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Julho trouxe algum alívio para a bolsa brasileira, mas agosto já mostrou que ainda há pouco espaço para acomodação.O Ibo...
12/08/2026

Julho trouxe algum alívio para a bolsa brasileira, mas agosto já mostrou que ainda há pouco espaço para acomodação.

O Ibovespa encerrou julho com alta de 3,57%, interrompendo uma sequência de quatro meses de queda. O resultado refletiu uma melhora de percepção no fim do mês, principalmente depois de dados mais benignos de inflação e atividade no Brasil. Esse movimento também ajudou a trazer de volta o investidor estrangeiro, que terminou julho com entrada líquida superior a R$ 2,5 bilhões. Foi uma recuperação importante, mas ainda muito mais próxima de um alívio pontual do que de uma mudança estrutural na percepção sobre o país.

O cenário internacional continuou sendo uma fonte importante de pressão. A alta dos juros longos americanos e as dúvidas sobre a trajetória da inflação mantiveram o mercado global mais cauteloso, enquanto as tensões entre Estados Unidos e Irã e a questão do Estreito de Ormuz pressionaram o petróleo. O Brent acumulou forte valorização em julho, aumentando o risco de uma nova pressão sobre a inflação global. Ao mesmo tempo, a política monetária americana continuou cercada de incertezas, limitando o espaço para uma reprecificação mais favorável dos ativos de mercados emergentes.

No Brasil, a inflação ajudou a construir uma leitura mais confortável no curto prazo. O IPCA e outros indicadores recentes vieram melhores do que o esperado, enquanto alguns sinais de atividade apontaram para uma desaceleração da economia. A combinação é positiva para os juros, mas não suficiente para definir o próximo passo do Banco Central. A ata do Copom reforçou uma postura de cautela: mesmo com a inflação mais comportada, a autoridade monetária precisa avaliar se essa melhora é persistente e como irão evoluir as demais variáveis que podem pressionar os preços.

Essa distinção ficou ainda mais importante nos primeiros dias de agosto. Uma inflação corrente mais baixa pode refletir fatores pontuais e sazonais, enquanto as decisões do Banco Central precisam considerar o que vem pela frente. No cenário doméstico, isso inclui a trajetória fiscal, as expectativas de inflação e a proximidade das eleições.

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O primeiro semestre chegou ao fim com um mercado bastante diferente daquele que vimos nos primeiros meses do ano. Apesar...
13/07/2026

O primeiro semestre chegou ao fim com um mercado bastante diferente daquele que vimos nos primeiros meses do ano. Apesar do Ibovespa ainda acumular alta de 6,7% no período, junho marcou o quarto mês consecutivo de queda da bolsa brasileira. Mais do que uma simples realização de lucros, esse movimento mostrou que o principal motor das altas no início do ano começou a perder força: o fluxo de capital estrangeiro.

Grande parte da valorização observada entre janeiro e março foi consequência de uma mudança tática de alocação dos investidores globais. Em um ambiente de maior incerteza nos Estados Unidos, muitos gestores reduziram exposição aos ativos americanos e aumentaram participação em mercados emergentes. O Brasil apareceu como um dos principais beneficiados, combinando juros elevados, empresas negociadas a preços atrativos e elevada liquidez. Mas ficou claro que isso não significava, necessariamente, uma mudança estrutural na visão sobre o país. O investidor enxergava uma oportunidade de capturar retorno em um mercado barato, não uma convicção de longo prazo sobre a economia brasileira.

Essa leitura ficou mais evidente ao longo do segundo trimestre. Conforme as bolsas americanas voltaram a ganhar força e surgiram novas oportunidades de investimento nos Estados Unidos, parte desse capital começou a retornar para lá. Ao mesmo tempo, permaneceram praticamente inalterados alguns problemas que ainda impedem uma visão mais construtiva para o Brasil no longo prazo. As preocupações com a trajetória fiscal seguem presentes e o cenário eleitoral adiciona um componente importante de incerteza, levando muitos investidores a preferirem acompanhar os próximos desdobramentos antes de aumentar sua exposição ao país. A partir daqui, a pergunta deixa de ser “para onde foi o capital?” e passa a ser “o que poderá trazê-lo de volta?”.

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Após um longo período em que a bolsa brasileira figurou entre os destaques globais, maio marcou uma mudança importante d...
11/06/2026

Após um longo período em que a bolsa brasileira figurou entre os destaques globais, maio marcou uma mudança importante de comportamento no mercado. O Ibovespa caiu mais de 7%, no seu pior mês em mais de três anos, interrompendo a sequência de otimismo que vinha desde o início do ano. Mais do que a magnitude da correção, chamou atenção a mudança de comportamento do investidor estrangeiro, que passou de principal motor da alta para protagonista do movimento de venda observado nas últimas semanas.

Esse movimento ganha ainda mais importância quando lembramos que o investidor estrangeiro responde atualmente por pouco mais de 60% do volume negociado na bolsa brasileira. Nos primeiros meses do ano, foi justamente esse fluxo que sustentou boa parte do rali do mercado, atraído por juros elevados, empresas negociadas a preços atrativos e pela busca global por diversificação diante das incertezas envolvendo os Estados Unidos. Em maio, porém, esse mesmo capital começou a reduzir exposição. A saída líquida de recursos foi expressiva e serviu como lembrete de que o fluxo que impulsiona os preços também pode acelerar correções quando o ambiente se torna menos favorável.

Os números ajudam a dimensionar essa mudança de humor. Desde as máximas registradas neste ano, a saída líquida de capital estrangeiro já se aproxima de R$ 30 bilhões — volume superior a toda a entrada líquida observada ao longo de 2025, que foi de aproximadamente R$ 25 bilhões. Isso ajuda a explicar por que o mercado brasileiro passou a enfrentar um período mais prolongado de realização, acumulando uma rara sequência de oito semanas consecutivas de queda.

Parte desse fluxo também parece estar encontrando novas alternativas. Enquanto a bolsa brasileira corrigia, os mercados americanos voltaram a ganhar força, com o S&P 500 registrando recuperação relevante desde o fim de abril. Além disso, operações de grande porte, como o aguardado IPO da SpaceX, voltaram a atrair a atenção dos investidores globais e contribuíram para redirecionar recursos para os Estados Unidos. Em outras palavras, o capital que antes buscava diversificação fora do dólar voltou a encontrar motivos para permanecer mais próximo de casa

O mês de abril mostrou que o mercado entrou em uma nova fase: ainda há apetite por risco e fluxo relevante para a bolsa ...
11/05/2026

O mês de abril mostrou que o mercado entrou em uma nova fase: ainda há apetite por risco e fluxo relevante para a bolsa brasileira, mas a tolerância dos investidores aos ruídos externos parece menor do que nos últimos meses. Depois de uma sequência histórica de recordes no início do ano, o Ibovespa praticamente zerou abril — encerrando o período com leve estabilidade —, mas ainda sustentando uma das melhores performances do mundo em 2026. O curioso é que, mesmo após semanas marcadas por guerra no Oriente Médio, volatilidade no petróleo e realização parcial de lucros, o mercado brasileiro continuou demonstrando resiliência.

Essa resistência tem uma explicação importante: o fluxo estrangeiro segue sendo o principal motor da bolsa. O Brasil continua atraindo capital em um ambiente global mais desconfortável para os Estados Unidos, com investidores buscando diversificação, juros elevados e mercados ainda descontados. Além disso, o país reúne algumas características que se tornaram raras no cenário atual: forte exposição a commodities, taxa de juros real elevada e um mercado relativamente líquido dentro do universo emergente. Não por acaso, mesmo após momentos de estresse mais intenso em abril, o estrangeiro voltou a comprar bolsa brasileira nas quedas.

Ao mesmo tempo, abril também deixou mais claro que esse movimento não é totalmente linear. O Ibovespa viveu “dois mundos” ao longo do mês: chegou muito próximo dos 200 mil pontos em meio ao forte otimismo com fluxo estrangeiro e expectativa de queda da Selic, mas perdeu força conforme o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã ganhou novos capítulos. Nos últimos dias do mês, inclusive, houve saída líquida relevante de capital estrangeiro da bolsa brasileira, mostrando que, embora o Brasil siga bem posicionado nesse ambiente global, esse fluxo continua bastante sensível ao aumento das incertezas. O petróleo voltou a ocupar o centro das atenções, trazendo preocupação sobre inflação global e juros mais altos por mais tempo. Esse continua sendo o principal risco para os mercados: um choque prolongado de energia poderia mudar completamente o cenário que sustentou a alta dos ativos até aqui.

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O mês de abril começou marcado por um tema que dominou o noticiário ao longo de março: o conflito envolvendo Estados Uni...
13/04/2026

O mês de abril começou marcado por um tema que dominou o noticiário ao longo de março: o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. E os efeitos já ficaram claros nos mercados. As principais bolsas globais encerraram o mês com quedas relevantes, refletindo o aumento da aversão ao risco — com perdas superiores a 5% nos Estados Unidos e ainda mais intensas na Europa e na Ásia. O Brasil, por outro lado, mostrou resiliência. O Ibovespa recuou apenas 0,7% no período — seu primeiro mês negativo desde julho do ano passado — e conseguiu preservar boa parte desse desempenho justamente no último pregão, já sob efeito de um alívio importante no cenário externo.

Esse alívio começou com uma mudança de tom do presidente americano no final do mês, sinalizando uma possível contenção do conflito no curto prazo. A leitura que passou a prevalecer é de que, apesar da gravidade dos eventos, há pouco interesse das partes em uma escalada prolongada. Do lado americano, o custo político de um conflito mais longo tende a ser elevado, especialmente em um ambiente de queda de popularidade e necessidade de apoio do Congresso. Já o Irã também não tem incentivos claros para sustentar um confronto aberto. Esse conjunto de fatores ajudou a reduzir a probabilidade de um choque mais duradouro — e foi determinante para a melhora do humor dos mercados no fim do mês.

Ainda assim, a preocupação mais imediata segue sendo o petróleo. O Irã ocupa uma posição estratégica na oferta global, especialmente pela proximidade com o Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela relevante da produção mundial. Qualquer ameaça à circulação nessa região tende a pressionar os preços. E, caso esse movimento volte a ganhar força, o impacto vai além da commodity: energia mais cara significa mais pressão inflacionária, o que pode adiar — ou até interromper — o ciclo de queda de juros que o mercado vinha esperando.

Acesse o link abaixo e confira o relatório na íntegra.

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05/04/2026
Após mais um mês de recordes, a euforia dos investidores com o Brasil começa a ser testada de verdade. Ao longo dos últi...
15/03/2026

Após mais um mês de recordes, a euforia dos investidores com o Brasil começa a ser testada de verdade. Ao longo dos últimos 12 meses, o mercado conseguiu absorver eventos de grande magnitude — como tarifaços, crises diplomáticas e até conflitos armados — sempre acompanhado por um fluxo crescente de capital estrangeiro. Desta vez, porém, a reação parece ter sido diferente diante da guerra entre Estados Unidos e Irã.
O episódio mais recente entre americanos e persas, em que os EUA atacaram três usinas nucleares iranianas em uma operação que durou poucas horas, gerou apreensão nos mercados, mas sem grandes consequências naquele momento, já que não houve escalada no conflito. Na ocasião, a ofensiva parecia estratégica e pontual. Agora, em uma nova operação muito mais letal — que resultou na morte de diversos integrantes do alto escalão militar iraniano — o impacto é bem mais profundo e pode trazer consequências relevantes para a ordem geopolítica.
Em qualquer conflito, o maior receio é sempre o envolvimento de outros países. Naturalmente, há preocupação maior com relação a China e Rússia, que são potências com grande capacidade militar e historicamente antagonistas aos Estados Unidos. Embora esse cenário seja possível, ainda parece improvável neste momento. Ainda assim, mesmo sem uma escalada global, a alta nos preços do petróleo já se torna um fator preocupante. Trata-se de uma commodity central para a economia mundial, com impacto direto em praticamente toda a cadeia de produção. Estima-se que cerca de 20% do petróleo transportado no mundo passe pelo Estreito de Ormuz — região que não é formalmente controlada pelo Irã, mas onde o país tem capacidade de dificultar significativamente o tráfego marítimo.
Isso, no entanto, não significa necessariamente o fim do rali da bolsa. Depende muito da duração do conflito e de seus efeitos indiretos, já que um cenário mais prolongado poderia levar o mundo novamente a conviver com juros elevados por mais tempo. Por outro lado, caso a guerra seja curta e não se arraste por meses, o mercado ainda pode encontrar espaço para avançar com base nos mesmos fundamentos que trouxeram capital estrangeiro e impulsionaram as altas recentes.

O rali da bolsa continua — e desta vez ainda mais intenso. O primeiro mês do bio poderia ter sido marcado por realizaçõe...
11/02/2026

O rali da bolsa continua — e desta vez ainda mais intenso. O primeiro mês do bio poderia ter sido marcado por realizações de lucro, mas acabou se tornando o melhor janeiro em 20 anos, com alta de 12,56%. Como diz a famosa frase de mercado, contra fluxo não há argumentos. O movimento “Sell America”, observado ao longo de boa parte de 2025 com investidores reduzindo exposição a ativos norte-americanos, se intensificou em janeiro. Como resultado, a bolsa brasileira registrou entrada líquida de aproximadamente R$ 26 bilhões — o equivalente, em apenas um mês, a todo o fluxo observado ao longo de 2025 inteiro.

Alguns fatores ajudam a explicar esse movimento extraordinário. Além da causa principal dessa tendência global, com investidores buscando diversificação de portfólios para mitigar os riscos da política agressiva de Donald Trump, a busca por rentabilidade também teve papel relevante. Ao longo de 2025, o Federal Reserve promoveu três cortes na taxa básica de juros e já sinaliza novas reduções para este ano, diminuindo o retorno das Treasuries e aumentando a procura por mercados emergentes.

Além disso, fatores mais específicos colocaram a América Latina no radar dos investidores: mercados acionários ainda pouco explorados em alocações internacionais, empresas negociadas a múltiplos descontados, forte relevância em commodities e as pautas liberais ganhando maior espaço na região. Nesse contexto, mesmo com problemas alarmantes na condução da política econômica, o Brasil se destaca entre seus pares como líder regional, com um mercado mais maduroe ainda com taxas de juros atrativas para o “carry trade”.

Mas há outro ponto de grande relevância: o início do ciclo de queda da Selic. Embora o Bacen não tenha feito cortes em janeiro, o mercado trabalha com a possibilidade de redução ainda no primeiro trimestre, com espaço para que a taxa chegue entre 12% e 11% ao final de 2026. Reduções além desses níveis dependeriam de maior controle fiscal, mas esse primeiro movimento já tende a gerar mais tração para os ativos de risco, sobretudo por meio da redução do custo de capital e da reprecificação das empresas.

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O ano de 2026 já tinha tudo para ser bastante movimentado, com mais uma eleição polarizada no horizonte. Mas, para agita...
11/01/2026

O ano de 2026 já tinha tudo para ser bastante movimentado, com mais uma eleição polarizada no horizonte. Mas, para agitar ainda mais o tabuleiro logo na largada, o presidente americano Donald Trump decidiu seguir recomendações recentes e começar o ano “com os dois pés”. A invasão ao território venezuelano e a prisão do ditador Nicolás Maduro dividiram opiniões entre políticos, juristas, economistas e militares, mas certamente adicionam um novo ponto de atenção aos mercados — em um tema que tende a permanecer relevante por um longo período.

Ainda assim, vale lembrar que as políticas mais agressivas do presidente americano acabaram beneficiando o mercado brasileiro no ano passado. Foi um ano que começou cercado de incertezas e preocupações, mas terminou com resultados bastante positivos para os investidores. O Ibovespa encerrou 2025 com alta de 34%, o melhor desempenho em uma década, enquanto o dólar recuou 11% após ter atingido sua máxima histórica no fim de 2024. Diante desse retrato, o desfecho do ano surpreendeu até mesmo os mais otimistas. Isso, no entanto, não significa que os principais problemas internos tenham sido resolvidos.

Como diz o conhecido jargão de mercado, bolsa não é PIB. Em outras palavras, o desempenho dos ativos não reflete necessariamente a realidade da economia brasileira, que ainda carrega indicadores preocupantes. O maior deles segue sendo a situação fiscal. O endividamento público já alcançou R$ 10 trilhões, o equivalente a 79% do PIB. Ao mesmo tempo, o governo resiste a medidas de contenção de gastos e mantém foco quase exclusivo no aumento da arrecadação, com a carga tributária atingindo 35% do PIB — além de novos impostos previstos para 2026. E, se reduzir despesas já foi um desafio ao longo de todo o mandato, é razoável esperar que esse quadro se torne ainda mais delicado em um ano eleitoral.

Clique no link abaixo e veja o relatório na íntegra, com os principais dados de mercado e análises dos nossos especialistas.

https://bit.ly/4jFr9WC

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