Rita Araújo

Rita Araújo Cursos de CPA-10 e CPA-20

09/08/2018

XP busca assessores de investimentos; remuneração média é de R$ 15 mil
Ao todo são mil vagas que devem ser preenchidas até o fim de 2018

Negociação

(ESB Professional)

SÃO PAULO - A XP Investimentos está em busca de assessores de investimentos para trabalhar em um de seus 600 escritórios credenciados. Ao todo são 1.000 vagas, que devem ser preenchidas até o fim do ano.
Caio Peres, sócio e líder de expansão da XP Investimentos, explica que o recrutamento faz parte da estratégia agressiva da instituição financeira para ampliar sua carteira de clientes, e que o foco é nos gerentes de banco, principalmente aqueles que atendem clientes de alta renda. “Queremos alguém que goste de investimentos, já tenha expertise na área, seja bem relacionado e queira empreender”, diz.

De acordo com Peres, o ganho médio de cada assessor é de R$ 15 mil. Há ainda um prêmio de bonif**ação aos profissionais iniciantes que pode chegar a R$ 200 mil, caso o assessor consiga atingir os objetivos de captação (R$ 80 mil no período de um ano e meio).

Segundo a Veja, a busca pela profissão de assessor de investimento vem crescendo nos últimos anos como um reflexo do cenário econômico atual de juros baixos e inflação sob controle. Isso, somado à possibilidade de trabalhar exclusivamente com investimento, são fatores que têm atraído os gerentes de grandes bancos.

O principal pré-requisito para as vagas é a Certif**ação Ancord (agentes autônomos de investimento e empregados de instituições financeiras). Demais certif**ações, como a CFP (Certified Financial Planner), são desejáveis. Interessados podem se inscrever no site da XP.

23/10/2017

Bolsa x Tesouro Direto: quem sai ganhando? Alan Ghani explica
Com as quedas consecutivas na taxa Selic, muitos investidores têm se sentido atraído pela renda variável

Se o vídeo não reproduzir normalmente, desabilite seu bloqueador de anúncios (adblock). A transmissão começa com o volume no 'mudo', clique no ícone de som para acioná-lo.
SÃO PAULO - Com as quedas consecutivas na taxa Selic, muitos investidores têm se sentido atraído pela renda variável. Mas será que os ganhos na Bolsa compensam os riscos envolvidos e o Tesouro Direto está pagando tão mal assim?
O consultor em finanças e professor Alan Ghani mostra, no programa “Tesouro Direto com Ganhos Turbinados”, as comparações entre os ganhos entre diversos títulos, CDBs e o Ibovespa.
Ghani também responde perguntas de leitores enviadas via Facebook e via e-mail ([email protected]). O especialista ainda aprofunda suas explicações sobre ganhos turbinados no Tesouro Direto aqui.
O programa “Tesouro Direto com Ganhos Turbinados” vai ao ar todas as quintas-feiras, ao vivo, a partir das 14h (horário de Brasília), com apresentação de Weruska Goeking, jornalista do InfoMoney.
Veja os tipos de títulos do Tesouro Direto existentes atualmente:
Tesouro Prefixado (LTN): o investidor sabe exatamente quanto receberá no momento da compra, recebendo todo o valor após a data de vencimento, independente das mudanças de cenário para os investimentos. A rentabilidade pode ser diferente dependendo do prazo para aplicação – quanto mais longo, normalmente maior é a taxa.
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F): o investidor também sabe exatamente quanto receberá no momento da compra, mas o fluxo de pagamento é diferente: nesse título público, o investidor recebe pagamentos a cada seis meses, que funcionam como uma antecipação da rentabilidade contratada.
Tesouro Selic (LFT): esse é um título público em que o rendimento é totalmente atrelado à taxa Selic, o que normalmente é indicado para investidores de perfil mais conservador. Essa taxa tem a sua meta definida pelo Banco Central, em um período próximo a cada 40 dias, e que hoje está em 8,25% ao ano. O pagamento é feito apenas após a data de vencimento.
Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal): a rentabilidade desse título público é dividida em duas partes: uma parcela prefixada e outra parcela atrelada ao IPCA, o índice oficial de inflação usado pelo Governo. Essa composição garante que o investidor sempre terá um retorno acima da inflação, e por isso costuma ser indicado para aplicações de longo prazo. O pagamento é feito apenas após a data de vencimento.
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B): Semelhante ao IPCA+, a rentabilidade também é dividida entre uma taxa prefixada e a variação do IPCA, mas com a diferença de que o Tesouro Nacional realiza pagamentos semestrais, para quem busca complementar a renda com os títulos públicos.

12/09/2017

Por Rodrigo Tolotti Umpieres Em mercados / acoes-e-indices 12 set, 2017 09h11
Magazine Luiza anuncia oferta bilionária de ações; Vale de olho em usinas da Cemig e mais 8 notícias no radar
Confira os principais destaques de ações desta terça-feira

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SÃO PAULO - Noticiário começa a terça-feira (12) agitado após o Ibovespa superar sua máxima histórica na véspera. Destaque para a oferta de ações da Magazine Luiza, a venda de uma unidade de fertilizantes da Petrobras e a Vale confirmando que estuda adquirir usinas da Cemig colocadas em leilão. Confira as notícias:

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras anunciou que deu início ao processo de venda da Unidade de Fertilizantes III (UFN-III) em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Segundo a estatal, a ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal, que pede a retomada das obras de construção da fábrica e proíbe a venda da unidade pela Petrobras, permanecerá suspensa até o dia 07 de novembro.

A fábrica é um dos maiores investimentos no estado e as obras pararam há quase três anos. A construção está 80,95% concluída e não tem previsão de término. A indústria será vendida em conjunto com a empresa Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa).
Vale (VALE3; VALE5)
A Vale confirmou o interesse nas usinas da Cemig que devem ir a leilão neste mês. Em nota, a companhia disse que tem como um dos seus pilares estratégicos a autossuficiência energética e "uma das alternativas para atingirmos este objetivo poderia ser o leilão das hidroelétricas Jaguará, Miranda e São Simão, que está sendo estudado, porém ainda sem qualquer decisão".
O jornal Valor Econômico afirma ainda que o veículo a ser usado no negócio, caso a mineradora decida avançar, será a Aliança Geração de Energia, parceria entre a Vale (55%) e a própria Cemig (45%). A próxima reunião do conselho da empresa acontece no dia 28 de setembro, um dia após a data prevista para o leilão, o que pode levar a uma reunião antecipada no dia 27 para definir o assunto.
Magazine Luiza (MGLU3)
A Magazine Luiza informou que seu Conselho de Administração aprovou a realização de oferta pública de distribuição primária e secundária de, inicialmente, 24.000.000 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal.
A distribuição primária será de 17.600.000 novas ações ordinárias, enquanto a distribuição secundária será de, inicialmente, 6.400.000 ações ordinárias de titularidade de Luiz Helena Trajano, Onofre de Paula Trajano, Fabrício Bittar Garcia, Flávia Bittar Garcia Faleiros e Franco Bittar Garcia, com esforços restritos de colocação, ou seja, uma oferta restrita sendo realizada no mercado de balcão.
Considerando o preço de fechamento das ações em R$ 78,30 em 8 de setembro, o valor total da oferta seria de R$ 1.879.200.000,00. Considerando apenas a oferta primária, o valor é de R$ 1.378.080.000,00. Vale lembrar que a oferta primária é feita pela própria companhia, ou seja, ela vende ações e o dinheiro vai para seu próprio caixa. Já em uma oferta secundária, são os grandes acionistas que vendem ações, e o dinheiro vai para eles.
J&F
A Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu parte dos efeitos do acordo de leniência da J&F até uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a validade do acordo de delação premiada dos executivos do grupo.
A decisão, emitida pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, atinge possíveis repercussões penais que podem atingir pessoas ligadas à J&F que não integram a lista de colaboradores já homologada pelo STF. Os efeitos civis do acordo de leniência continuam válidos, segundo esclarecimentos divulgados pelo Ministério Público Federal.

11/09/2017

Por Marcos Mortari Em mercados 11 set, 2017 08h30 - Atualizada em 08h42
Mercado eleva projeções para PIB e volta a derrubar juros e inflação, mostra BC
O otimismo voltou a mexer com as apostas do mercado para o desempenho da economia brasileira em 2017 e 2018

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SÃO PAULO - Mais otimismo foi visto nas projeções dos economistas consultados semanalmente pelo Banco Central no relatório Focus. No documento divulgado nesta segunda-feira (11), a mediana das expectativas apontou uma elevação no PIB (Produto Interno Bruto) de 0,50% para 0,60% neste ano e de 2% para 2,10% no ano seguinte, ao passo que as apostas para a inflação oficial caíram de 3,38% para 3,14% em 2017 e de 4,18% para 4,15% em 2018.

Do lado da Selic, as expectativas foram de 7,25% para 7% neste ano e de 7,50% para 7,25% no ano seguinte. Com esses números, a taxa real de juros 'ex post' f**aria, respectivamente, em 3,86% e 3,10% nos dois períodos. Pelo câmbio, não houve alteração nas projeções: R$ 3,18 e R$ 3,30 para o dólar em 2017 e 2018

14/08/2017

Por Paula Zogbi Em carreira / emprego 11 ago, 2017 10h49
"Currículo cego" se populariza entre grandes empresas no mundo; conheça o método
Deloitte, HSBC e BBC estão entre as empresas que adotam a medida

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SÃO PAULO – Desde 2006, empresas na França com mais de 50 funcionários devem adotar o método do “currículo cego” para recrutar funcionários. Trata-se de um formato de CV sem informações pessoais como nome, endereço, idade, nacionalidade, gênero ou foto – até mesmo o endereço de e-mail utilizado deve ser impessoal, contendo, por exemplo, iniciais.

Esse método de recrutamento serve para evitar discriminação – seja por gênero, nacionalidade, raça ou quaisquer fatores que possam prejudicar as chances de determinado candidato. Como só funciona para fases antes da entrevista presencial, pretende ser efetivo principalmente em casos onde o preconceito parte do inconsciente do recrutador.

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Espanha, Alemanha, Reino Unido, Suécia e Holanda adotaram iniciativas semelhantes à francesa, cada uma em seu formato. Normalmente, as empresas se voluntariam a segui-la. Entre essas organizações voluntárias já há nomes como Deloitte, HSBC, BBC e outras gigantes de variadas indústrias. Na Espanha, um grupo de 78 empresas anunciou adesão à iniciativa em julho deste ano, depois que a Ministra de Saneamento Serviços Sociais e Igualdade, Dolors Monserrat, disse em janeiro que pretendia adotar a medida no país.
Trata-se de uma forma de tentar aumentar o nível de oportunidade e diminuir a discriminação no ambiente de trabalho. Vai na mesma direção que a legislação adotada em abril deste ano em Nova York, segundo a qual f**a proibido questionar o salário anterior em entrevistas de emprego para evitar a perpetuação da desigualdade salarial por gênero.
É necessário?
Nos Estados Unidos, pesquisas descobriram que pessoas com nomes considerados “étnicos” têm chances 50% maiores de f**ar sem resposta logo na fase de envio de currículos para vagas de emprego. Antes de receber uma ligação do empregador, pessoas com nomes considerados mais comuns entre brancos, como Emily e Greg, precisam enviar cerca de 10 currículos; para nomes “negros”, como Lakisha e Jamal por sua vez, enviam cerca de 15 e-mails antes de obter respostas positivas.
Outro estudo, realizado na Alemanha, demonstrou que nomes que soem estrangeiros possuem chances 14% menores de conseguir entrevistas de emprego. Já no Reino Unido, 36% dos candidatos de minorias étnicas conseguiram empregos entre 2010 e 2012, em comparação com 55% dos brancos.
É positivo?
Em 2015, um estudo da MacKinsey descobriu que empresas mais diversas têm desempenhos melhores financeiramente. Mais especif**amente, empresas cuja equipe tem boa diversidade de gênero têm desempenho 15% maior, enquanto empresas diversas etnicamente desempenham até 35% melhor.
Outra análise, do Credit Suisse, demonstrou que empresas com ao menos uma mulher no conselho tinham maior retorno financeiro e maior crescimento em resultados financeiros líquidos do que aquelas sem mulher alguma nesses cargos.
É suficiente?
Apenas 13,6% dos cargos executivos no Brasil são ocupados por mulheres. Entre pessoas negras, a taxa é ainda menor: 4,7%. Realizada com dados das 500 maiores empresas do país, a pesquisa do Instituto Ethos e do BID que mostrou esses números em 2016 descobriu que a proporção diminuiu na comparação com anos anteriores.
No geral, homens brasileiros têm salários 19% maiores que mulheres no Brasil – muito embora o nível de ensino entre as mulheres seja maior que o dos homens no país. Tudo isso signif**a que, mesmo após contratadas, algo impede que pessoas de minorias subam na hierarquia em grandes empresas.
Selecionar apenas pela qualif**ação profissional também pode não ser o ideal no que diz respeito ao quadro de oportunidades em fases anteriores da vida. Desde o ensino médio, a população branca tem mais chance de estudar no Brasil: a taxa de matrícula do primeiro grupo é de 71%, enquanto a de negros e pardos é de 58% e 57%, respectivamente

10/08/2017

Queda de juros aumenta procura por fundos de investimentos
As gestoras, do outro lado, precisam controlar o tamanho do patrimônio dos fundos para manter os ganhos obtidos até aqui para os novos clientes

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SÃO PAULO – A trajetória descendente da taxa básica de juros tem elevado a atratividade de fundos de investimentos. No Boletim Focus desta semana, o mercado aponta para recuo da Selic para 7,50% ao fim de 2017.

Neste sentido, a rentabilidade de diversos investimentos também caem. A taxa do título do Tesouro Direto atrelado ao IPCA com vencimento em 2024, por exemplo, viu sua rentabilidade recuar de 5,58% para 4,87% no último mês.

A mudança nos ganhos tem levado investidores a saírem em busca de aplicações com maior rentabilidade e acabam cruzando com os fundos de investimentos nesse caminho. As gestoras, do outro lado, precisam controlar o tamanho do patrimônio dos fundos para manter os ganhos obtidos até aqui para os novos clientes.
É o caso da AZ Quest, que reabriu o AZ Quest Altro FIC FIM em 7 de julho e deve voltar a fechar o fundo entre quinta-feira (10) e sexta-feira (11), ao alcançar R$ 1,1 bilhão de patrimônio total. Desde a reabertura, foram captados cerca de R$ 300 milhões e Walter Maciel, CEO da AZ Quest, conta que essa “corrida” pelo fundo é comum quando gestoras anunciam que farão fechamento de captação de fundos em breve.
“O fundo foi fechado [em março] mesmo com grande interesse dos investidores devido à consistência de sua performance e à qualidade do produto. Temos a missão de zelar pela capacidade de gerar retorno”, conta Maciel. O AZ Quest Altro FIC FIM acumula rentabilidade de 7,86% no acumulado de 2017, ou 117% do CDI.
Além da AZ Quest, a Kapitalo, que fechou o Kappa FIN FIC FIM em março, comunicou também o fechamento de seu fundo exclusivo distribuído pela XP que espelha a estratégia do Kappa e não há previsão para uma nova reabertura. O Kapitalo XP ultrapassou patrimônio líquido de R$ 190 milhões.
A Garde, que tinha fechado o Garde D’Artagnan FIC FIM em 10 de julho, informou o fechamento do veículo exclusivo da XP, que permaneceu aberto até o dia 31 do mês passado. A estratégia atingiu R$ 6,5 bilhões no fechamento do mês, enquanto o fundo da XP que espelha o ativo captou cerca de R$ 400 milhões nessa reabertura, ultrapassando R$ 770 milhões de patrimônio líquido. Segundo a gestora, também não há previsão para uma nova reabertura.
O próximo da lista de fundos a fechar captação deve ser o AZ Quest Multi FIC FIM, que tem patrimônio próximo de US$ 425 milhões. Segundo Maciel, o objetivo para o fechamento é alcançar volume em torno de R$ 600 milhões. O fundo, com liquidez diária, tem mostrado retorno de 10,02% no acumulado de 2017, o equivalente a 150% do CDI.
“Temos que preservar a capacidade de gestão do fundo. Em breve faremos um comunicado sobre essa avaliação”, diz Maciel.
Na outra ponta, o Safra concluiu a masterização da estrutura de seu principal veículo, o Safra Galileo. O processo deu origem a 5 novos fundos que espelham o Galileo que alocam no novo veículo master. Com isso, a gestora passa a ter maior flexibilidade na distribuição e alocação de seu passivo.
Para o próximo ano, o CEO da AZ Quest está otimista. “Se a economia voltar a crescer, as empresa não terão disponibilidade de crédito público como havia no governo anterior e tudo indica que essas empresas terão que vir a mercado. Esse movimento dará maior liquidez e muita mais oferta de papéis no mercado de capitais, o que ajudará os fundos a ter mais opções de investimentos com boa rentabilidade”, avalia.

04/08/2017

Como o mercado vê a vitória de Temer na Câmara - e os próximos desafios do presidente
Governo promete retomar agenda de reformas, mas nada está garantido

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SÃO PAULO - Uma página foi virada para o presidente Michel Temer após ter barrado a denúncia contra ele na Câmara dos Deputados. Em pronunciamento, aliás, o presidente afirmou que a vitória foi "eloquente". Mas, mais do que a vitória de Temer, o grande destaque ficou para o placar, que será analisado com lupa pelo mercado na sessão desta quinta-feira. 263 deputados votaram a favor do parecer do relator Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) que recomendava a rejeição da denúncia, enquanto 227 votaram contra, 20 não compareceram à votação e 2 se abstiveram.

Vale destacar que, na última quarta-feira, o mercado teve forte reação positiva com a perspectiva de vitória de Temer, com o Ibovespa subindo cerca de 1% e o dólar fechando em queda. No final da tarde, aliás, a consultoria de risco político Eurasia Group fez uma previsão de que os votos a favor de Temer chegariam a 300, o que faria o governo ganhar força, de modo a retomar a reforma da Previdência. Economistas e analistas de mercado apontavam que uma vitória de Temer por um placar acima de 270 votos mostraria a maior força do governo.

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Assim, apesar da vitória ao impedir o andamento das investigações contra o presidente Michel Temer, o resultado da votação do parecer da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) contrário à autorização para a investigação ficou levemente abaixo das projeções feitas pelos principais aliados do governo. Nos últimos dias e até o início da votação, os governistas acreditavam que teriam justamente os 270 votos que o mercado estava de olho com facilidade. Esse cenário mantém as dúvidas sobre a força do governo para aprovar as reformas, o que também foi observado no mercado através do movimento de realização de lucros nesta sessão, com a bolsa registrando queda.
Vitória de Temer sobre denúncias e reformas: há relação?
Em relatório desta quinta-feira, a Eurasia destacou que a vitória do governo foi robusta e acima da previsão inicial feita pela consultoria, de 250 a 270 votos, se contadas as abstenções e faltas, levando a um total de 284 votos. Assim, os consultores elevaram a chance de Temer terminar o seu mandato de 60% para 70% e apontaram que, embora seja provável que uma outra denúncia da Procuradoria Geral da República seja enviada ao Congresso, há mais chances dela também ser arquivada. A Eurasia ainda reforçou a visão de que a grande margem de votos permite que o governo retome as negociações para uma visão mais branda da reforma da Previdência.
Por sinal, é com isso que o governo trabalha. Ao Estadão, o ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha afirmou que a próxima batalha é a Previdência, enquanto aliados do presidente acham que a votação mostrou que a base pode ser reorganizada e dobrar a resistência que a reforma enfrenta. Contudo, ressalta o jornal, o otimismo do Planalto diverge da realidade no Congresso, com outros aliados avaliando que a reforma pode renascer se for restrita à questão da idade mínima.
Conforme ressalta a consultoria Barral M. Jorge, Temer recupera parte de sua força política, perdida com a revelação da conversa com Joesley Batista, o que lhe permite retomar as negociações . A consultoria ainda aponta que as chances do presidente concluir o seu mandato são de 60%.
Neste sentido, a agenda econômica será o principal foco do governo. A articulação para a aprovação da reforma da previdência já começou, mas será difícil avançar com o texto original, e uma proposta mais branda deve ser negociada com os parlamentares. "Vale destacar que a popularidade do governo continua extremamente baixa, o que fará com que parlamentares pensem duas vezes antes de votar uma agenda vista como extremamente impopular, principalmente à medida que as eleições de 2018 se aproximam", avalia a consultoria.
Há quem também veja com ceticismo a retomada das reformas. Conforme destacou o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, em entrevista para a Bloomberg, independentemente do número de votos favoráveis que o presidente Michel Temer conseguisse na votação, seria improvável que a reforma da Previdência acontecesse diante da proximidade das eleições. Ele ainda ressaltou que a aprovação de outras reformas microeconômicas, como a da TLP (Taxa de Longo Prazo), não são diretamente ligadas ao apoio demonstrado pelos parlamentares na votação da denúncia.
Assim, o mercado f**ará de olho nas demandas seguintes da área econômica, como a mudança da meta fiscal e nova lei das falências. "Difícil de imaginar que um projeto que é tão contrário à população como a reforma da Previdência vai acontecer em ano eleitoral. Por outro lado, a agenda micro, que é extremamente importante, ainda está andando".
A LCA também ressalta que as perspectivas da aprovação da reforma seguem difíceis. Se forem somados os votos contrários a Temer do DEM e PSDB mais os votos dos 21 deputados ausentes ou que se abstiveram, haverá 310 votos. "É suficiente para garantir a aprovação desta PEC, porém sem margem de segurança alguma. Além disso, parte dos deputados que votaram contra a denúncia, especialmente aqueles do baixo clero filiados ao Centrão manifesta pouca disposição para enfrentar o desgaste de aprovar esta impopular reforma, preferem deixar o assunto para o próximo presidente", avalia a consultoria. Além disso, não se pode descartar a apresentação de nova denúncia contra Temer pela Procuradoria Geral da República, que poderia atrasar a retomada da tramitação da PEC da Reforma da Previdência Social.
Próximos desafios
Associada às questões sobre as reformas, após a vitória, o governo tem que enfrentar o desafio de reorganizar a sua base. Conforme aponta a Barral M. Jorge, o Palácio do Planalto deverá reequilibrar as forças partidárias nos ministérios para agraciar os partidos do centrão que garantiram a rejeição da denúncia, como PP, PR, PSD e PTB e punir as traições. "Entre eles, destaque para o PSDB, até então principal parceiro na base aliada e detentor de quatro ministérios, que instruiu seus deputados a votarem a favor da denúncia, obtendo 21 votos a favor, 22 contra e 4 ausências. Há grandes riscos do PSDB perder o Ministério das Cidades", aponta a Barral M. Jorge.
A LCA Consultores ressalta ainda que o Temer buscará agora pacif**ar sua base de apoio que ficou dividida nesta votação. "De fato, 26 deputados do PSDB e DEM votaram a favor da denúncia. A situação mais complicada é do PSDB, pois os partidos do Centrão, que fecharam questão contra a denúncia, cobrarão uma participação maior no governo em detrimento dos tucanos".
O resultado da votação de quarta mostrou que o governo ainda tem fôlego. Porém, muitas dúvidas ainda prosseguem, principalmente sobre se ele conseguirá andar com as reformas.

28/07/2017

Por Rodrigo Tolotti Umpieres Em mercados 26 jul, 2017 18h00
Copom corta juros em 100 pontos-base e leva Selic para menor nível em 4 anos
Esta foi a sétima redução na Selic desde que Ilan Goldfajn assumiu a presidência do BC

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SÃO PAULO - Dando continuidade à política de afrouxamento monetário do Banco Central, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, em reunião encerrada nesta quarta-feira (26), cortar a taxa básica de juros em 100 pontos-base, para 9,25% ao ano - menor nível desde outubro de 2013. Esta foi a sétima redução na Selic desde que Ilan Goldfajn assumiu a presidência do BC.

A decisão atendeu às expectativas da maioria dos especialistas, que agora f**am de olho para as sinalizações de redução do ritmo dos cortes de juros. As projeções já apontavam que a combinação de evolução bastante benigna da inflação, recuperação lenta da atividade, quadro internacional tranquilo e moderação das preocupações com o clima político, levariam o BC a manter o ritmo.
Neste cenário, segundo compilação feita pela Bloomberg, a maioria das instituições financeiras esperam que o Selic termine o ano entre 7% e 8%, com a autoridade passando a fazer cortes menores de juros a partir do encontro que ocorre em setembro. Isso levaria o ciclo de afrouxamento monetário ao fim, no mais tardar, no começo de 2018.
Confira o comunicado na íntegra:
O Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em um ponto percentual, para 9,25% a.a., sem viés.
A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:
O conjunto dos indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom permanece compatível com estabilização da economia brasileira no curto prazo e recuperação gradual. O recente aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia impactou negativamente índices de confiança dos agentes econômicos. No entanto, a informação disponível sugere que o impacto dessa queda de confiança na atividade tem sido, até o momento, limitado;
O cenário externo tem se mostrado favorável, na medida em que a atividade econômica global tem se recuperado gradualmente, sem pressionar as condições financeiras nas economias avançadas. Isso contribui para manter o apetite ao risco em relação a economias emergentes. Além disso, houve arrefecimento de possíveis mudanças de política econômica em alguns países centrais;
O comportamento da inflação permanece favorável com desinflação difundida, inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. Até o momento, os efeitos de curto prazo do aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia não se mostram inflacionários nem desinflacionários;
As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus recuaram para em torno de 3,3% para 2017 e para 4,2% para 2018 e encontram-se em torno de 4,25% para 2019 e 4,0% para 2020; e
No cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom recuaram para em torno de 3,6% para 2017 e 4,3% para 2018. Esse cenário supõe trajetória de juros que alcança 8,0% ao final de 2017 e mantém-se nesse patamar até o final de 2018.
Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros em um ponto percentual, para 9,25% a.a., sem viés. O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária.
O Copom ressalta que a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá de fatores conjunturais e das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira. O Comitê entende que a evolução do processo de reformas e ajustes necessários na economia (principalmente das fiscais e creditícias) é importante para a queda das estimativas da taxa de juros estrutural. Essas estimativas continuarão a ser reavaliadas pelo Comitê ao longo do tempo.
O Copom ressalta que a manutenção das condições econômicas, até este momento, a despeito do aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia, permitiu a manutenção do ritmo de flexibilização nesta reunião. Para a próxima reunião, a manutenção deste ritmo dependerá da permanência das condições descritas no cenário básico do Copom e de estimativas da extensão do ciclo. O ritmo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação

É hora de vender os títulos IPCA+?
17/05/2017

É hora de vender os títulos IPCA+?

Após a elevada taxa de rendimentos até aqui, será que é hora de vender os títulos IPCA+? Segundo o assessor financeiro, Juliano Custódio, a resposta é sim

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