GROUP BUSINESS

GROUP BUSINESS Açúcar Bag e Sacaria
Etanol Hidratado e Anidro
Milho/ Soja e derivados
Arroz /Feijão
Prestação de serviços à Usinas
Atuação em âmbito nacional

Nossos negócios baseiam-se em pessoas ajudando pessoas, por isso, acreditamos em parcerias de verdade, em um compromisso real com aprimoramento continuo de nossas relações, porque entendemos que o sucesso do seu negócio é o sucesso do nosso negócio. Acreditamos que estar rodeado de parcerias de sucesso nos permite somar em todas ações para que todos possam se desenvolver e crescer de forma sustent

ável. Temos como compromisso nos preocupar com cada um, e tentamos ir além, encantando, excedendo e nos superando todos os dias. Compromisso que demonstramos através de uma atenção especial seja atendendo a um telefonema, planejando uma viagem a um escritório ou até mesmo na simples troca de e-mails, sabemos que cada cliente é especial de maneira única. Focamos nossa atenção em vocês, por acreditarmos que as conquistas, sejam elas grandes ou pequenas, virão como consequência. E é por isso que a GROUP BUSINESS é uma empresa diferente, e teremos o maior orgulho em atende-los.

28/07/2018

Este livro não é sobre uma nova teoria de negócios que lhe ensina uma fórmula mágica para enriquecer ou fechar negócios milagrosamente. Mais que isso, ele é sobre como você pode se tornar mais bem-sucedido na vida pessoal e profissional, aprendendo a se conectar com seus clientes, colegas de trabalho, chefes, empregados e até com estranhos em noventa segundos. O especialista Nicholas Boothman ensina como usar o rosto, o corpo, a atitude e a voz para causar uma primeira impressão marcante, estabelecendo confiança imediata e criando fortes vínculos de credibilidade. Vamos entender, nos próximos minutos, como melhorar nossa comunicação e alcançar mais resultados?
A primeira impressão
Os primeiros noventa segundos de qualquer encontro não são apenas um momento paracausar uma boa impressão. Nos primeiros instantes de qualquer reunião, você se conecta com os instintos e a essência da pessoa, com suas respostas intrínsecas. Nosso instinto de sobrevivência subconsciente reage e nossa mente e corpo decidem se fogem, combatem ou interagem; se essa pessoa representa oportunidade ou ameaça, se é amiga ou inimiga.
Os julgamentos instantâneos feitos nesses primeiros momentos devem ser usados a nosso favor, por isso a importância de dominar nossas reações e interpretar as de nossos interlocutores. Para destrinchar as ferramentas de comunicação e convencimento, Boothman tem a experiência de 25 anos como fotógrafo internacional de moda e de publicidade, o que lhe obrigava a fazer as pessoas parecerem atraentes. Nessa época, conheceu o trabalho desenvolvido pelos doutores Richard Bandler e John Grinder, que desenvolveram uma técnica para o estudo e o entendimento da estrutura por trás do comportamento humano e verif**aram como utilizamos a linguagem para nos programar e programar os outros.
A Programação Neurolinguística (PNL) é o que está por trás de nossa forma de agir e entender o mundo ao nosso redor. Foi por meio de muito estudo nessa área que ele adquiriu conhecimento o suficiente para ser um expert em comunicação interpessoal.
O básico
Em meados dos anos de 1960, quando trabalhou na revista Woman, a de maior circulação semanal no Reino Unido, Boothman teve grande aprendizado como assistente pessoal do gerente de publicidade Francis Xavier Muldoon. Tudo o que ele nos passa sobre habilidades sociais tiveram Muldoon como referência, ou “O evangelho segundo Muldoon”, como ele diz. Dentre suas proposições, havia a de que “as primeiras impressões ditam o tom para o sucesso mais do que classe social, credenciais, educação ou o quanto você pagou pelo almoço”. O que ele nos mostra é que os primeiros dois segundos de contato com uma pessoa já nos fazem, normalmente, decidir qual atitude tomaremos e como vamos reagir no trato com o antes desconhecido. Os outros 88 segundos servem para confirmar e cimentar o relacionamento, além de determinar como a comunicação será feita desse ponto em diante.
A sincronização
A maneira mais barata e eficiente de se conectar com os outros é olhar diretamente nos olhos. Logo em seguida, se quer que as pessoas sintam que já o conhecem, seja um camaleão. Por fim, capture a imaginação e você vai capturar o coração de seja lá com quem estiver em contato. Parece difícil? Calma que chegaremos lá! Nós estamos nos sincronizando inconscientemente com os outros desde o nascimento. A sincronização de ideias nos faz sentir que somos peças do mesmo grupo de interesses. Quando adaptamos conscientemente os nossos comportamentos, atitudes e expressões com as pessoas que conhecemos, elas se sentem sincronizadas conosco, como se entre nós houvesse uma espécie de conexão que as fará acreditar em tudo o que falamos e nos facilitará nas relações interpessoais.
Confiança, lógica e emoção
Aristóteles postulava que, para a persuasão ser realmente eficiente, era necessária a presença de três elementos básicos: confiança, lógica e emoção. Trazendo isso para os tempos atuais, signif**a que você precisa ser convincente, causar uma boa primeira impressão estabelecendo confiança por meio de atitudes (linguagem corporal, tom de voz) e da imagem pessoal; apresentar o seu caso com uma lógica incontestável e tem de agregar emoções para completar o processo. Isso desde o ambiente de trabalho até o relacionamento de casa: quanto mais rápido você comunicar seus objetivos mais fácil irá alcançá-los.
KFC
Somos sempre 100% responsáveis pela comunicação ser falha ou bem-sucedida. Para que tenhamos maior sucesso, a fórmula ideal é a chamada KFC:
K: Know what you want/Saiba o que você quer. Defina o que você quer em termos positivos e, de preferência, no tempo presente.
F: Find out what you’re getting/Observe o resultado obtido. Dê atenção a todo tipo de feedback que você receber e aprenda com ele de forma que consiga determinar o que está te levando em direção ao seu objetivo e o que está lhe distraindo.
C: Change what you do until you get what you want/Mude até você atingir o resultado desejado. É inútil fazer a mesma coisa repetidas vezes e esperar diferentes resultados. Se você não conseguir o que deseja, tente novas alternativas, mude a forma de abordagem.
Neutralize a “reação lutar ou fugir”
Toda energia positiva demonstra saúde, vitalidade e convicção nos objetivos postulados. Portanto, uma postura para cima, demonstrando alegria e segurança é um bom primeiro passo para demonstrar estarmos consonantes com o que queremos, sem a postura de discordâncias ou fuga por medo de um embate. Atitude, postura, expressão facial e contato visual influenciam a energia que você irradia, e as pessoas que encontra estão julgando o que você demonstra a cada segundo do seu dia.
Os oito passos para a primeira impressão
Com base em suas experiências pessoais de sucesso no mercado profissional, o autor enumerou oito passos que passou a seguir na hora de encontrar pessoas novas e convencê-las a fechar negócios ou outras ideias. Tais passos levam menos do que dez segundos.
1 – Vestir-se com uma combinação calculada de autoridade e disponibilidade.
2 - Antes de abordar qualquer pessoa, ajuste sua atitude. Enquanto encara cada situação, lembre-se de algum momento no qual passou por curiosidade e bom humor, pois isso interfere em seu semblante.
3 - Em todas as situações, repita em seu íntimo que está tudo ótimo, pois isso lhe fará sorrir e abraçar um sentimento bom. Por si só, a atitude otimista será encorajadora.
4 - No minuto em que for ao encontro das pessoas, repare na cor dos olhos delas.
5 – Vire o corpo para posicionar o coração em direção ao da pessoa. Esse movimento demonstra linguagem corporal flexível e coração aberto.
6 - Deixe as pessoas verem que não há nada de ameaçador em suas mãos. Não possua nada ameaçador nas mãos, para não iniciar o mecanismo de “lutar ou fugir”.
7 - Pergunte questões sutis assim que se aproximar das pessoas. Comece com um “com licença, posso lhe fazer uma pergunta?” para então fazer a questão real, como “quando você encontra alguém pela primeira vez, como sabe se pode confiar nele?”.
8 – Comece imediatamente a sincronizar sua linguagem corporal ao tom de voz com as características da pessoa.
Atitude, linguagem corporal e coerência
Atitudes motivam o comportamento. Antes de sequer dizer uma palavra, uma atitude pode contagiar as pessoas que o veem. Assim como riso, choro e bocejos são contagiosos, a atitude também é. Sua atitude é a primeira coisa que as pessoas captam na comunicação cara a cara. E só você pode conscientemente neutralizar a reação “lutar ou fugir”. Você pode ajustar a sua atitude a seu favor, se você desejar. A chave para você comunicar a sua atitude é a linguagem corporal e a coerência.
Saiba o que o seu corpo está dizendo
O autor define a linguagem corporal dividindo-a entre aberta e fechada. A linguagem corporal aberta expõe o coração e é acolhedora, enquanto a fechada aparenta uma leve hostilidade e, às vezes, desinteresse. A demonstração de maior receptividade ao dialogar com o interlocutor é a chave para demonstrar uma linguagem corporal aberta, o que traz mais confiança na hora de negociar.
Linguagem corporal aberta
Gestos típicos são identif**ados com as pernas e braços descruzados, um bom contato visual, sorriso, inclinação para a frente expõem um coração que é acolhedor. Sinaliza abertura a negócios, a dialogar, não apenas a se defender. Direcionar o seu coração ao coração do outro, sem obstrução dos braços cruzados, pranchetas ou pilhas de papéis é um jeito fácil de demonstrar que está aberto a negócios.
Linguagem corporal fechada
Notabilizada pelos braços fechados defensivamente, desvio de olhar, procura-se esconder as mãos e distanciar-se, defendem o coração e repelem as pessoas. Sinaliza semblante fechado a negócios. Costuma-se, nesse caso, transformar o diálogo em um embate de dois monólogos, em que um interlocutor não ouve enquanto o outro fala.
A linguagem do cérebro
O cérebro só pode processar informações positivas, sejam elas imagens, sons ou sentimentos. A linguagem falada vem depois da entrada das sensações. É impossível nos imaginarmos não fazendo, não sentindo ou não vendo alguma coisa. Pois o cérebro não processa nada negativo. Ou seja: a solução é sempre processar a positividade na mente, para que as atitudes sejam coerentes com o que pensamos.
O porquê
As pessoas reagem de forma mais positiva aos nossos apelos quando dizemos os motivos que nos levam a fazer ou pedir algo. Elas estão mais dispostas a aceitar pedidos quando razões são dadas a elas. Tem tudo a ver com causa e efeito: basta uma boa argumentação para explicar o porquê de tal demanda, sem que seja apenas um pedido vazio, e meio caminho já está percorrido.
Preferências sensoriais
A partir da adolescência passamos a favorecer um de nossos sentidos. Alguns pesquisadores estimam que 55% das pessoas são visuais, 30% são sinestésicas e 15% são auditivas. Outros veem essa divisão como 40%, 40% e 20%, respectivamente. Adaptar seu estilo de comunicação ao da pessoa com quem você está falando é um passo importante para o efetivo convencimento por meio da exposição de suas ideias. Se a outra pessoa pensa em imagens, converse evocando imagens, ou ao menos converse sobre como as coisas se parecem oferecendo descrições claras e bastante visuais). Se a pessoa é auditiva, diga a elas como é o som das coisas. Caso ela seja mais sinestésica, preocupe-se com as sensações físicas, conversando sobre a sensação das coisas.
Pessoas visuais
Falam sobre como as coisas se parecem e tendem a falar alto, rápido e direto ao ponto. Não conseguem entender o porquê de você não ver imediatamente o que elas veem. Elas querem ver provas das suas afirmações antes de tomar suas decisões. A respiração delas será rápida e no peito. Pessoas visuais vestem-se para impressionar e, com frequência, mostram sua postura correta. Pessoas visuais querem contato visual quando conversam. Elas f**am ofendidas com falta de organização, bagunça e desordem.
Pessoas auditivas
Falam sobre como as coisas soam. Elas normalmente têm jeito com as palavras e podem ser muito persuasivas, com voz macia e cativante. Tendem a ter um pensamento aventureiro e falam um pouco mais devagar do que pessoas visuais, respirando pausadamente pela parte mais baixa do tronco. Uma pessoa auditiva frequentemente será a que fará uma afirmação de bom gosto sobre a forma como se vestem, além de virar levemente a cabeça para um lado quando estiver escutando. Ela, na verdade, está virando a orelha para você e tirando o foco dos olhos para concentrar no som do que você está dizendo. Pessoas auditivas não se sentem atraídas por sons, barulhos e vozes desagradáveis.
Pessoas sinestésicas
Falam a respeito de como sentem as coisas. Elas tendem a ser sentimentais, fáceis de lidar e intuitivas, mesmo que às vezes sejam reservadas e cuidadosas. Se você está falando com alguém que tem corpo bem definido ou extremamente atlético, pode muito bem estar lidando com alguém sinestésico. Pessoas sinestésicas podem ser facilmente identif**adas porque são empenhadas e obtêm satisfação em tocar e sentir. Seu guarda-roupas tende a ser confortável e cheio de texturas interessantes, que primam por funcionalidade em vez de moda. Falam pausadamente, detalhando as mínimas coisas que parecem imperceptíveis.
Dicas dos olhos
Para identif**ar como as pessoas pensam, a dica inicial de olhar nos olhos é crucial para entendermos mais rapidamente o perfil do interlocutor. Pessoas visuais tendem a olhar para cima, enquanto pessoas auditivas passam mais tempo olhando para o lado e pessoas sinestésicas olham para baixo. Esses sinais sutis nos ajudam a identif**ar a melhor forma de abordagem e discurso.
Sonhadores e fazedores
Existem quatro processos que constituem o núcleo do modelo de negócios: sonhar, analisar, induzir e controlar. Isso nos leva a ter um dos quatro tipos de personalidades que os negócios estão sempre procurando: sonhadores para ter a ideia; analisadores para ter certeza de que as ideias vão funcionar; indutores para persuadir sobre essas ideias; controladores para fazer com que as coisas sejam feitas. Muitos empreendedores de sucesso possuem algumas ou todas essas qualidades, enquanto outros entendem como necessário encontrar um parceiro para completar essa equação.
Quando personalidades colidem
Muitas vezes o fato de dois colegas de trabalho não se darem bem, levando a desavenças constantes, pode ter a ver com o choque entre dois tipos de personalidades diferentes para projetos semelhantes. E se todo ponto forte nos leva automaticamente a ter uma compensação em algum ponto fraco, o melhor é entender como funciona cada uma dessas personalidades.
Sonhadores
Tem na habilidade de ver certa situação por diversos ângulos a propensão para f**arem indecisos com frequência. Sua necessidade de espaço pessoal ou falta de preocupação com sua aparência por vezes causa nos outros uma primeira impressão errada, o que os levam a dizer sim quando na verdade desejariam dizer não.
Analisadores
Costumam perder oportunidades gerais que aparecem no caminho por conta de um perfeccionismo exacerbado. Extremamente críticos, é possível que afastem as pessoas por se mostrarem reservados ou distantes.
Indutores
São tão preocupados em serem divertidos que tendem a exagerar. Falam tanto que correm sérios riscos de tirarem a atenção do feedback útil. Evitam conflitos e acabam com dificuldades em se manterem focados.
Controladores
De tão seguro de si, podem se tornar péssimos ouvintes, tendo na sua impaciência um argumentador dos mais teimosos, espantando o processamento de feedbacks necessários.
Traduza a sua grande ideia em um comercial de dez segundos
Já experimentou falar de si diante no espelho em pouco tempo, para saber se conseguiria vender a melhor imagem de sua própria personalidade? Seguir a ideia de se vender em míseros dez segundos é a ideal, pois se você consegue passar algo chamativo em tão pouco tempo, a outra pessoa f**a tão intrigada que precisa dizer: “conte-me mais”. É um convite para conversar e se conectar rapidamente. E todo treinamento, ainda que solitário, é válido.
Encontre o seu estilo
Descobrir qual seu estilo de personalidade, quais suas reações mediante feedbacks e quais seus sentidos mais apurados é essencial para que entenda suas reações na hora de argumentar suas opiniões e expor seus objetivos em uma negociação. Suas atitudes influenciam diretamente a argumentação e conhecê-las é a melhor maneira de se entender, por meio do treinamento e da prática, atentando-se aos detalhes.
A arte de apresentar
Tudo que você aprendeu até entra em jogo quando está fazendo uma apresentação. É necessário estabelecer credibilidade e autoridade, mantendo uma atitude realmente útil, contato visual, sorriso, imagem pessoal e tom de voz envolvente. É importante transmitir a mensagem nos primeiros noventa segundos ou menos. A audiência tem três perguntas recorrentes na cabeça: “e daí?”, “quem se importa?” e “o que eu ganho com isso?”. Nada deixa a sua audiência mais impaciente do que não saber o que está fazendo ali. Transmita sinceridade, de forma a não parecer um ator com o único objetivo de ludibriar para alcançar metas e números. E tudo o que foi dito até aqui dará os resultados esperados.
Notas finais
Se para tanta gente uma apresentação em público ou uma negociação importante ganham ares de fim do mundo ou suas mentes pintam uma dificuldade enorme atrás da outra, Nicholas Boothman nos prova no decorrer de suas pouco mais de 200 páginas que tudo não passa de treinamento, observação e prática. São os primeiros segundos que definem os resultados daquilo que queremos em meio a uma conversa. Entender como funciona nossa linguagem corporal, para onde devemos nos direcionar para transmitir credibilidade, saber quais os sentidos mais apurados de nosso interlocutor de acordo com seus gestos, já nos ajudam muito. Nada disso é um segredo guardado a sete chaves.
Olhando nos olhos, observando cada detalhe meticuloso, podemos causar grande impacto nos primeiros dois segundos de apresentação, os mais importantes, para usar os outros 88 apenas como ratif**ação de que estamos ali sabendo o que queremos e o que desejamos. Dessa forma, convencer alguém não será nenhum bicho de sete cabeças.

28/07/2018

De quem é a culpa quando um funcionário sabe o que tem que ser feito, sabe como proceder, mas não o faz? A resposta óbvia e rápida é que a culpa é dele mesmo. Porém, tal certeza vem sendo questionada. Quem é o verdadeiro culpado da ineficiência de uma equipe? Há apenas um responsável?
A função dos líderes, em seus diferentes níveis hierárquico, vai muito além de delegar tarefas e, enquanto os mesmos não trabalharem com o intuito de servir sua equipe, queixas referentes à ineficiência e desmotivação serão frequentes. Mas o que fazer no caso de ocupar um papel de liderança? Embarque na história de Scott, seus colegas de trabalho e uma consultora que tinha muito a ensiná-los.
A importância em receber feedback
“– O que acham? Será que é possível estimular os funcionários a trabalhar com mais afinco por meio de críticas, reclamações ou até mesmo sarcasmo?”
O feedback é a base de toda relação interpessoal. A partir dele é possível determinar como as pessoas agem, pensam, reagem aos outros e, além disso, é o que determina como as pessoas encaram suas responsabilidades no dia a dia.
A produtividade de uma empresa vai muito além do desenvolvimento de programas com o intuito de aumentar a produção. Muitas vezes, é preciso voltar ao simples, sincero e eficiente contato humano.
10 áreas relacionadas com o feedback
Elaboração de um plano – refletir sobre o que você deve dizer e, então, dar o feedback com exemplos objetivos, tendo sempre a solução na ponta da língua, mas sem deixar de levar em conta as necessidades e os desejos de seu interlocutor.
Abordagem específ**a – saber o que de fato aconteceu, para apresentar exemplos claros e compreensíveis.
Foco em comportamentos – o feedback eficiente não lida com personalidades, atitudes ou preconceitos, concentrando-se apenas em comportamentos específicos que podem ser analisados e mensurados.
Escolha de hora e local – agilidade com que o retorno deve ser dado e ao local apropriado para isso.
Feedback equilibrado – trata-se do equilíbrio entre o retorno positivo e o corretivo.
Feedback relevante – ao se relacionar com os outros e ao expressar uma opinião, não se deve perder a cabeça ou exagerar. É fundamental ser objetivo e permanecer calmo.
Técnicas eficientes – ir direto ao assunto, estabelecer contato visual e focar nas questões essenciais.
Estilo ef**az – o foco é a criação de uma abordagem pessoal na hora de dar feedback.
Descrição de sentimentos – nossos sentimentos são importantes, além de serem poderosos e impactantes quando combinados com uma mensagem de feedback.
Capacidade de ouvir – encorajar a outra pessoa a expressar seu ponto de vista e então escutar atentamente o que ela diz.
Princípios básicos do feedback
“O que tenho que fazer para provocar algum tipo de reação neste lugar?”
Apoiando-se na mesa, a consultora continuou o relato:
– Não contei quantos funcionários ele ignorou naquela manhã, mas foram pelo menos uns 15. Ou seja: ele teve 15 chances de interagir com os profissionais da fábrica, mas, em vez disso, passou a imagem de desatento, indiferente, desleixado e, provavelmente, até de arrogante.”
Primeiramente, é importante ter clareza de que a qualidade de qualquer relação – profissional e pessoal – depende da quantidade e qualidade de feedback que cada indivíduo recebe do outro. Igualmente necessário é compreender que há inúmeras formas de feedback, incluindo a cordialidade. Receber atenção ou ser ignorado tem um forte impacto na motivação e produtividade. Dizer bom dia e perguntar pelo final de semana é mais do que “conversa fiada”, sendo um feedback poderoso e ef**az.
Outro princípio fundamental é o contato visual. Quando não olhamos para as pessoas, passamos a informação que elas não são importantes para nós. É necessário ter clareza das diferenças pessoais. Algumas pessoas precisam de mais feedback do que outras e perceber tais necessidades traz vantagens na vida profissional e pessoal. Por sim, sonegar feedback é uma espécie de castigo psicológico.
Metáfora do balde
“– Este é o meu balde de feedback – ela explicou. – Ele está localizado em meu coração e todas as vezes que alguém me dá qualquer tipo de feedback, positivo ou negativo, este vai direto para dentro do meu balde. Cada um de vocês também possui um balde de feedback no coração. E qualquer retorno direcionado a vocês vai direto para seus baldes.”
Cada um tem um balde de feedback que é enchido conforme o recebe. Porém, este balde possui furos – uns mais do que outros – de modo que o que é ali despejado escorre, esvaziando o balde caso não seja constantemente enchido.
Os furos aparecem devido a fatores internos e externos. Nossas próprias ações podem fazer buracos, da mesma forma que ações de outras pessoas também são capazes de perfurar nossos baldes (familiares, amigos, chefes, colegas, cônjuges etc). Neste sentido, pessoas autodestrutivas passam muito tempo furando seu próprio recipiente de feedback.
Por mais que seja difícil perceber quando o nível do balde está baixo – pois trata-se de sentimentos – é possível observar algumas características que podem ser um indicativo de tal situação:
Baixo nível de produção/desempenho;
Dificuldade de relacionamento com colegas;
Pouca iniciativa, sendo mais propício a seguir ordens do que ocupar um lugar de liderança;
Linguagem corporal.
Mas o que pode ser feito para tapar os furos do balde de uma pessoa?
Novamente, aspectos internos e externos podem juntar-se a fim de tapar furos e manter o balde de feedback cheio:
Maturidade emocional;
Oferecer feedbacks de qualidade;
Elogios e reconhecimento;
Comemoração de realizações individuais;
Delegar o poder de tomar decisões.
O remendo depende da qualidade do feedback e de como a pessoa responde a ele.
Os tipos de feedback
“– Estamos sempre tão ocupados em obter ótimos resultados e em aumentar o faturamento que não prestamos atenção no que nosso pessoal está tentando nos dizer. Não parece difícil, basta f**ar ligado ao que as pessoas estão dizendo com sua linguagem corporal.”
Qualquer tipo de feedback escoa para dentro do balde, seja positivo ou negativo. Surpreendentemente, um balde vazio gera mais sofrimento emocional do que receber um retorno negativo.
Há quatro tipos de feedback:
Positivo – com a função de reforçar um comportamento que desejamos que se repita.
Corretivo – tem como objetivo modif**ar comportamentos.
Insignif**ante – trata-se de um feedback tão vago e genérico que a pessoa acaba não entendendo o seu propósito.
Ofensivo – todos os outros tipos de feedback podem se encaixar aqui.
É importante perceber os sinais que uma pessoa emite querendo dizer “eu preciso de atenção”. Perguntas que não são, de fato, perguntas, comportamento desmotivado, falta de confiança, etc. Para que relações produtivas sejam construídas, é preciso quatro elementos em ordem: comunicação, compreensão, respeito e confiança. Cada um dos elementos vai levando ao outro. É preciso que haja uma comunicação entre as partes para que uma compreenda a outra. Tal situação gera o respeito mútuo e, consequentemente, a confiança.
Relação profissional x pessoal
“Os líderes que são ef**azes no trabalho em geral são ef**azes primeiro em casa.”
O comportamento no âmbito profissional é, em grande parte, semelhante à vida pessoal. Uma pessoa que não valoriza com palavras e ações o que a outra faz – cônjuge, filho/a, pais, amigos – dificilmente será capaz de demonstrar um comportamento diferente no trabalho.
Da mesma forma, uma relação sem comunicação, compreensão, respeito e confiança, não funciona, nem no trabalho, nem em casa. Para contornar uma situação mantida há tempos, além de modif**ar o comportamento, é preciso admitir seus erros. No ambiente profissional não é diferente. Falar sobre as falhas, pedir desculpas e informar possíveis medidas a serem tomadas não demonstra, de forma alguma, fraqueza. Pelo contrário, passa transparência, sinceridade e humildade necessárias para a construção de uma relação sólida.
Dar feedback que envolvam o caráter passa a sensação de aceitação. Quando um pai ou uma mãe ressaltam, equilibradamente, aspectos físicos, atitudes e o caráter – o que tem por trás da aparência – cria-se um laço positivo que favorece tanto a confiança mútua, quanto a autoconfiança.
Pessoas mentalmente saudáveis desejam, naturalmente, receber feedback positivo. Da mesma forma, nosso cérebro é programado para dar preferência a coisas positivas.
Feedback positivo como uma ferramenta poderosa
“– Acho que as perguntas que ele fez não tinham nada a ver com os clientes. Não tenho dúvida de que ele sabia as respostas. Estava tentando me dizer: “Preciso de atenção, você está me ignorando.” Usando uma frase que aprendi nestes encontros, Jerry estava pedindo: ‘Encha meu balde!’”
O feedback positivo é, como o subtítulo sugere, uma ferramenta poderosa para conseguir que comportamentos sejam repetidos, moldados e modif**ados. O que ocorre, frequentemente, é que as pessoas confundem e acabam dando feedbacks insignif**antes pensando que são positivos e esperando ótimas e profundas consequências. A resposta, normalmente, é mínima. Alguns exemplos são frases como “Meus Parabéns”, “É isso aí”, “Muito bem!”. Elas são bem-vindas para quem recebe, porém não possuem o poder de provocar a reação desejada.
Mas como dar um feedback positivo poderoso?
Há alguns passos simples que devem estar contidos no feedback a fim de potencializar o seu efeito:
Descrever o que foi feito;
Explicar as consequências positivas de tal comportamento;
Dizer como se sentiu diante do que o outro fez;
E explicar porque se sentiu assim.
Esta fórmula é muito mais ef**az do que um mero “Muito bem!!,” pois é específ**a e direcionada. Ou seja, não há dúvidas de qual comportamento está sendo reforçado e, do mesmo modo, qual deve ser repetido.
Apesar de ser simples, dar um retorno positivo requer prática para que tenha o resultado esperado.
As consequências do retorno positivo
“– O que acontece quando um funcionário recebe feedback positivo após realizar melhorias por conta própria?”
As consequências do comportamento de uma pessoa podem ser entendidas mais facilmente e com maior clareza pela forma como essa conduta influencia os outros.
Por exemplo, um filho f**ará mais disposto a manter seu quarto arrumado se compreender o impacto signif**ativo que isso tem sobre outros membros da família. A assistente administrativa fará os relatórios de acordo com o pedido – mesmo que não esteja de acordo com o seu entendimento do que é melhor em um relatório - se entender o quanto esse pequeno detalhe pode agradar a sua gerente. Da mesma forma, os fornecedores vão se empenhar em cumprir os prazos das entregas e em causar menos transtornos se tiverem a exata noção do efeito que seu comportamento exerce sobre a empresa que compra seus produtos ou contrata seus serviços.
Normalmente, o feedback é dado para reforçar um determinado comportamento, com o intuito de que ele se repita. Com a abordagem correta, ou seja, enchendo o balde do indivíduo, o resultado é satisfatório. Porém, as consequências de um retorno bem empregado perpassam os limites do comportamento reforçado e, desta forma, outras áreas/tarefas passam a receber mais dedicação. Com isso, é comum enxergar melhorias em vários aspectos que não estão relacionados, diretamente, com o feedback específico.
O que reforçar?
Há dois caminhos a seguir: reforçar o que a pessoa é ou o que a pessoa faz. É preciso entender os indivíduos para perceber se há a necessidade de um, de outro ou de ambos. A habilidade de fazer uma “leitura” das outras pessoas não é inata, mas sim desenvolvida. Ambas as técnicas se relacionam, de forma que os dois trazem bons resultados.
Em situações em que é possível dar um retorno imediatamente após uma iniciativa que gostaria de ver repetida, elogiar o comportamento é, normalmente, ef**az. Do contrário, deve-se misturar os dois métodos.
O feedback corretivo e o passo a passo para corrigir um comportamento
“– E o que vocês acham de serem ameaçados com frases do tipo “Se você não mudar seu comportamento imediatamente, as consequências podem ser terríveis”? Se o que fiz é tão grave, tenho que admitir que é necessário estabelecer um limite. Mas e se eu não acreditar que meu comportamento justifique uma ameaça? Qual a eficácia de tal intimidação neste caso?”
Há três métodos tradicionais para corrigir um comportamento:
Imposição;
Persuasão;
Ameaça.
Nenhuma das três ações apontadas são, de fato, ef**azes. Quando funcionam, seu efeito é pouco duradouro e logo os padrões comportamentais antigos e problemáticos voltam. A razão disso é que o sentimento de indignação é tomado quando alguém lhe diz o que, como e quando fazer. Essa é uma reação natural de defesa diante de um sentimento de inferioridade.
Por mais poderoso que o feedback positivo possa ser, é possível que algumas pessoas não tenham a reação esperada, tornando-o inef**az. De qualquer modo, há uma conduta a ser seguida caso isso ocorra que, claro, envolve outro feedback: o corretivo.
Mudar um comportamento é um processo, por vezes, lento. O papel dos chefes, supervisores e líderes é usar as melhores técnicas para que isso ocorra. Primeiramente deve-se usar o feedback positivo. Caso não haja mudanças satisfatórias, o corretivo pode ser utilizado.
Os 5 passos para corrigir um comportamento:
Tentar dar feedback positivo antes de qualquer coisa;
Fazer perguntas cuidadosamente orientadas – conduzir uma conversa baseada em perguntas, faz com que não pareça uma conversa controlada e, ainda, faz a outra pessoa refletir e falar. Por meio de perguntas, o colaborador – no caso de uma empresa – irá solucionar o seu próprio problema, de modo que estará se responsabilizando pelo mesmo. A pessoa que faz as perguntas é sempre a que orienta a conversa.
Dizer claramente qual é a mudança desejada – para isso, é preciso seguir alguns passos: escreva um comportamento específico; descreva as consequências do comportamento; explique como você se sente em relação ao comportamento; diga por que você se sente dessa forma; aponte o que precisa ser mudado.
Aplicar a disciplina apropriada – em determinadas situações, a disciplina é necessária para não gerar um clima demasiado permissivo.
Estabelecer um limite – deve-se esclarecer ao colaborador que só há uma opção a ser feita caso o comportamento em questão não seja modif**ado. As hipóteses de punição imaginadas são, geralmente, muito maiores do que a intenção do supervisor.
Em resumo, deve-se tentar, antes de tudo, aplicar o feedback positivo. Caso não funcione, usar o corretivo. Como última alternativa, usar a disciplina.
Notas Finais
“Não é por acaso que as empresas bem-sucedidas são compostas por indivíduos bem-sucedidos.”
A relação da vida profissional com a vida pessoal é evidente e responsável tanto por atitudes positivas quanto negativas. O feedback é um dos artifícios que deve ser usado na construção de relações saudáveis entre colegas, chefes e subordinados, cônjuges, pais e filhos etc.
Manter um cuidado e olhar com atenção para as pessoas que fazem parte do nosso dia a dia deve tornar-se um hábito, sendo, aos poucos, incorporado, de modo que ocorra naturalmente.
As consequências em perceber as necessidades dos outros e, assim, poder entregar o que estes precisam, são vantajosas para todos os envolvidos. Pensando em uma corporação, colaboradores valorizados, motivados e responsáveis constroem um time coeso.

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Terça-feira 09:00 - 17:00
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