01/02/2026
Muitas empresas perguntam-se se têm o seguro certo.
Poucas param para refletir se estão preparadas para o risco que enfrentam.
A depressão Kristin e os danos causados em Leiria, que afetaram milhares de famílias e empresas, lembram-nos de forma clara que estes eventos já não são exceção. São parte do contexto em que as empresas operam.
O seguro é essencial; protege património, dá resposta financeira ao dano e faz parte de qualquer gestão responsável. Não obstante, o seguro entra depois do acontecimento. Antes disso, existe algo decisivo: CONSCIÊNCIA DO RISCO!
Consciência de que tempestades, cheias e incêndios estão a tornar-se mais frequentes.
Consciência de que o maior impacto não é apenas o estrago visível, mas o tempo em que a empresa f**a parada. Consciência de que uma interrupção prolongada pode ser fatal, mesmo quando existe indemnização.
Preparar o risco é perguntar claramente:
• O que acontece se amanhã não conseguir abrir portas?
• Quanto tempo consigo aguentar sem faturar?
• Que operações são críticas e quais são mais vulneráveis?
• Quem decide, quem comunica, quem atua?
Só depois desta reflexão o seguro cumpre verdadeiramente o seu papel. Não como um ato automático, mas como parte de uma estratégia pensada, alinhada com a realidade da empresa.
Num tempo em que o clima deixou de ser previsível, o seguro continua a ser indispensável.
Mas é a preparação antes do sinistro que faz a diferença entre retomar a atividade… ou desaparecer em silêncio.
Talvez a pergunta mais importante não seja “quanto estou segurado”, mas quão consciente estou do risco que corro.
F**a a reflexão!