25/05/2026
𝐁𝐚𝐧𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝐫𝐞𝐝𝐮𝐳 𝐭𝐚𝐱𝐚 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐟𝐨𝐫ç𝐨 𝐦á𝐱𝐢𝐦𝐚 𝐧𝐨 𝐜𝐫é𝐝𝐢𝐭𝐨 à 𝐡𝐚𝐛𝐢𝐭𝐚çã𝐨
Vai comprar casa? O Banco de Portugal prepara-se para reduzir a taxa de esforço máxima exigida aos clientes de 50% para 45%.
Atualmente, para ter o seu pedido aprovado pelos bancos, precisa de cumprir uma série de requisitos sendo um dos critérios centrais a taxa de esforço (o rácio DSTI), que estipula o peso máximo que as prestações de crédito podem ter no seu rendimento líquido mensal.
Até agora, este teto máximo estava fixado nos 50%.
Contudo, o BdP já está a informar o sistema bancário sobre a descida deste limite para os 45%.
Com esta alteração, as instituições financeiras passam a ter de garantir que a soma de todos os teus encargos mensais com dívidas não consome um valor superior a 45% daquilo que ganha líquido ao final do mês.
𝗤𝘂𝗮𝗹 𝗼 𝗺𝗼𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗮𝗽𝗲𝗿𝘁𝗼 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗿𝗲𝗴𝗿𝗮𝘀?
A principal motivação para esta mudança prende-se com a recente entrada em vigor da garantia pública, inserida nas novas medidas da habitação para jovens. Ao facilitar o financiamento a 100% para os mais novos, o supervisor receia um aumento expressivo de casos de sobre-endividamento e de crédito malparado no futuro.
Com os preços dos imóveis a manterem-se num nível elevado e o cenário macroeconómico a apresentar incertezas (com potenciais oscilações na EURIBOR), o Banco de Portugal pretende acautelar o sistema financeiro. O objetivo é garantir que, ao pedir um crédito à habitação, f**a com uma almofada orçamental capaz de fazer face a imprevistos, protegendo a sua economia familiar.
𝗤𝘂𝗮𝗹 é 𝗼 𝗶𝗺𝗽𝗮𝗰𝘁𝗼 𝗱𝗶𝗿𝗲𝘁𝗼 𝗻𝗼 s𝗲𝘂 𝗼𝗿ç𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼?
Se procura comprar casa, esta redução pode alterar os seus planos, forçando-o a recalcular o montante máximo que consegue pedir emprestado ao banco.
𝑁𝑎 𝑝𝑟á𝑡𝑖𝑐𝑎, 𝑎 𝑠𝑢𝑎 𝑐𝑎𝑝𝑎𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑟𝑎𝑖𝑟 𝑑í𝑣𝑖𝑑𝑎 𝑓𝑖𝑐𝑎 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑟𝑒𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑎.
Escrito por:
Susana Pedro
Fonte: Compare já