11/09/2026
O noticiário recente do mercado de tecnologia traz dois movimentos que ajudam a entender bem o momento que estamos vivendo.
De um lado, a Shiva, uma fintech brasileira focada em infraestrutura financeira e soluções de pagamento para empresas, anunciou a captação de R$ 52 milhões para acelerar seu crescimento.
De outro, a Stone, uma das maiores empresas brasileiras de tecnologia financeira e meios de pagamento, conhecida pelas maquininhas e soluções para o varejo, realizou uma nova rodada de demissões com mais de 350 profissionais, principalmente na área de tecnologia.
À primeira vista parecem movimentos opostos. Na prática, fazem parte da mesma lógica.
O capital continua disponível, mas ficou mais seletivo. Crescimento a qualquer custo perdeu espaço para eficiência, margem e sustentabilidade do negócio.
Durante alguns anos muitas empresas cresceram apoiadas principalmente na expectativa de escala. Agora o mercado quer ver modelo que se sustente: receita recorrente, operação eficiente e gestão disciplinada.
Capital ajuda. Mas não substitui gestão.
Essa é uma lição que vale para startups, fintechs e também para o nosso mercado de comunicação.