23/02/2018
Morning Call
Brasil
· O IPC-FIPE da terceira quadrissemana de fevereiro veio abaixo do -0,02% estimado pelo mercado, mostrou deflação de 0,23% após alta de 0,03% na medição da segunda semana do mês. Nessa base de comparação, os grupos que justificam deflação são: Habitação, que segue com -0,41%, Alimentação que passou de 0,09% para -0,58%, Despesas Pessoais que segue no campo deflacionário, de -0,91% para -0,87%, assim como Vestuário, de -0,13% para -0,11%. Outros grupos seguiram com alta, mas mostraram algum arrefecimento, como Transportes, de 1,36% para 0,86%, e Educação, de 1,81% para 0,80%. Este último grupo começa a devolver a alta sazonal.
· O IPC-S da terceira quadrissemana de fevereiro veio abaixo o 0,36% estimado pelo mercado, passou de 0,46% na segunda semana para 0,26%. Alimentação passou de 0,47% para -0,07%, Vestuário intensificou a deflação de -0,21% para -0,72%, Habitação segue com deflação, de -0,27% para -0,12%, Educação começa a devolver a alta sazonal, de 1,46% para 0,73%, enquanto Transportes segue pressionado, de 1,34% para 1,31%. Entre as principais influências positivas: gasolina (2,09%), tarifa de ônibus urbano (1,98%), etanol (3,53%), refeições em bares e restaurantes (0,34%). Entre as principais influências negativas: tarifa de energia elétrica (-1,25%), batata-inglesa (-10,78%) e gás de bujão (-1,25%).
· Destaque na agenda de indicadores, às 9h00 o IBGE divulgará o IPCA-15 de fevereiro, o mercado estima 0,38% MoM e 2,84% YoY, a CM Capital estimou 0,43% MoM.
· O Conselho Monetário Nacional (CMN) divulgou a decisão de extinguir daqui a dois anos o prazo médio de repactuação mínimo (PRC) para os títulos de renda fixa dos fundos de investimento especialmente constituídos (FIE) de seguradoras e entidades abertas de previdência complementar. Segundo o Broadcast, a regulação anterior trazia uma exigência mínima de PRC (duration) de dois anos para esses ativos. A medida cria uma transição até março de 2020, quando o PRC será extinto. O coordenador-geral de operações da dívida pública do Tesouro Nacional, Leandro Secunho, comentou que o mercado de juros futuros deve sentir a partir de hoje a decisão. "É esperada redução da inclinação da curva de juro e também diminuição do prêmio negativo da NTN-F", disse.
Estados Unidos
· Na agenda de indicadores, às 10h30 tem o Índice de Atividade do FED de Chicago, com expectativa de queda de 0,27 em dezembro para 0,25 em janeiro. Às 12h00 tem Vendas de Imóveis Residenciais Novos, com expectativa de 4% MoM em janeiro, e às 12h30 será divulgado o Índice de Atividade do FED de Dallas, com expectativa de queda de 33,4 em janeiro para 30 em fevereiro.
· Na agenda de eventos, destaque para os discursos de William Dudley, do FED de Nova York, e Eric Rosengren, do FED de Boston, em evento às 12h15 em Chicago. Loretta Mester, do FED de Cleveland, discursa às 15h30 e John Williams, do FED de São Francisco, discursa em Los Angeles às 17h40. Os dirigentes votam nas reuniões de política monetária.
Zona do Euro
· Hoje teve CPI de janeiro da Zona do Euro, com leve declínio em relação à medição anterior, passando de 1,4% para 1,3% YoY e confirmando as expectativas do mercado. O Núcleo da inflação também se manteve estável, em 1,0% YoY. Na União Europeia como um todo, a inflação também declinou, de 1,7% para 1,6%. De acordo com a Eurostat, os itens que mais contribuíram para o resultado foram Serviços (+0,56 ponto percentual), seguido por Alimentos, Álcool e Tabaco, (+0,39 ponto).
· Mais tarde tem fala de um dos membros do Board executivo do BCE, e o mercado pode procurar dicas para os próximos passos da política monetária por lá. Além dos dados do CPI, hoje, teve também a leitura final do PIB da Alemanha, sem surpresas, confirmando o crescimento de 2,3% YoY no quarto trimestre de 2017.
Mercados e Commodities
· Os mercados asiáticos fecharam no positivo, seguindo os sinais de Nova York na véspera. Na quinta-feira (22) os negócios haviam sido pressionados pela especulação de um ritmo mais acelerado no processo de elevação dos juros nos EUA. Seul ganhou acompanhando a Samsung. Nikkei foi beneficiado pela desvalorização do iene frente ao dólar. Na China, destaque para o desempenho das siderúrgicas e produtoras de carvão. Na Oceania, Sydney foi impulsionado pelos bancos e mineradoras.
· Os mercados europeus operam majoritariamente em queda, enquanto os futuros de Nova York indicam uma abertura seguindo o tom positivo da véspera, quando foram deixadas de lado as incertezas quanto ao ritmo de elevação dos juros pelo FED.
· Os contratos futuros do petróleo operam no negativo, num movimento de realização de lucro, após a commodity ter sido impulsionada pelos dados oficias do Departamento de Energia (DoE) dos EUA.
Call de Abertura
Bolsa
▲
Alta.
Juros
▼
Para baixo, com IPCA-15.
Dólar
▲
Para cima, DXY em alta e commodities em queda.