07/05/2026
No Dia da Luta contra a Endometriose, precisamos falar sobre números. Não apenas os de saúde, mas os de gestão. A endometriose afeta cerca de 10% da população feminina no Brasil, a maioria em plena idade produtiva.
O tamanho do impacto no RH
A falta de um diagnóstico precoce e de um suporte adequado gera um ciclo de perdas para a empresa:
Absenteísmo e Afastamentos: Estima-se que mulheres com sintomas graves de endometriose percam, em média, 11 horas de produtividade por semana.
Presenteísmo: A colaboradora está no posto de trabalho, mas sua capacidade cognitiva e funcional é drasticamente reduzida pela dor crônica.
Sinistralidade elevada: Sem uma gestão coordenada, a paciente percorre um "labirinto" de pronto-socorros e exames desnecessários, onerando o plano de saúde sem resolver a causa raiz.
Do diagnóstico à solução: Gestão Integrada
Como o RH pode transformar esse cenário? O "remédio" não é apenas o plano de saúde, mas o Cuidado Coordenado:
Atenção Primária e Linhas de Cuidado: Implementar programas que identifiquem precocemente os sintomas, direcionando a colaboradora ao especialista certo, evitando o desperdício de recursos.
Educação Corporativa: Promover letramento em saúde para reduzir o estigma. Ambientes empáticos diminuem o estresse, que é um gatilho para a piora de quadros inflamatórios.
Gestão de Dados: Utilizar inteligência de dados para mapear o perfil epidemiológico da população feminina e antecipar riscos.
Investir na saúde feminina não é apenas uma ação de bem-estar; é estratégia de gestão. Empresas que cuidam de forma integrada reduzem o absenteísmo e garantem a sustentabilidade do benefício saúde.