12/10/2018
Dólar fecha em alta e vai a R$ 3,77, com exterior e após pesquisa eleitoral
Moeda norte-americana subiu 0,45%; na semana, contudo, acumulou queda de 1,97%.
O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (11), depois de oscilar pela manhã, com a piora do cenário externo, mas o atual cenário político impediu uma maior desvalorização da moeda brasileira.
Os principais mercados globais tiveram uma sessão de fortes perdas. No entanto, esse movimento foi contido no Brasil por causa da última pesquisa Datafolha de intenção de votos para o segundo turno da eleição presidencial. O levantamento mostrou Jair Bolsonaro (PSL), um candidato considerado mais reformista pelo mercado, na frente de Fernando Haddad (PT).
A moeda norte-americana subiu 0,45%, vendida a R$ 3,7786. Veja mais cotações. Na mínima do dia, chegou a R$ 3,7180, e na máxima, a R$ 3,7856. O dólar turismo fechou a R$ 3,93, sem considerar impostos.
Na semana, o dólar acumulou queda de 1,97%. No mês de outubro, recua 6,42%. Já no acumulado do ano, tem valorização de 14,04%.
De acordo com operadores, o ambiente local também foi pautado pela cautela, já que amanhã será feriado no Brasil, deixando os ativos daqui mais vulneráveis ao risco de piora lá de fora.
No exterior, as bolsas norte-americanas tiveram novo dia de queda firme, com os investidores preocupados com uma ação mais forte do Federal Reserve, banco central do país, com a guerra comercial entre EUA e China e ainda com as previsões de menor crescimento global do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou novamente o Fed pelo aumento dos juros, mas seu assessor econômico, Larry Kudlow, negou que ele estivesse endereçando a política de juros do Fed.
O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 3,465 bilhões do total de US$ 8,027 bilhões que vence em novembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.
O que se observou nos últimos dias, principalmente após o primeiro turno da eleição, foi a busca por novos níveis de equilíbrio para o mercado brasileiro. Em termos técnicos, a cotação do dólar rompeu alguns pontos importantes de suporte.
Um deles foi a região de R$ 3,78, já que representa cerca de 38% do caminho entre a máxima perto de R$ 4,20 alcançada em setembro e a mínima em torno de R$ 3,13 atingida no começo do ano. A marca de 38% é uma das linhas de uma ferramenta de análise técnica chamada Retração de Fibonacci. Além disso, o dólar já está girando abaixo de suas médias móveis de 200 e 100 dias.
Na véspera, o dólar subiu 1,42%, vendido a R$ 3,7617, repercutindo declarações do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) sobre a reforma da Previdência e Eletrobras.