20/05/2026
A reforma tributária muda a estrutura de impostos no Brasil, mas no mercado imobiliário o impacto precisa ser entendido com mais critério e menos simplificação. Com a criação do IBS e da CBS, que substituem P*S, Cofins, ICMS e ISS, a lógica de tributação passa a ser não cumulativa, permitindo o aproveitamento de créditos ao longo da cadeia. Na prática, isso não altera de forma direta a compra de imóveis prontos no curto prazo, já que o ITBI continua existindo e o financiamento segue a mesma lógica. Porém, pode haver impacto indireto no preço dos imóveis ao longo do tempo, principalmente conforme o custo da construção se ajusta ao novo modelo.
É justamente na construção civil e nos imóveis na planta que está a principal mudança. Como o setor envolve uma cadeia extensa de serviços e insumos, o novo sistema pode reduzir distorções em alguns casos, mas também aumentar custos em outros, dependendo da estrutura da empresa, do regime tributário e da forma como os créditos serão aproveitados. Ou seja, não existe um efeito único para todo o mercado.
Para quem pensa em investir, é importante entender que a tributação sobre ganho de capital e aluguel continua a mesma. O impacto não está na venda ou na renda gerada pelo imóvel, mas sim na formação de preço ao longo da cadeia produtiva. No fim, a reforma não define se o imóvel vai ficar mais caro ou mais barato. Ela muda a forma como os custos são construídos. E quem entende isso antes, toma decisões com mais segurança.