂMBITO DOS SISTEMAS DE INCENTIVOS DO 𝗖𝗢𝗠𝗣𝗘𝗧𝗘 𝟮𝟬𝟮𝟬 - 𝗚𝗨𝗜𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗔𝗣𝗢𝗜𝗢𝗦 À 𝗘𝗖𝗢𝗡𝗢𝗠𝗜𝗔 𝗗𝗜𝗚𝗜𝗧𝗔𝗟

20/09/2017

𝗔𝗖𝗢𝗥𝗗𝗢 𝗖𝗢𝗠𝗘𝗥𝗖𝗜𝗔𝗟 𝗨𝗘-𝗖𝗔𝗡𝗔𝗗Á 𝗘𝗡𝗧𝗥𝗔 𝗘𝗠 𝗩𝗜𝗚𝗢𝗥

O acordo oferece novas oportunidades para que as empresas da UE de 𝗗𝗘 𝗧𝗢𝗗𝗔𝗦 𝗔𝗦 𝗗𝗜𝗠𝗘𝗡𝗦Õ𝗘𝗦 𝗤𝗨𝗘 𝗘𝗫𝗣𝗢𝗥𝗧𝗘𝗠 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗢 𝗖𝗔𝗡𝗔𝗗Á.

A partir de 21 de setembro, o CETA suprime os direitos sobre 𝟵𝟴% 𝗗𝗢𝗦 𝗣𝗥𝗢𝗗𝗨𝗧𝗢𝗦 que a UE comercializa com o Canadá. Confere igualmente às empresas da UE o melhor acesso aos contratos públicos canadianos jamais oferecido a empresas estrangeiras.

VER MAIS: http://www.poci-compete2020.pt/noticias/detalhe/CETA

09/08/2017

𝗡𝗢𝗩𝗢𝗦 𝗜𝗡𝗖𝗘𝗡𝗧𝗜𝗩𝗢𝗦 À 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗥𝗔𝗧𝗔ÇÃ𝗢 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗥𝗔𝗧𝗢𝗦 𝗦𝗘𝗠 𝗧𝗘𝗥𝗠𝗢

• Redução temporária de 50% da taxa contributiva relativamente à contratação de 𝗝𝗢𝗩𝗘𝗡𝗦 À 𝗣𝗥𝗢𝗖𝗨𝗥𝗔 𝗗𝗢 𝟭º 𝗘𝗠𝗣𝗥𝗘𝗚𝗢, durante um período de 𝟱 𝗔𝗡𝗢𝗦.

• Redução temporária de 50% da taxa contributiva relativamente à contratação de 𝗗𝗘𝗦𝗘𝗠𝗣𝗥𝗘𝗚𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗗𝗘 𝗟𝗢𝗡𝗚𝗔 𝗗𝗨𝗥𝗔ÇÃ𝗢, durante um período de 𝟯 𝗔𝗡𝗢𝗦.

• 𝗜𝗦𝗘𝗡ÇÃ𝗢 𝗧𝗢𝗧𝗔𝗟 da taxa contributiva durante um período de 𝟯 𝗔𝗡𝗢𝗦, na contratação de desempregados de 𝗠𝗨𝗜𝗧𝗢 𝗟𝗢𝗡𝗚𝗔 𝗗𝗨𝗥𝗔ÇÃ𝗢.

584 𝗦𝗧𝗔𝗥𝗧𝗨𝗣𝗦 foram responsáveis por 𝟰𝟲% dos postos de trabalho criados em Portugal, frisou a Secretária de Estado da Ind...
02/08/2017

584 𝗦𝗧𝗔𝗥𝗧𝗨𝗣𝗦 foram responsáveis por 𝟰𝟲% dos postos de trabalho criados em Portugal, frisou a Secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann.

12/04/2017

Abriram as 1ª Fases de Candidaturas, deste ano, aos principais Sistemas de Incentivos do COMPETE 2020, que indicamos abaixo, e cujos Avisos de Abertura de Candidaturas têm algumas variações face a anteriores fases:

• Inovação Produtiva.
• Empreendedorismo Qualificado e Criativo.
• Qualificação PME.
• Internacionalização PME.

01/03/2017

𝐂𝐎𝐌𝐎 𝐄𝐋𝐀𝐁𝐎𝐑𝐀𝐑 𝐎 𝐎𝐑Ç𝐀𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐀𝐍𝐔𝐀𝐋 𝐃𝐀 𝐒𝐔𝐀 𝐄𝐌𝐏𝐑𝐄𝐒𝐀

- Definição de Controlo Orçamental e Fases.
- Razões para a Elaboração de Orçamentos.
- Análise dos Desvios.


• 𝐃𝐄𝐅𝐈𝐍𝐈ÇÃ𝐎 𝐄 𝐅𝐀𝐒𝐄𝐒 𝐃𝐎 𝐂𝐎𝐍𝐓𝐑𝐎𝐋𝐎 𝐎𝐑Ç𝐀𝐌𝐄𝐍𝐓𝐀𝐋:

O Chartered Institute of Management Accountants (CIMA) define o controlo orçamental da seguinte forma:

"The establishment of budgets relating the responsibilities of executives to the requirements of a policy, and the continuous comparison of actual with budgeted results, either to secure by individual action the objective of that policy, or to provide a basis for its revision".

A implementação do controlo orçamental deve passar pelas seguintes fases:

- Elaborar orçamentos para todas as unidades dentro de uma organização e remeter para os gestores a sua quota parte de responsabilidade no orçamento geral.
- Comparação contínua do desempenho real contra os resultados orçamentados, de forma a se conhecerem os desvios, analisá-los e fazer o seu report.
- Tomada de ações corretivas adequadas quando o desempenho real se desvia significativamente do desempenho planeado.
- Revisão dos orçamentos à luz da alteração significativa das circunstâncias.


• 𝐑𝐀𝐙Õ𝐄𝐒 𝐏𝐀𝐑𝐀 𝐄𝐋𝐀𝐁𝐎𝐑𝐀𝐑 𝐎𝐑Ç𝐀𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎𝐒

𝐈𝐍𝐓𝐑𝐎𝐃𝐔ÇÃ𝐎: o orçamento global (também denominado de geral ou anual) é um conjunto de orçamentos (operacionais e financeiros) inter-relacionados, que descrevem quantitativamente os planos da empresa. Serve como uma orientação para a execução das operações e para a utilização de fundos, bem como para uma estimativa dos resultados operacionais e da situação futura dos ativos e passivos da empresa. O processo de elaboração de um orçamento é denominado de orçamentação. As principais razões para uma empresa elaborar um orçamento global são: planeamento, comunicação e coordenação, controlo e aprendizagem, motivação e empenho e avaliação. Vamos tentar entender o porquê das razões supramencionadas serem tão importantes:

- Planeamento:

Força a empresa a olhar para o futuro, a examinar os fatores que afetam os seus negócios e a operar de uma forma pró-ativa. Com o planeamento muitos problemas são antecipados muito antes de surgirem e, portanto, as soluções podem ser analisadas através de um estudo cuidadoso. O planeamento permite a contribuição de ideias e pontos de vista de várias fontes dentro da organização, que podem oferecer a compreensão sobre as melhores formas de alcançar os objetivos.

- Comunicação e Coordenação:

Ao preparar um orçamento global a empresa como um todo está em ação. É imperativo que haja uma ligação e interação entre todas as partes da organização e que cada parte comunique as suas necessidades e planos, para que todos possam avaliar o efeito que esses planos e necessidades têm nos seus próprios departamentos e para que a empresa como um todo possa alcançar os seus objetivos. Um orçamento é de facto um dispositivo de comunicação. Cópias do orçamento aprovado são distribuídas a todos os gestores, o que proporciona uma compreensão e conhecimento adequados das políticas e programas a serem seguidos.

- Controlo e Aprendizagem:

Ao permitir comparar os resultados reais dos indicadores de desempenho com os previstos, é possível saber em que medida os objetivos da empresa estão a ser alcançados. Ao tentar entender o porquê de algumas metas não terem sido atingidas, a organização como um todo vai aprender com os próprios erros do passado e vai aprender a lidar melhor com as flutuações no ambiente externo à empresa que podem afetar a sua atividade e desempenho.

- Motivação e Comprometimento:

Se o orçamento não for autoritário, as ideias e necessidades dos participantes na orçamentação são tidas em conta quando os indicadores de desempenho são estabelecidos. A consequência deste facto é que os funcionários se sentem mais envolvidos e comprometidos.

- Avaliação:

Os orçamentos servem de guia para a avaliação dos empregados e são um instrumento para avaliar o desempenho da organização através da análise dos indicadores de desempenho. Ao comparar os resultados atuais com os orçamentados, os gestores podem ser avaliados e responsabilizados pela sua fração do orçamento, enquanto a eficácia e a eficiência da empresa também podem ser aferidas no processo. Em inúmeras empresas muitos trabalhadores são remunerados (parcialmente) com base na sua capacidade de atingirem os objetivos orçamentais.

𝐀𝐍Á𝐋𝐈𝐒𝐄 𝐃𝐎𝐒 𝐃𝐄𝐒𝐕𝐈𝐎𝐒

- Definição
- Orçamento Flexível
- Desvio no Orçamento Global
- Desvio no Orçamento Flexível
- Desvio no Volume de Vendas
- Decomposição dos Desvios


• 𝐃𝐄𝐅𝐈𝐍𝐈ÇÃ𝐎:

A análise dos desvios é utilizada para identificar e explicar as razões para a diferença entre os resultados orçamentados e reais, sendo depois levadas a cabo ações corretivas quando o desempenho real se desvia significativamente do desempenho planeado.

A análise dos desvios é uma ferramenta de controlo orçamental que avalia o desempenho através de desvios entre os valores orçamentados e os valores reais.

A análise dos desvios envolve tipicamente o isolamento de diferentes causas para a variação nos rendimentos (proveitos) e gastos (custos), durante um determinado período, face aos resultados orçamentados.


• 𝐎𝐑Ç𝐀𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐅𝐋𝐄𝐗Í𝐕𝐄𝐋:

Uma análise dos desvios detalhada num orçamento estático pode induzir em erro, porque só é válida para o nível de atividade previsto, 𝐍Ã𝐎 É 𝐀𝐉𝐔𝐒𝐓𝐀𝐃𝐀 𝐀𝐎 𝐍Í𝐕𝐄𝐋 𝐃𝐄 𝐀𝐂𝐓𝐈𝐕𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐑𝐄𝐀𝐋.

O orçamento flexível pelo contrário ajusta os proveitos e gastos variáveis 𝐀𝐎 𝐍Í𝐕𝐄𝐋 𝐃𝐄 𝐀𝐂𝐓𝐈𝐕𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐑𝐄𝐀𝐋 (nº de unidades vendidas de cada produto). Por essa razão, os orçamentos flexíveis são muito úteis para avaliar o desempenho da empresa a curto prazo.

Uma análise dos desvios utilizando um orçamento flexível e custos padrões pode responder a uma ampla gama de questões, tais como:

◾Porque é que o resultado operacional desceu 7%?
◾Porque é que os custos das matérias-primas subiram?
◾Porque é que os custos variáveis passaram de 65 a 72 porcento das vendas? Pode a gestão fazer alguma coisa para evitar que o mesmo aconteça no próximo ano?
◾Porque é que foram os custos fixos 100.000€ superiores ao esperado?

Após se saber o nível de atividade real, na preparação de um orçamento flexível deve-se usar o preço de venda e o custo variável unitário dado pelo orçamento global (estático ou geral) para ajustar as o valor das vendas e dos gastos variáveis, respetivamente, para o output real do período.


• 𝐃𝐄𝐒𝐕𝐈𝐎 𝐍𝐎 𝐎𝐑Ç𝐀𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐀𝐍𝐔𝐀𝐋, 𝐍𝐎 𝐎𝐑Ç𝐀𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐅𝐋𝐄𝐗Í𝐕𝐄𝐋 𝐄 𝐍𝐎 𝐕𝐎𝐋𝐔𝐌𝐄 𝐃𝐄 𝐕𝐄𝐍𝐃𝐀𝐒:

A diferença entre o resultado operacional real e o resultado operacional do orçamento anual (geral ou global) é denominada de desvio do orçamento anual. Este desvio pode ser dividido em dois tipos diferentes de desvios quando é criado um orçamento flexível:

◾O desvio no orçamento flexível: refere-se à diferença entre o valor do resultado operacional real e o dado pelo orçamento flexível, como se mostra a seguir:

Desvio no Orçamento Flexível = Resultado Operacional Real - Resultado Operacional do Orçamento Flexível

◾O desvio no volume de vendas: refere-se à diferença entre o valor de resultado operacional do orçamento flexível e o valor do resultado operacional do orçamento anual. Fornece informações sobre como o resultado operacional é afetado pela diferença entre o volume de vendas reais (em unidades) e o volume de vendas orçamentadas (em unidades) e é calculado como a seguir se ilustra:

Desvio no Volume de Vendas = Resultado Operacional do Orçamento Flexível - Resultado Operacional do Orçamento Anual

• 𝐃𝐄𝐂𝐎𝐌𝐏𝐎𝐒𝐈ÇÃ𝐎 𝐃𝐎𝐒 𝐃𝐄𝐒𝐕𝐈𝐎𝐒:

A decomposição dos desvios no orçamento flexível e no volume de vendas leva-nos a identificar vários tipos de desvios como, por exemplo, os seguintes:

- Desvio preço de venda.

- Desvio vendas em quantidade.

- Desvio preço das matérias-primas.

- Desvio eficiência.

- Desvio mix.

- Desvio rendimento.

- ....................

01/03/2017

𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐍𝐀𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐋𝐈𝐙𝐀ÇÃ𝐎

- Razões/Vantagens.
- Factores que influenciam a escolha dos mercados.
- Processos de Internacionalização.
- Estratégias de Internacionalização: O caso do Norte de Portugal.
- Incentivos no Âmbito do Portugal 2020.


Algumas 𝐑𝐀𝐙Õ𝐄𝐒 𝐑𝐄𝐋𝐄𝐕𝐀𝐍𝐓𝐄𝐒 que podem levar a iniciar ou a aprofundar processos de internacionalização são:

• Minimização de custos: obtenção/utilização de recursos mais baratos (RH, MPs, etc.). Esta é uma das principais razões tradicionalmente atribuídas aos processos de internacionalização de muitas multinacionais no século XX.
• Busca de conhecimentos, tecnologia e RH mais qualificados: tentar potenciar a criação de valor, característica das empresas conhecidas como Born Global.
• Economias de escala, sinergias e aproveitamento do efeito experiência/aprendizagem: desde sempre um dos principais motivos para a internacionalização.
• Acesso a novos mercados: Razão principal dos processos de internacionalização que não envolvem investimento directo no estrangeiro (exportações).

𝐅𝐀𝐂𝐓𝐎𝐑𝐄𝐒 𝐑𝐄𝐋𝐄𝐕𝐀𝐍𝐓𝐄𝐒 𝐐𝐔𝐄 𝐈𝐍𝐅𝐋𝐔𝐄𝐍𝐂𝐈𝐀𝐌 𝐀 𝐄𝐒𝐂𝐎𝐋𝐇𝐀 𝐃𝐎𝐒 𝐌𝐄𝐑𝐂𝐀𝐃𝐎𝐒 para os quais as empresas se internacionalizam:

• Aqueles que a empresa entende e conhece melhor: normalmente aqueles que são geográfica, económico e culturalmente mais próximos.
• Os que tem maior procura dos produtos/serviços da empresa: característica principal das empresas cujo processo de internacionalização é feito através das exportações.
• Grau de incerteza dos mercados, tendo em conta os seguintes riscos: politico, sócio-económico, cambial, etc.; quanto maior a incerteza, menor a apetência das empresas em se internacionalizar para um dado pais/região.

𝐓𝐈𝐏𝐎𝐒 𝐃𝐄 𝐏𝐑𝐎𝐂𝐄𝐒𝐒𝐎𝐒 𝐃𝐄 𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐍𝐀𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐋𝐈𝐙𝐀ÇÃ𝐎:

- Natureza Gradual e Incremental.
- Born Global.
- Tentativas, Mix e Processos.

Introdução: Os processos de internacionalização têm conhecido uma aceleração no seu desenvolvimento nas últimas décadas dada a ocorrência das seguintes situações:

- Diminuição das barreiras ao comércio internacional livre (vamos a ver que desenvolvimentos trará a “Administração Trump” nesta matéria, incluindo as retaliações dos países que se sentirem prejudicados com as suas novas politicas...).

- Maior facilidade em conhecer os mercados externos.

- Cada vez maior integração das empresas em rede.

- Utilização generalizada da internet que potencia, entre outras, as duas situações anteriormente relatadas, e a maior facilidade na costumização dos produtos/serviços.

𝟏. 𝐍𝐀𝐓𝐔𝐑𝐄𝐙𝐀 𝐆𝐑𝐀𝐃𝐔𝐀𝐋 𝐄 𝐈𝐍𝐂𝐑𝐄𝐌𝐄𝐍𝐓𝐀𝐋:

(1.1): Começa pelas exportações directas ou indirectas (utilização de um intermediário local), seguindo-se, eventualmente, com o maior conhecimento dos mercados e dos factores/condicionantes que envolvem/influenciam o comércio internacional, o investimento directo no estrangeiro, indo em crescendo em termos de ownership e controlo.

(1.2): Investimento directo no estrangeiro:

- Joint Venture: partilha de riscos e benefícios com uma empresa local, para atingir objectivos, pelo menos parcialmente, comuns.

- Sole Venture: adquirir empresa(s) locais ou começar do zero. Maior risco, maior exigência de maiores recursos financeiros, mas, por outro lado maior ownership e controlo, com tudo que isso implica.

𝟐. 𝐁𝐎𝐑𝐍 𝐆𝐋𝐎𝐁𝐀𝐋: Empresas da última geração, muito inovadoras, proactivas, buscando conhecimento e RH mais qualificados, com o intuito, no seu ADN, de criar cada vez mais, e mais valor.

𝟑. 𝐓𝐄𝐍𝐓𝐀𝐓𝐈𝐕𝐀𝐒, 𝐌𝐈𝐗 𝐞 𝐏𝐑𝐎𝐂𝐄𝐒𝐒𝐎𝐒 𝐄𝐑𝐑Á𝐓𝐈𝐂𝐎𝐒: os processos de internacionalização não têm porque seguir os passos enumerados nos modelos anteriores. Há empresas que vão por tentativas, e, se não forem bem sucedidas, saem de alguns mercados em que entraram, tentam a sua sorte noutros mercados; há empresas que vislumbram oportunidades de investimento directo no estrangeiro, investem nesse sentido e se as coisas não correrem bem, desistem da internacionalização, ou decidem ir pela via menos arriscada, ou seja pelas exportações, etc. (processos erráticos). Há quem opte por um mix de alguma das soluções enquadradas nos modelos a que anteriormente aludimos.

𝐄𝐒𝐓𝐑𝐀𝐓É𝐆𝐈𝐀𝐒 𝐃𝐄 𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐍𝐀𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐋𝐈𝐙𝐀ÇÃ𝐎: 𝐎 𝐂𝐀𝐒𝐎 𝐃𝐎 𝐍𝐎𝐑𝐓𝐄 𝐃𝐄 𝐏𝐎𝐑𝐓𝐔𝐆𝐀𝐋[𝟏]

Embora a Região do Norte seja a região NUTS II de Portugal com maior orientação e intensidade exportadora, apenas 13% das PME’s exportam. Daí que haja um potencial de exploração da base exportadora bastante razoável. Contudo, a escala de operação e as decorrentes limitações produtivas e financeiras que caracterizam a economia regional dificultam o processo de internacionalização.

Em seguida vamos analisar, para vários sectores, as tendências internacionais e as oportunidades de internacionalização:

1 - Turismo

As razões que tem levado os turista a visitar Portugal têm-se mantido relativamente constantes, com algumas variações ao nível da importância relativa entre eles: o clima, a natureza, a história e a relação qualidade/preço. Tem havido notícias animadoras para a maneira como temos estado a promover o nosso país além fronteiras e a receber os turistas: O "Relatório de Competitividade do Turismo de 2013" do “World Economic Forum”, analisou 140 países, tendo em conta a atractividade e competitividade das indústrias de viagens e turismo e fez uma lista dos países que melhor e pior recebem os visitantes estrangeiros. Nesse relatório, Portugal ocupa o 7.º lugar dos dez países mais amigáveis, com 6.6 pontos, numa escala de 0 a 7, em que o 0 é considerado "muito indesejado" e o 7 "muito bem-vindo".

No entanto tem havido algumas alterações no perfil dos turistas que nos visitam, e no tipo de estadias, sendo de registar algumas tendências relevantes.

Tendências:

• Envelhecimento da população dos países que tradicionalmente mais turistas conseguíamos atrair: nomeadamente pelo aumento da esperança média de vida, pela diminuição das taxas de natalidade e pela melhoria das condições dos serviços de saúde e assistência médica. Esta tendência tem, naturalmente, repercussões no turismo, nomeadamente no crescimento do chamado “turismo sénior”, o qual dispõe de maior disponibilidade para viajar, regista estadias mais prolongadas face a outros segmentos de mercado e apresenta um nível de maior exigência ao nível da qualidade dos serviços oferecidos.
• Crescimento dos “X-tra money to spend” (solteiros com poder de compra) e Aumento dos “Double income no kids” (casais sem filhos).
• Redução da dimensão do agregado familiar: a diminuição das taxas de natalidade, o adiamento da decisão de nascimento do primeiro filho, bem como, o crescimento do número de famílias monoparentais, são tendências com impacto no turismo, como sendo, no acréscimo do rendimento disponível para fins de turismo/ lazer e também no aumento das férias de curta duração (short breaks).
• Emergência de novos padrões de consumo e motivações, privilegiando destinos que ofereçam experiências diversificadas e com elevado grau de autenticidade e qualidade ambiental (Cultura, Património, Natureza, Gastronomia, Desporto, etc.).
• Crescente importância da saúde e aquisição de hábitos saudáveis e do consumidor “verde” (com maior sensibilidade para as questões ambientais e para as culturas locais, consciente das questões de justiça social, mais independente, mais informado e ciente das suas decisões, prefere itinerários flexíveis, avalia os produtos turísticos previamente, procura experiências com autenticidade e é motivado para a aprendizagem).
• Alteração dos nos canais de distribuição turística, assumido a internet um papel central na promoção e comercialização de produtos e serviços turísticos (maior informação e crescente desintermediação do sector).
•Impacto dos millennials (geração do novo milénio, ou geração internet) na redefinição dos modelos de negócio.

Oportunidades:

• De acordo com a OMT prevê-se um crescimento sustentado para a indústria turística nos próximos 20 anos.
• Desenvolvimento das economias emergentes, e crescimento das suas classes médias, nomeadamente dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), gerando um impacto relevante no turismo.
• Terminal de Cruzeiros Turísticos ampliado e melhorado.
• Potencial enorme que terão os millenials para conquista de quota de mercado.
• Nos últimos anos têm havido um aumento evidente das ligações aéreas para Portugal. Em particular, regista-se um aumento de competitividade do negócio turístico na região decorrente do crescimento da oferta de viagens low-cost.

2 - Vestuário, Têxteis e Calçado

Tendências e Desafios:

A crescente exigência dos consumidores, quer em funcionalidade, em estética e diferenciação eleva os desafios nestes sectores, destacando-se os seguintes:

• Aposta nos processos de concepção em cooperação com o cliente, desenvolvimento acelerado e fabrico eficaz de produtos diferenciados, e se necessário em pequenas séries, condicionados pela importância da relação custo/preco e orientando-se para mercados de proximidade, geográfica, dos quais se tenha um bom conhecimento/informação sobre as várias condicionantes do mercado e mercados om um menor grau de incerteza (tendo em conta os riscos politico, sócio-económico, cambial, etc.).
• Dos produtos básicos aos produtos especializados: novas fibras especiais e fibras compósitas para produtos inovadores, funcionalização de materiais e processos relacionados, biomateriais, biotecnologias e métodos de transformação ecológica.
• Novas aplicações têxteis: novos produtos têxteis para melhoria do desempenho, para aplicações técnicas inovadoras e têxteis e vestuário inteligentes.
• Elevar o grau de customização no vestuário e calçado: novos designs, processos e tecnologias de desenvolvimento de produtos, e processos de gestão integrados do ciclo de qualidade e vida.
• Sistemas de produção cada vez mais flexíveis e reconfiguráveis, inteligentes e adaptativos, colaborativos e em rede.
• Incorporar valor ao nível do design, do desempenho, da flexibilidade do fornecimento, da garantia e qualidade do serviço a clientes e consumidores.
• Era digital: transformação progressiva das cadeias de valor, evolução do comportamento do consumidor e das suas expectativas, experiências digitais e aplicações móveis.

Oportunidades:

• Complementar a tradicional oferta da indústria dos têxteis, vestuário e calçado com a especialização em nichos de mercado, tais como os têxteis técnicos aplicados ao desporto, à saúde e aos têxteis-lar, aproveitando as sinergias potenciais existentes na região, devido à presença de centros de I&D reputados a nível internacional e detentores de elevado know-how.
• Receptividade dos mercados africanos e sul-americanos aos produtos portugueses, aliado ao forte crescimento económico, que estão, e irão continuar a experienciar, nos próximos anos, irá conduzir à emergência de novos potenciais consumidores.
• Emergência de produtos “de nicho”, “produtos de culto”, destinados a grupos de consumidores com gostos e uma cultura muito próprios, mas com alcance global o que permite a criação de negócios e marcas globais.
•Exploração de modelos business to consumer, nomeadamente do e-commerce como forma de abordagem aos mercados internacionais.

3 - Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)

As tecnologias informação e comunicação têm um caráter transversal, promovendo inovações em múltiplos setores utilizadores, induzindo ganhos de produtividade relevantes. As empresas nortenhas são atores chave na mobilização de recursos para a I&D em TIC e revelam crescente capacidade de actuação nos mercados a nível global. A região norte dispõe de recursos TIC (consolidados, em desenvolvimento e emergentes) com maturidade e massa critica (não só em termos de capacidade científica e tecnológica, como em termos de capacidade de inovação e de intervenção das empresas).

Tendências:

• A acessibilidade à internet ficará mais fácil, devido ao crescente número de smartphones e crescimento exponencial de redes móveis no mercado.
• A portabilidade de informação e arquivos será maior devido ao uso de tablets que já têm preços e condições acessíveis, além de ser um instrumento na aceleração da mobilidade corporativa.
• Haverá um aumento nos e-government, onde alguns serviços já podem ser feitos online.
• Outra tendência é o aumento da cloud computing, onde o armazenamento em hardware se torna desnecessário e é possível ter acesso a arquivos em qualquer lugar, de qualquer computador, sem necessidade de dispositivos, apenas de internet.
• O aumento do social commerce – onde empresas utilizam as redes sociais para o marketing, aumentando seu vínculo direto com o consumidor.

Oportunidades:

• Tecnologias para e-Banking.
• Cidades e Transportes Inteligentes.
• 'Cloud Computing' e 'Parallel Computing'.
• Tecnologia para Governo Eletrónico (e-Government).
• TIC para o Turismo.
• Tecnologias de Informação para 'Assisted Living' e Saúde.
• TIC em Língua Portuguesa.
• Tecnologia para plataformas logísticas.

𝐒𝐈𝐒𝐓𝐄𝐌𝐀 𝐃𝐄 𝐈𝐍𝐂𝐄𝐍𝐓𝐈𝐕𝐎𝐒 "𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐍𝐀𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐋𝐈𝐙𝐀ÇÃ𝐎 𝐏𝐌𝐄":

• Este Sistema de Incentivos (SI), criado no âmbito do Portugal 2020, financia as candidaturas aprovadas em 45% (40% na Região de Lisboa e Vale do Tejo) das despesas elegíveis do projeto, com subsídios não reembolsáveis (ou seja, a fundo perdido).

• Despesas elegíveis mais relevantes:

- Despesas com a contratação de dois quadros técnicos por projeto, com pelo menos o grau de licenciatura, na medida em que forem utilizados no projeto e durante a execução do mesmo (o salário base máximo elegível do último Aviso de Abertura de Candidaturas de 2016 a este SI, foi definido em 1.850€).

- Participação em feiras e exposições no exterior:

i) Custos com o arrendamento de espaço, incluindo os serviços prestados pelas entidades organizadoras das feiras, nomeadamente os relativos aos consumos de água, eletricidade, comunicações, inserções em catálogo de feira e os serviços de tradução/intérpretes.

ii) Custos com a construção do stand, incluindo os serviços associados à conceção, construção e montagem de espaços de exposição, nomeadamente aluguer de equipamentos e mobiliário, transporte e manuseamento de mostruários, materiais e outros suportes promocionais.

iii) Custos de funcionamento do stand, incluindo os serviços de deslocação e alojamento dos representantes das empresas e outras despesas de representação, bem como a contratação de tradutores/intérpretes externos à organização das feiras.

- A presença na web, através da economia digital, incluindo designadamente o lançamento de catálogos virtuais de bens e serviços.

- As certificações específicas para os mercados externos.

- Serviços de consultoria especializados, prestados por consultores externos, relacionados com:

i) Prospeção e captação de novos clientes, incluindo missões de importadores para conhecimento da oferta do beneficiário.

ii) Ações de promoção realizadas em mercados externos, designadamente assessoria de imprensa, relações públicas, consultoria de mercado e assistência técnica à preparação de eventos.

iii) Campanhas de marketing nos mercados externos, que compreende a contratação de serviços nas áreas de mailing e telemarketing, publicidade e meios de comunicação especializados.

iv) Assistência técnica, estudos, diagnósticos e auditorias.

v) Custos com a entidade certificadora e com a realização de te**es e ensaios em laboratórios acreditados.

vi) Custos de conceção e registo associados à criação de novas marcas ou coleções.

À data em que este artigo foi escrito, ainda não tinha saído o 1º Aviso de Abertura de Candidaturas de 2017, relativa a este SI.


[1] Inspirado, parcialmente, num documento público da CCDR Norte.

𝐁𝐀𝐋𝐀𝐍𝐂𝐄𝐃 𝐒𝐂𝐎𝐑𝐄𝐂𝐀𝐑𝐃:- Instrumento de GESTÃO ESTRATÉGICA. - As 4 PERSPECTIVAS. - Encadeamento: OBJECTIVOS / METAS / INDICA...
28/02/2017

𝐁𝐀𝐋𝐀𝐍𝐂𝐄𝐃 𝐒𝐂𝐎𝐑𝐄𝐂𝐀𝐑𝐃:

- Instrumento de GESTÃO ESTRATÉGICA.
- As 4 PERSPECTIVAS.
- Encadeamento: OBJECTIVOS / METAS / INDICADORES / INICIATIVAS.
- EXEMPLO PRÁTICO DE UM MAPA ESTRATÉGICO.
- Relação com o ACTIVITY BASED COSTING.

𝐈𝐍𝐓𝐑𝐎𝐃𝐔ÇÃ𝐎: No que diz respeito à análise das suas performances, tradicionalmente as empresas focavam-se a somente em indicadores financeiros. Embora estas medidas sejam objectivas e quantitativas, elas são inteiramente históricas por natureza, e sobrevalorizam, na generalidade dos casos, a obtenção de resultado no curto prazo. Tinha-se a sensação que este tipo de análise era limitado, que era preciso que a análise fosse alargada a indicadores mais pró-activos e que pudessem medir o sucesso futuro.

O Balanced Scorecard (BSC) 𝐏𝐄𝐑𝐌𝐈𝐓𝐄 𝐃𝐄𝐒𝐂𝐑𝐄𝐕𝐄𝐑 𝐀 𝐄𝐒𝐓𝐑𝐀𝐓É𝐆𝐈𝐀 da empresa, escolher as melhores medidas para avaliar o desempenho e clarificar as iniciativas a serem tomadas para melhorar a performance da empresa. Traduz-se num encadeamento, tão perfeito quanto possível, de objectivos-metas-iniciativas-medidas, alinhado o melhor possível com a estratégia global da empresa, para melhorar o desempenho da mesma. O BSC permite ao top management ter uma visão global, mas ao mesmo tempo muito clara do seu negócio, e do que afecta a performance da sua organização.

Para além da perspectiva financeira (criação de valor para o accionista), o BSC incorpora as seguintes 𝐏𝐄𝐑𝐒𝐏𝐄𝐂𝐓𝐈𝐕𝐀𝐒:

• Cliente: quais são as necessidades dos clientes que devemos satisfazer, que ainda não satisfazemos e que terão um impacto positivo na nossa performance financeira?.
• Processos internos: o que é a empresa deve fazer melhor em termos de processos internos, quer para satisfazer melhor as necessidades dos clientes, quer para melhorar a performance financeira?
• Aprendizagem e crescimento: O que fazer para que a criação de valor seja sustentável no tempo? Que skills, cultura, e capacidades ténológicas temos que ter na nossa empresa para que possamos executar bem os processos internos, que se traduzirão em produtos e serviços que satisfarão os nossos clientes, com impacto na melhoria no desempenho financeiro.

Com o BSC surgiram os 𝐌𝐀𝐏𝐀𝐒 𝐄𝐒𝐓𝐑𝐀𝐓É𝐆𝐈𝐂𝐎𝐒, que são considerados como uma ferramenta que representa os passos a serem dados para o alcance das estratégias. O mapa estratégico é a representação visual da estratégia, mostra como se encadeiam os objetivos a atingir, referentes às quatro perspectivas em causa, elenca as iniciativas a tomar, os indicadores a utilizar e metas a atingir. Encontra um 𝐄𝐗𝐄𝐌𝐏𝐋𝐎 𝐏𝐑Á𝐓𝐈𝐂𝐎 de um mapa estratégico, com objetivos estratégicos, indicadores e iniciativas perfeitamente identificados, no final deste post.

𝐑𝐄𝐋𝐀ÇÃ𝐎 𝐄𝐍𝐓𝐑𝐄 𝐁𝐒𝐂 𝐄 𝐀𝐂𝐓𝐈𝐕𝐈𝐓𝐘 𝐁𝐀𝐒𝐄𝐃 𝐂𝐎𝐒𝐓𝐈𝐍𝐆 (𝐀𝐁𝐂)

As melhorias na performance de uma empresa com a implementação do BSC é optimizada se tiver já tiver adoptado o sistema de custeio de gestão ABC.

Exemplos de ligações entre BSC e ABC:

- A alocação de recursos às actividades dos processos internos da empresa deve ser feita com base num modelo de ABC adequadamente construído, tendo em conta a hierarquização das actividades com relação custo-benefício mais satisfatória. Ou seja, a perspectiva "Processos Internos", do BSC, deve ter por base as informações fornecidas pelo ABC.

- Na escolha de quais os segmentos de clientes a priveligiar, ou quais os canais de distribuição a utilizar o O ABC e o BSC podem ambos contribuir para a definição e monitorização das estratégias de distribuição e de satisfação das necessidades dos segmentos-alvo (ter em conta que a satisfação das necessidades dos clientes é, ela própria, muito relevante para a escolha dos camais de distribuição). O sistema de custeio ABC fornece uma análise mais concreta e precisa dos custos de cada canal de distribuição e dos custo da satisfação das necessidades de cada segmento-alvo da empresa. Dado o facto do ABC produzir informações mais precisas e fiáveis, este facto, por si só, reduz o grau de incerteza quanto às estimativas de futuras rentabilidades quer dos segmentos-alvo, quer dos canais de distribuição da empresa.

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