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A Braskem protocolou recuperação extrajudicial para renegociar US$ 10,9 bilhões em dívidas, cerca de R$ 56 bilhões. O pe...
27/08/2026

A Braskem protocolou recuperação extrajudicial para renegociar US$ 10,9 bilhões em dívidas, cerca de R$ 56 bilhões. O pedido veio um dia depois de vencer a proteção contra credores que a empresa usava desde junho, e o que ela ganhou com isso foram 90 dias.

A palavra "extrajudicial" parece detalhe técnico, mas é o centro da história. Nessa modalidade, a empresa negocia com os credores por fora e leva o acordo já costurado para o juiz homologar, e basta uma fatia deles aderir para valer para os demais. É o caminho de quem ainda tem musculatura: a recuperação judicial carimba a empresa, trava fornecedor e afugenta cliente.

A Braskem tentou evitar até esse passo. Foram três rodadas de proposta ao grupo de bondholders, que reúne gestoras como Capital Group e AllianceBernstein e fundos de distressed como Elliott e Strategic Value Partners. A oferta era alongar vencimentos em cinco anos, cortar o cupom em 2 pontos percentuais e pagar até 100% dos juros em P*K entre julho de 2026 e dezembro de 2028.

P*K signif**a que o juro não sai em dinheiro: ele é somado ao saldo devedor. A dívida não deixa de existir, ela cresce enquanto a empresa respira. Os credores chamaram a proposta de inteiramente insatisfatória.

A pressa tem número. Pelas projeções que a própria empresa apresentou aos credores, sem avanço na reestruturação a Braskem fecharia dezembro de 2026 com caixa livre negativo em US$ 821 milhões, e só no terceiro trimestre o serviço da dívida soma US$ 878 milhões.

Os credores também não querem a mesma coisa. Bancos como Banco do Brasil, BNDES, Itaú, Bradesco e Santander preferem alongar prazos. Bondholders como Contrarian e Elliott pressionam por capitalização de até US$ 4 bilhões com participação da Petrobras, mais garantias e conversão de dívida em ações. Um lado quer esperar, o outro quer dinheiro novo e um pedaço da empresa.

Some a isso a Braskem Idesa, joint venture com o grupo mexicano Idesa, que entrou em Chapter 11 nos Estados Unidos com plano para reduzir a dívida sênior de US$ 2,5 bilhões para US$ 1,6 bilhão e aporte de US$ 476 milhões da própria Braskem.

O Habib's entrou em recuperação judicial. E o número que explica o caso não está no balanço dele.Os processos no Brasil ...
27/08/2026

O Habib's entrou em recuperação judicial. E o número que explica o caso não está no balanço dele.

Os processos no Brasil subiram 65% em três anos. São 6.341 empresas nessa situação hoje, contra 3.823 três anos atrás, segundo a consultoria RGF. É o maior patamar desde julho de 2023, puxado por agronegócio, transporte e varejo.

O que une esses casos não é o setor. Alimentação, petroquímica, energia, varejo e agro não têm nada em comum. A dívida tem.

O grupo Gennius, que controla Habib's, Ragazzo e Tendall Grill, protocolou o pedido com mais de R$ 265 milhões em dívidas. Na mesma semana, a Braskem protocolou recuperação extrajudicial de R$ 56 bilhões. Antes vieram Casas Bahia, Lojas Marabraz com R$ 140 milhões, Raízen com R$ 61,4 bilhões e o GPA com R$ 4,57 bilhões.

Se parece que tem uma empresa grande quebrando por semana, é porque tem. E a explicação é mais simples do que a lista de nomes sugere: quase todas contrataram dívida no mesmo momento, quando a Selic estava em 2% ao ano. Naquele cenário, tomar dinheiro emprestado para crescer era barato e a conta cabia no orçamento.

Aí a Selic foi a 15%, o maior nível em quase vinte anos, e hoje está em 14%. A mesma dívida passou a custar várias vezes mais.

Tem um segundo ingrediente, que é o que fecha a porta. Com juro alto, o crédito também encarece e f**a mais seletivo. Empresa que contava com rolar a dívida no vencimento não conseguiu rolar, não porque parou de faturar, mas porque ninguém quis financiar de novo.

Repare no que isso signif**a: o problema não está na capacidade de gerar receita, está no que sobra depois dos juros. Uma empresa pode vender bem, ter cliente e operação de pé, e ainda assim não pagar o custo financeiro do que tomou emprestado três anos atrás.

Vale dizer o que recuperação judicial não é: não é falência. É um instrumento para renegociar dívida e manter a empresa funcionando, com os empregos e os fornecedores.

Enquanto a Selic seguir nesse patamar, a tendência apontada por quem acompanha reestruturação é que o número continue subindo. O estoque de dívida contratada na era do dinheiro barato ainda está vencendo.

ETFs de renda fixa batem recorde de captação.Em junho, pela primeira vez na história, o dinheiro em ETF de renda fixa pa...
26/08/2026

ETFs de renda fixa batem recorde de captação.

Em junho, pela primeira vez na história, o dinheiro em ETF de renda fixa passou o de ETF de ações no Brasil: R$ 60,8 bilhões contra R$ 55,8 bilhões. O produto nasceu no mundo como jeito barato de comprar uma cesta de ações. Aqui virou instrumento de renda fixa.

Só em 2026 já entraram R$ 34,1 bilhões em ETFs no país, o maior valor da série histórica da Anbima e 47% acima de todo o ano de 2025. Mais de R$ 27 bilhões foram para renda fixa, mais de 80% do fluxo. Um ano antes, a categoria inteira somava R$ 13,2 bilhões de patrimônio.

Se você tem dinheiro em fundo DI ou fundo de renda fixa de banco, esse movimento é sobre a sua carteira. É de lá que boa parte desse dinheiro está saindo.

Três coisas explicam. A Selic alta, que colocou a renda fixa no centro da carteira. O custo, porque replicar índice sai mais barato que gestão ativa. E a ausência de come-cotas, que é o que realmente move a agulha: no fundo tradicional a Receita antecipa imposto em maio e novembro, e cada antecipação tira uma fatia do dinheiro que nunca mais volta a render. No ETF, o imposto só aparece na venda.

Ou seja, a migração não é atrás de retorno maior. É atrás de parar de vazar.

O caso do LFTB11, um dos ETFs de renda fixa mais negociados da B3, mostra o quanto isso é deliberado: cerca de 91% da carteira está em LFT, que acompanha a Selic, e 9% em NTN-B longa. Essa fatia de 9% não está lá para buscar retorno. Ela existe para o fundo cumprir uma exigência de prazo médio de carteira, que é o que garante a alíquota fixa de 15% de imposto.

E aqui vai o que mais importa na hora de escolher: existem três famílias debaixo do mesmo nome. Os pós-fixados seguem a Selic e quase não oscilam. Os de inflação carregam NTN-B, e quando o juro futuro sobe eles caem, podendo passar meses no vermelho. Os prefixados travam uma taxa, e o preço cai se o juro subir depois da compra.

São 65 ETFs de renda fixa listados no Brasil. O que separa um do outro não está no nome, está no índice que ele replica. Antes de comprar qualquer um, olhe qual índice o ETF replica, qual a taxa de administração e qual a liquidez em tela.

Estrangeiros tiraram R$ 20,4 bilhões da bolsa brasileira em agosto. E o saldo do ano continua positivo em R$ 15,98 bilhõ...
24/08/2026

Estrangeiros tiraram R$ 20,4 bilhões da bolsa brasileira em agosto. E o saldo do ano continua positivo em R$ 15,98 bilhões.

As duas coisas são verdade ao mesmo tempo, e é por isso que o número da manchete diz menos do que parece.

O que aconteceu: até 18 de agosto, os estrangeiros compraram R$ 192,9 bilhões e venderam R$ 213,4 bilhões na B3. Num único pregão, dia 11, saíram R$ 4,7 bilhões, a maior retirada diária desde abril de 2021. No mesmo período o Ibovespa emendou 11 quedas seguidas, a maior sequência desde agosto de 2023.

O contexto que quase não aparece: o primeiro trimestre trouxe mais de R$ 53 bilhões para a bolsa brasileira, com R$ 26,3 bi em janeiro, R$ 15,4 bi em fevereiro e R$ 11,7 bi em março. O fluxo virou a partir de maio, com saídas de R$ 13,3 bi e depois R$ 7,8 bi em junho. Julho voltou ao positivo. Agosto trouxe a maior saída do ano.

Somando tudo, o ano segue positivo. O que está sendo desfeito agora é a entrada do começo do ano.

Uma nota sobre os dados: existem dois números circulando. A Elos Ayta reporta R$ 15,63 bilhões até 13 de agosto, excluindo IPOs e ofertas subsequentes. Os dados diretos da B3 apontam R$ 20,4 bilhões até o dia 18. São recortes diferentes, com datas e metodologias diferentes, e comparar os dois como se fossem a mesma coisa leva a erro.

Para dar tamanho: em março de 2020, no auge da pandemia, saíram R$ 24,2 bilhões da B3.

Agosto ainda não terminou. Só o mês fechado vai dizer onde esse número para.

Dados da B3 e da Elos Ayta, com corte em 18/08/2026. Conteúdo informativo. A Mais Retorno é plataforma de dados, não distribui nem recomenda produtos. Rentabilidade passada não garante resultado futuro.

Pense na bolsa brasileira por três segundos…Provavelmente veio Petrobras, Vale e um banco grande. É assim que o país se ...
21/08/2026

Pense na bolsa brasileira por três segundos…

Provavelmente veio Petrobras, Vale e um banco grande. É assim que o país se enxerga no mercado: commodity e crédito.

Só que existe um índice da B3 que, em 20 anos de dados, entregou mais retorno que o Ibovespa sem uma única ação de petróleo, minério, soja ou celulose. É o UTIL, o índice de utilidade pública, formado por empresas de energia elétrica, saneamento e gás.

Dentro dele, Sabesp com 19% da carteira, Axia Energia (nome atual da antiga Eletrobras) com 18,9%, e depois Eneva, Equatorial, Copel, Copasa, Cemig, Energisa, Isa Energia e Engie Brasil. Só saneamento pesa 24%. Água e esgoto, na bolsa, em bloco. É a parte da infraestrutura brasileira que quase ninguém tem e que a maioria nem sabe que dá para comprar.

A diferença está no motor econômico. Petróleo e minério dependem de preço internacional, demanda chinesa e ciclo global, variáveis que ninguém aqui controla. Água e energia dependem de tarifa regulada, contrato longo e demanda que não some em recessão, com reajuste indexado à inflação por contrato.

E o número mais importante não é o retorno acumulado. Nos últimos 20 anos, o Ibovespa superou o CDI em apenas 19% das janelas de 10 anos. Em oito de cada dez décadas possíveis, o investidor teria f**ado melhor no ativo livre de risco. O UTIL passou no mesmo teste em 83% delas. Não é sobre ter rendido mais uma vez, é sobre ter valido a pena quase sempre.

O resto acompanha: 1.709% contra 419% do Ibovespa em 20 anos, IPCA + 9,2% ao ano contra IPCA + 2,7%, e queda máxima de 42% contra 60%.

A novidade é o acesso. Esse índice agora está disponível em uma única ordem, pelo UTLL11, ETF da Investo . Taxa de administração de 0,50% ao ano, sem come-cotas, IR de 15% apenas na venda, teto de 20% por empresa e rebalanceamento automático a cada quadrimestre.

Quanto da sua carteira hoje depende de ciclo global de commodity? Comenta aqui.

Mappin, Mesbla, Arapuã, Ricardo Eletro, Americanas. E agora a Casas Bahia, com pedido de recuperação judicial e passivo ...
18/08/2026

Mappin, Mesbla, Arapuã, Ricardo Eletro, Americanas. E agora a Casas Bahia, com pedido de recuperação judicial e passivo de R$ 17,3 bilhões.

Quando empresas diferentes, em décadas diferentes, com donos diferentes, terminam no mesmo lugar, o erro de gestão para de explicar. Sobra o modelo.

O varejo brasileiro cresceu vendendo crédito junto com o produto. O crediário nunca foi acessório do negócio, era o negócio. E juro alto aperta os dois lados ao mesmo tempo: encarece o capital de giro da empresa e a prestação do cliente. A inadimplência sobe justamente quando o dinheiro para financiar essa inadimplência f**a mais caro.

Aí a cadeia reage antes do mercado. Fornecedores e seguradoras encurtam prazo, o pagamento à vista drena o caixa que sustentava o estoque, o estoque menor vende menos, e vender menos aperta ainda mais o crédito.

A prova está em como a empresa tenta se salvar: a negociação de cerca de R$ 1 bilhão em financiamento com Banco do Brasil e Bradesco só existe pela via judicial, e parte do dinheiro iria recompor o estoque. Pediu-se proteção judicial em boa medida para voltar a comprar mercadoria.

O sinal que antecipa a queda não está na receita nem no número de lojas. Está no prazo que o fornecedor concede, na cobertura da seguradora de crédito e na velocidade com que o estoque gira. São dados públicos, e aparecem meses antes do prejuízo.

Na mesma semana, a dona das Lojas Marabraz também pediu recuperação judicial, com R$ 140,2 milhões em dívidas.

Conteúdo informativo. A Mais Retorno é plataforma de dados, não distribui nem recomenda produtos. Rentabilidade passada não garante resultado futuro.

O governo vai pagar hoje R$ 258 bilhões para quem investiu no Tesouro Direto. É o maior vencimento da história do progra...
17/08/2026

O governo vai pagar hoje R$ 258 bilhões para quem investiu no Tesouro Direto.

É o maior vencimento da história do programa, e quem colocou R$ 10 mil dez anos atrás está recebendo perto de R$ 30 mil.

Agora vem a parte difícil: o que fazer com esse dinheiro.

A resposta mais comum é deixar no Tesouro Selic, e hoje isso parece a escolha óbvia. A Selic está em 14% ao ano e a inflação perto de 5%, então sobra cerca de 9% de ganho real. O Tesouro IPCA+ paga inflação mais 7,75%, que é menos.

Só que um desses números está garantido e o outro não.

O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros. Se a Selic cair, seu rendimento cai junto, no dia seguinte. O Tesouro IPCA+ trava a taxa no dia da compra, e quem segura até o vencimento leva aquela taxa, aconteça o que acontecer.

E vale saber onde estamos: nos últimos 27 anos, o ganho acima da inflação de quem ficou no pós-fixado foi de cerca de 4,5% ao ano na maior parte do tempo. Os 9% de hoje são exceção, não regra.

O próprio título que venceu hoje mostra o quanto o momento da compra pesa. Quem comprou entre 2016 e 2018 ganhou do CDI em todas as datas possíveis. Quem comprou entre 2021 e 2023 não ganhou em nenhuma. Mesmo título, mesmo vencimento, taxa de entrada diferente.

Testamos as 2.377 datas em que era possível comprar esse título e comparamos cada uma com o CDI. O estudo completo é gratuito. Comenta TESOURO que a gente manda o link no privado.

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Analisamos 2.112 previdências dos cinco maiores bancos do país. Apenas 15 bateram o CDI em cinco anos.Brasilprev, Brades...
13/08/2026

Analisamos 2.112 previdências dos cinco maiores bancos do país. Apenas 15 bateram o CDI em cinco anos.

Brasilprev, Bradesco, Itaú, Caixa e Santander respondem por cerca de 80% de toda a previdência aberta do Brasil. Medimos em cota diária, contra CDI, poupança e IPCA, incluindo os 313 fundos já encerrados para não maquiar o resultado. Entre os 1015 produtos com cinco anos completos de cota, metade entregou menos de 76% do CDI.

Em um milhão de reais, isso signif**a R$ 188 mil a menos em cinco anos.

E o detalhe que torna o resultado mais duro: previdência tem vantagem tributária de verdade. Não sofre come-cotas e a alíquota pode cair até 10%. Mesmo assim, 17,8% dos produtos f**aram abaixo da poupança, que é isenta. Com o imposto aplicado, metade f**a.

Mas o achado mais importante do estudo é outro.

Refizemos o mesmo cálculo terminando cinco anos antes. Em 2021, com os mesmos fundos e as mesmas gestoras, 57% estavam acima do CDI. Hoje são 0,4%.

Não foi a gestão que mudou. Foi o ciclo de juros.

Isso não isenta ninguém. Mas muda a pergunta que o investidor precisa fazer. Em vez de "qual fundo rendeu mais nos últimos cinco anos", a pergunta passa a ser "esse resultado veio da gestão ou do cenário que acabou de passar".

O estudo completo está disponível, com o placar por casa, os trinta melhores de cada banco e o método inteiro aberto. Comenta PREVIDÊNCIA que a gente manda.

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Estamos caminhando para o fim dos fundos multimercados?Quando uma gestora fundada por um ex-presidente do Banco Central ...
10/08/2026

Estamos caminhando para o fim dos fundos multimercados?

Quando uma gestora fundada por um ex-presidente do Banco Central decide sair da gestão de multimercados para terceiros, o assunto deixa de ser performance e passa a ser modelo de negócio.

A Gávea Investimentos anunciou o fim da gestão de multimercados para terceiros e vai transferir a família Gávea Macro para a Bradesco Asset, em uma operação de cerca de R$ 2 bilhões ainda pendente de aprovação em assembleia. A casa concentra as atenções em private equity e no patrimônio dos próprios sócios.

Os números ajudam a explicar. O Gávea Macro Master FIM rendeu 64,1% do CDI em julho e, em 2025, teve o pior ano desde 2008, com 3,16% contra 14,3% do CDI.

Só que o caso não é isolado. Em 2025, os multimercados tiveram resgate líquido de R$ 58,8 bilhões, o maior de toda a indústria de fundos. Entre janeiro de 2022 e março de 2025, as saídas acumuladas somavam cerca de R$ 650 bilhões. O mercado deu nome ao fenômeno: espiral da morte. Menos retorno afasta cotista, o fundo encolhe, o custo fixo pesa mais, o gestor reduz risco e o retorno cai de novo.

A classe que chegou a reunir cerca de 2 mil fundos e R$ 160 bilhões em patrimônio vive a maior reorganização da sua história. Grimper Capital encerrou as atividades em 2023. SPX Capital descontinuou a divisão voltada a institucionais. O Fundo Verde teve o controle majoritário vendido à Vinci Compass. E a pressão vai além do CDI de dois dígitos: volatilidade geopolítica, inteligência artificial na precif**ação de ativos, fundos quantitativos e a migração acelerada para ETFs.

A pergunta que f**a não é se os multimercados acabam. É quanto de retorno acima do CDI a taxa cobrada precisa entregar para continuar fazendo sentido.

Antes de decidir sobre qualquer fundo, compare o acumulado contra o CDI, acompanhe a trajetória do patrimônio e observe a estabilidade da equipe de gestão. Na Mais Retorno você faz essa análise em minutos.

E aí, ainda faz sentido pagar taxa alta por gestão discricionária? Comenta aqui.

Cripto rendeu +45% em 5 anos. O CDI rendeu +78%. A mistura dos dois rendeu +85%.Some as partes e o todo é maior. Parece ...
22/07/2026

Cripto rendeu +45% em 5 anos. O CDI rendeu +78%. A mistura dos dois rendeu +85%.

Some as partes e o todo é maior. Parece um erro de matemática — é um dos fenômenos mais elegantes das finanças, e tem nome: Shannon's Demon, o prêmio de rebalanceamento.

Claude Shannon, o pai da teoria da informação, demonstrou nos anos 60 que ao misturar um ativo volátil com um estável e rebalancear para manter a proporção fixa, o portfólio supera a média ponderada dos dois. O rebalanceamento força a disciplina que todo investidor conhece mas quase ninguém executa: vender na alta, comprar na baixa — sistematicamente, sem emoção.

E quanto mais volátil o ativo, maior o prêmio. Por isso cripto é o combustível perfeito. É o que fazem os Hashdex 20 e 40, misturando o índice NCI com CDI.

A parte honesta: abrindo a régua até dez/2019, o NCI puro rendeu +689% — mais que qualquer mix. Só que com -70% de drawdown no caminho. Quem aguentou sem vender? Quase ninguém. O Hashdex 40 entregou +313% com Sharpe de 0,61, contra Sharpe negativo da cripto pura. Retorno competitivo, com muito menos noite mal dormida.

Esse tipo de estudo — comparar carteiras, testar rebalanceamentos, com dados reais do mercado brasileiro — você faz no MCP da Mais Retorno. Link na bio.

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