10/05/2026
O QUE MINHA MÃE ME ENSINOU SOBRE INVESTIMENTOS
Não, a dona Sophia não é financista, nunca leu Warren Buffett nem sabe das maravilhas dos dividendos.
Mas quanto mais gestores, economistas, empresários e especialistas em finanças eu entrevisto no .oficial , mais percebo que muitas lições sobre investimento eu aprendi com essa mulher.
A Faria Lima adora dar nomes sofisticados para coisas simples.
“Controle de risco.”
“Alocação de capital.”
“Juros compostos.”
“Skin in the game.”
“Margem de segurança.”
Tudo isso é muito bonito. Mas quando você tira o financês e a sofisticação, entram as lições que dona Sophia me passou:
Cuidar bem do que é seu.
Não gastar mais do que pode.
Ser confiável.
Não se desesperar em momentos difíceis.
Minha mãe nunca falou sobre “juros compostos”, mas me ensinou isso na prática.
Porque juros compostos são pequenas atitudes repetidas por muito tempo.
O cuidado diário.
O conselho repetido mil vezes, que a gente só entende anos depois.
A preocupação silenciosa.
Mãe também é o primeiro comitê de risco da nossa vida. Antes de vivenciar qualquer circuit breaker ou stress test, ela já perguntava:
“Você vai sair com quem?”
“Volta que horas?”
“Comeu direito?”
“Leva o casaco!”
Buffett e Munger passaram a vida dizendo que uma das grandes chaves do sucesso é evitar os grandes erros.
Não precisa acertar tudo. Não precisa ser o mais brilhante da sala. Você só precisa não se destruir.
Minha mãe, sem nunca ter ido à Berkshire Hathaway, já sabia disso.
Não atravesse no vermelho.
Não ande com gente errada.
Não minta.
Não seja arrogante.
Não compre briga à toa.
Não prometa o que não pode cumprir.
Não ache que o mundo te deve alguma coisa.
Não seja ingrato.
No fim, a mãe é a primeira gestora da nossa vida.
Ela administra nossos medos, excessos, fragilidades, sonhos e crises.
Pega uma small cap totalmente volátil e com governança bagunçada — chamada filho — e tenta transformar em alguma coisa decente.
Nem sempre com método. Nem sempre com calma. Mas sempre com amor.
Obrigado, mãe 💙