FUNDAÇÃO CIENTÍFICA REIS DE LEÃO E DAS ASTÚRIAS

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03/08/2026

Golpe da ECT + Alfândega do Brasil
"VOCÊ TEM UM PACOTE
RETIDO NA FISCALIZAÇÃO!
BE 658 194 947 BR - ED 895 102 959 BR" não paguem, não entregam!

03/08/2026

Golpe ECT + Alfândega
VOCÊ TEM UM PACOTE
RETIDO NA FISCALIZAÇÃO!
CI 304 188 622 BR

01/08/2026

Golpe ECT+Alfândega do Brasil
Correios (67) 98467-0417 Comunicam sua Mercadoria Retida na Aduaneira Alfandegária só liberada com Taxas, mas nunca entregam!

31/07/2026

Golpe da ECT + Alfândega do Brasil informa mercadoria retida (ED 895 102 959 BR) só libera se pagar taxa!

https://youtu.be/G0xWuwiWJZw?is=ZtYqxZQxA7k-9Wxk"A Poética Indomável de Augusto dos Anjos: Recepção & Transgressão, o Pú...
31/07/2026

https://youtu.be/G0xWuwiWJZw?is=ZtYqxZQxA7k-9Wxk
"A Poética Indomável de Augusto dos Anjos: Recepção & Transgressão, o Público do Poeta de o 'EU'", a ser lançado em 2026 por Montgomery Vasconcelos, "1 Requiem Também à Poética de Alexei Bueno & de Augusto dos Anjos", além de o ator Luís Carlos Vasconcelos, 8 Anos Sem Aírton José, o "Bolinha", o 1° Parahyba na Academia Brasileira de Letras/ABL, Pereira da Silva, em modo virtual e o 23° Recital de Passagem à "Canoa da Ilusão" do poeta José Dumont no Poltrelhão da Leitura do programa Trem da Madrugada!
* Apresentadores: Montgomery Vasconcelos & Klleber Dumont

I. Sinopse da 318ª Edição do programa Trem da Madrugada!
Uma vez mais, repita-se aqui, ali, acolá e aos 4 cantos da Parahyba que ainda continuam às sugestões de novos quadros ao programa Trem da Madrugada, concebidos por Kleber Dumont, fechando ao 1º semestre de 2026, a saber: * Quando ele cantou o país parou! Ex.: Emílio Santiago. * Quando ela cantou o país parou! Ex.: Diana Pequeno. Músicas pelo Mundo: Artistas diversos, Andinos, Chineses, Belgas... Nem Eu Sabia... Ex.: A introdução do Hino nacional. Ex.: O Nego em nossa bandeira da Parahyba. O Trem e suas histórias... Na música... Na saúde... No assalto... No cinema. Ex.: Na música... O trem atrasou... Canta Roberto Paiva, composição de Arthur Villarinho, Estanislau Silva e Paquito. Ao finalizar à faixa os apresentadores Monty e Kleber contam suas Histórias sobre atraso no passeio ou com horário de trabalho... Encerrou com Nara Leão cantando "O Trem Atrasou"! Pouco Sonoro... Pérola da Internet... Hoje Tem... Rosaura Arrostica... e também... Kim Abbott...

I.I. Sinopse 2ª da Edição 318ª do Trem da Madrugada
"A Poética Indomável de Augusto dos Anjos: Recepção & Transgressão, o Público do Poeta de o 'EU'" com lançamento previsto, ainda, ao ano em curso de 2026 por Montgomery Vasconcelos, também, em modo virtual, traz o ator Luís Carlos Vasconcelos e o 23° Recital de Passagem à "Canoa da Ilusão", obra prima doutro poeta da Parahyba, desta feita, José Dumont no Poltrelhão da Leitura, quando ambos vão ao AR no programa Trem da Madrugada! Augusto dos Anjos, Montgomery Vasconcelos juntos aos demais multi-artistas,, também, tal qual um outro poeta indizível & indomável, verdadeiro heroi épico e quem carrega sozinho em os seus ombros desnudos à cultura popular de todas Gentes Originárias do Brasil, desde "O Homem Que Virou Suco"/1984, "Morte e Vida Severina"/1981 à nova epopeia "Canoa da Ilusão"/2025! Eis aqui, ali, acolá e aos 4 cantos do país e do planeta o seu Recital à 23ª Passagem do poema "Canoa da Ilusão" do autor e poeta épico José Dumont no Poltrelhão da Leitura do programa Trem da Madrugada!

II. Preâmbulo à 318ª Edição do programa Trem da Madrugada!
Em a sua Edição 318ª, ou ordinal, a trecentésima décima oitava, o programa Trem da Madrugada traz Montgomery José de VAsconcelos, mestre e doutor em poética de Augusto dos Anjos, o poeta mais original da literatura brasileira, segundo Alfredo Bosi, Imortal da Academia Brasileira de Letras/ABL numa nova era digital no 4º bloco que vai ao AR das 4 às 6 da manhã do sábado, a 1°/8/2026. Além ainda, logo no seu 2º bloco "Parahybanismo", fazer uma homenagem ao 142º Aniversário do poeta Augusto dos Anjos. Tendo antes no 1º bloco o quadro do Ouvinte.

Já no 3º bloco tratará sobre os feitos memoráveis de um heroi épico da Parahyba e quem carrega só em os seus ombros desnudos à cultura popular de todas Gentes Originárias do Brasil, desde a sua 7ª Arte, o cinema, em o filme "O Homem Que Virou Suco", Medalha de Ouro de Melhor Ator José Dumont no Festival de Cinema de Moscou/1984, "Morte e Vida Severina"/1982, à moderna epopeia brasiliana em "Canoa da Ilusão"/2025!

Daí, também, o 142º, centésimo quadragésimo segundo, Aniversário do poeta mais original da literatura brasileira, mais preciso, na máxima do último verso do soneto "Vencedor" de Augusto dos Anjos, a saber: "Que ninguém doma um coração de poeta!" Mais preciso quando assim o pontifica como se quisesse descrever José Dumont numa anacronia por meio de passagens dos séculos XX e XXI, coincidindo com o milênio 3°. Enfim, repita-se aqui, ali, acolá e aos quatro cantos do mundo até o final dos tempos: "Que ninguém doma um coração de poeta!" (Augusto dos Anjos, Pau d'Arco -1902 apud Rio de Janeiro In: "EU", 1912: 102)

Oxalá, também, que se repita uma vez mais aqui, ali, acolá e aos 4 cantos do Planeta o quadro novo Poltrelhão da Leitura, uma soberba obra de arte concebida por Klleber Dumont. O Poltrelhão da Leitura obteve estreia por meio de performance sobre abertura de o EU, "Monólogo de Uma Sombra", destacado dessa poética com edição do autor, o poeta mais original da literatura brasileira, Augusto dos Anjos, quem o publicou em 1912 na Cidade Maravilhosa de São Sebastião do Rio de Janeiro. O Poltrelhão da Leitura, também, vai ao AR na Edição 318ª, trecentésima décima oitava, 31, sexta-feira, de meia-noite às 6 h da manhã de sábado, a 1°/8/2026 no programa Trem Da Madrugada, apresentado por Montgomery Vasconcelos.

O programa de rádio Trem da Madrugada, em a sua Edição 318ª trecentésima décima oitima, sexta-feira, 17, de meia-noite às 6h da manhã de sábado, a 18/7/2026, traz em modo virtual, outro inédito escritor do Brasil, José Dumont por meio de os Cantos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI e XII de sua obra prima "Canoa da Ilusão", outra alusão à epopeia "Gilgamesh", o 1º poema épico de todas civilizações do Planeta! Além ainda de fazer denúncias radicais sobre descumprimento crasso da lei pétrea "A Erradicação do Analfabetismo no Brasil, Art. 214", Constituição Federal/1988, a consabida "Constituição Cidadã" por meio de o quadro "Vixe Como Tem Zé: de Zé Limeira a Zé Dumont".

II.I TREM DA MADRUGADA EDIÇÃO 317ª DIA 17 DE JULHO DE 2026

TEC - VHT HORA CERTA
LOC 1: HORA CERTA
TEC - VHT ABERTURA DO TREM
LOC 2: ESCALADA

TEC - BG DE SUSTENTAÇÃO…

* ATRAÇÕES DE HOJE NO TREM DA MADRUGADA!
QUANDO ELA CANTOU O PAÍS PAROU!
QUANDO ELE CANTOU O PAÍS PAROU!
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* NEM EU SABIA! ENTÃO FIQUE SABENDO POR MEIO DE SANTANA AQUI NO TREM DA MADRUGADA!
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* DUAS VEZES SUCESSO!
COM ALTEMAR DUTRA! ISSO MESMO! ALTEMAR DUTRA COM TODO O SEU TALENTO INTERPRETA GRANDES CLÁSSICOS DA MÚSICA BRASILEIRA!
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* 8 ANOS SEM AIRTON JOSÉ ' BOLINHA! UMA PAIXÃO DO POVO! HISTÓRIAS NO RÁDIO, PALCOS, CAMPANHAS E FAMÍLIA! FIQUE LIGADO!
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* PARAIBANISMO....HOJE TEM, BANDA OS TUAREGS e seus primeiros hits.
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* HOJE TAMBÉM TEM O VAGÃO UNIVERSO POPULAR DA MÚSICA COM HITS DE MUITO INSTRUMENTAL E VOZES QUE PROMETEM MEXER COM VOCÊ OUVINTE AMIGO…
* Vultos & Versos com Montgomery Vasconcelos... ANTÔNIO JOAQUIM PEREIRA DA SILVA O 1° PARAIBANO NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS/ABL…
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* PARECE QUE É…MAS NÃO É… QUEM É (?)
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TEC - VHT VEM AÍ A 1ª ATRAÇÃO…

QUANDO ELA CANTOU O PAÍS PAROU!
Quando FAFÁ DE BELÉM… Cantou em 1978 ( Banho de cheiro , música de Paulo André Barata e Ruy Guilherme Paranatinga Barata….
TEC SOLTA>>>>> BANHO DE CHEIRO

QUANDO ELE CANTOU O PAÍS PAROU!
SIDNEY MAGAL…
Quando SIDNEY MAGAL… Cantou em 1973 ( Se te agarro com outro te mato!, música de Jean Pierre e Cacho Castana…
TEC SOLTA>>>>> SE TE AGARRO COM OUTRO TE MATO
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* NEM EU SABIA!.....ENTÃO FIQUE SABENDO POR MEIO DE SANTANA AQUI NO TREM DA MADRUGADA… (Áudio no zap)
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* DUAS VEZES SUCESSO...
COM ALTEMAR DUTRA....ISSO MESMO! ALTEMAR DUTRA COM TODO O SEU TALENTO INTERPRETANDO GRANDES CLÁSSICOS DA MÚSICA BRASILEIRA…(no zap)
TEC - VHT 2 X SUCESSO
LOC : 2 NA PESQUISA MUSICAL DE MONTGOMERY VASCONCELOS>>>>
MÁRCIO GREYCK>>>> DELE E COBEL….APARÊNCIAS
TEC - SOLTA APARÊNCIAS COM MÁRCIO GREYCK.
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TEC - VHT 2 X SUCESSO
LOC : 2 NA PESQUISA MUSICAL DE MONTEGOMERY DE VASCONCELOS>>>>
ALTEMAR DUTRA>>> CANTA APARÊNCIAS>>>> DE MÁRCIO E COBEL.
TEC - SOLTA APARÊNCIAS COM ALTEMAR DUTRA.
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LOC : 2 * 8 ANOS SEM AIRTON JOSÉ ' BOLINHA...UMA PAIXÃO DO POVO…
TEC - VHT CANTADA>>>AIRTON JOPSÈ>>> BOLINHA>>> UMA PAIXÃO DO POVO.
LOC - 2 HISTÓRIAS NO RÁDIO, PALCOS, CAMPANHAS E FAMÍLIA...FIQUE LIGADO...
TEC - OS OFFS ESTÃO NO WHATSAPP (KLEBER DISCORRE)

TEC - VHT CONTOS DO BIG SHOW DO BOLINHA
KLEBER DISCORRE SOBRE O BIG SHOW< REGINALDO ROSSI E O CIRCO DE HORÁCIO CAMPELO EM BAYEUX>>>(GRAVADO COM TRILHAS)

TEC - VHT É PRA SE LASCAR… É PRA LEVANTAR POEIRA… VEM AÍ O COMUNICADOR DE PESO>>>>>> (CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS, JINGLES DIVERSOS)

TEC - DEPOIMENTOS DE FAMILIARES, AMIGOS E COMUNICADORES....(ZAP)
TEC - FECHA COM ÁUDIOS DAS BISNETAS, TERESA E JADE.(ZAP)
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TEC - VHT NA PARAÍBA TEM!
* PARAIBANISMO....HOJE TEM, BANDA OS TUAREGS.....e seus primeiros hits.
NÃO QUERO SABER>>>NESTE CÉU AZUL E AMOR PERDOA.
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* Vultos & Versos com Montgomery Vasconcelos

HOJE COM ANTÔNIO JOAQUIM PEREIRA DA SILVA
O 1° PARAIBANO NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS/ABL

MONTE ABRE COM O DISCURSO>>>
* DISCURSO DO SR. A. J. PEREIRA DA SILVA

CREIO, Senhores,
Na imortalidade.
Ninguém me desengana
De que é divina a passionalidade
Da dor humana.

O que é pó, volta ao pó, mas a certeza
Desse destino igual
É condição da própria Natureza
E a minha crença é sobrenatural;
Pois, se tivesse os mesmos fundamentos
Da razão positiva,
Não se tornava cada vez mais viva
Nas horas dos soluços mais violentos.

Nas horas em que a morte prematura
Sem causa e sem razão
Priva os que ficam da melhor criatura
Que nossos olhos nunca mais verão.

Sim, creio em Deus! Em Deus, única Origem
E único Fim, e minha fé ovante
Aumenta a todo instante
Em que a dor e os meus erros mais me afligem.

Talvez fosse por mero comprazer
Que Hamlet chegasse àquela argúcia extrema
Do célebre dilema
Em que duvida do seu próprio Ser.

Quinto ocupante da Cadeira 18, eleito a 23 de novembro de 1933, na sucessão de Luís Carlos é recebido pelo Acadêmico Adelmar Tavares a 26 de junho de 1934. Recebeu o Acadêmico Múcio Leão.

Pereira da Silva (Antônio Joaquim Pereira da Silva), jornalista e poeta, nasceu em Araruna, Serra da Borborema, PB, a 9 de novembro de 1876, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, a 11 de janeiro de 1944.

Era filho de Manuel Joaquim Pereira da Silva e de D. Maria Erciliana da Silva. Aos 14 anos foi matriculado no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e começou a trabalhar na Estrada de Ferro Central do Brasil. Fez os preparatórios na Escola Militar. Começou a interessar-se pelos estudos literários, estudou gramática e leu Casimiro de Abreu, Gonçalves Dias, Fagundes Varela e Castro Alves.

Em 1895, matriculou-se na Escola Militar, onde fez os preparatórios, foi preso em 1897 em função do movimento revolucionário entre os alunos, implicado e incomunicável, foi levado para o 13º Batalhão de Cavalaria, no Paraná.

Em Curitiba conheceu escritores e poetas, entre os quais Dario Veloso, quem o influenciou muito. Após a prisão, em 1900, desligou-se do Exército. Voltando ao Rio de Janeiro, passou a trabalhar como funcionário postal e cursou à Faculdade de Direito.

Começou sua carreira como crítico literário nos jornais A Cidade do Rio (de José do Patrocínio, onde usou o pseudônimo J. d’Além), Gazeta de Notícias, Época e Jornal do Comércio. Participou do grupo simbolista que publicou a revista Rosa-Cruz, que tinha à frente Félix Pacheco, Saturnino de Meireles, Paulo Araújo e Castro Meneses. Tornou-se um destacado poeta do movimento, de 1903 a 1905.

Casou-se, no Rio, com a filha de Rocha Pombo. Foi nomeado, logo depois de se bacharelar em Direito. Foi promotor público no Paraná. Em Curitiba, escreveu Solitudes, seu segundo livro, que mereceu aceitação pública. Lá poderia ter tido um belo futuro, mas decidiu pedir demissão do emprego e voltar para o Rio, em 1918, em companhia da mulher, que não se adaptara ao clima de Curitiba. Conseguiu emprego de escrevente na Central do Brasil e voltou a colaborar na Rosa-Cruz. À noite, trabalhava na Gazeta de Notícias como revisor. Em 1922, a convite do editor Leite Ribeiro, organizou e passou a dirigir a revista Mundo Literário, com Agripino Grieco e Théo Filho.

Abandonado pela mulher, e com um filho aos seus cuidados, eis o quadro da sua vida que irá se refletir na sua poesia. Fernando Góis a define como “a obra de um elegíaco, de um pessimista, um desencantado, cujas temas são a solidão, a dor, a morte, a tristeza”. Já Andrade Muricy destaca aspectos da sua obra em que “a poesia está profundamente embebida do espírito do simbolismo: a linguagem alusiva e secreta, o envolvimento em atmosfera de transcendência. (...) A fluidez da expressão simbolista não o conduziu, entretanto, nem à diluição, nem ao informe. Pelo contrário, evitou a descaída para a vulgaridade”.

OBRA BEATITUDES DE 1919

ACOMPANHEM AGORA O SONETO
ESPELHO CONTRA ESPELHO
Agora você confere o poema Espelho contra Espelho na íntegra:
Campo aberto, ar azul, céu diamantino
Espectador desse cenário imenso,
Comigo mesmo, refletindo penso
Em tão grande e tão belo descortino...
Tivesse os dons do espírito divino;
Tivesse, como um Deus, o mesmo senso
Da eternidade e o seu poder intenso
De dar forma imortal ao que imagino:
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* PARECE QUE É… MAS NÃO É… QUEM É ?
TEC- SOLTA MIRO ALVES.... https://www.youtube.com/watch?v=qsGa6tBJFOQ&list=RDqsGa6tBJFOQ&start_radio=1
Aquele Baile (composição do próprio Miro Alves em parceria com Luiz Delio e Almyr)

SÓCRATES....https://www.youtube.com/watch?v=qMGA2Z2_HC4&list=RDqMGA2Z2_HC4&start_radio=1
Sócrates - Compacto / Completo - Full Album
01 A Você Vou Me Entregar (Sócrates / Jaldier)
02 Estrela D'Alva (Niceas Drumont)

NATAN ROSSI - JURAMENTO DE PLAYBOY>>>>https://www.youtube.com/watch?v=fcXYptOzzg8&list=RDfcXYptOzzg8&start_radio=1
NATAN SÓ PENSANDO EM VOCÊ - dele
https://www.youtube.com/watch?v=1M00bYWo7Zs

Fontes da edição 318ª de hoje…
LUIS VAGNER - COMO? DUAS VEZES SUCESSO COMO?
COM PAULO DINIZ MÚSICA DE LUIS VAGNER
O TREM DA MADRUGADA E O VAGÃO UNIVERSO MUSICAL

III. 1 Réquiem Também à Poética de Alexei Bueno & de Augusto dos Anjos!
Estudo à Poética de Augusto dos Anjos há mais de 40 anos e dentre essas e muitas idas e vindas, também, envolto em turbilhões de uns e outros anacronismos de historiografias e historiográficos uspianos e demais academias e acadêmicos irresponsáveis, incompetentes, criminosos, quem nunca e em nenhum momento, desde a 1ª edição do autor de o "EU"/1912, Rio de Janeiro-RJ, Augusto dos Anjos, jamais denunciaram o desaparecimento dessa obra prima tanto do Acervo Geral quanto do Acervo de Obras Raras da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro-RJ!

Augusto dos Anjos "o poeta mais original da literatura brasileira", segundo Alfredo Bosi, Imortal da Academia Brasileira de Letras/ABL, além de Professor Emérito da Universidade de São Paulo-USP em 2 obras críticas suas, "História Concisa da Literatura Brasileira" & "Pré modernismo", imprescindíveis, contudo, jamais ambas denunciaram à corrupção intelectual na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro-RJ ter desaparecido com a 1ª edição de o "EU" do poeta da Parahyba Augusto dos Anjos, quem a registrou, a protocolou e a entregou em mãos, ainda em vida, à Biblioteca Nacional no Rio deJaneiro-RJ em 1912 como edição do autor e poeta!

Infelizmente, também, esperei 40 anos, pra Alexei Bueno, fazer esta denúncia, embora pesquisador virtuoso, radical e meritocrata, até o 1º semestre/2026, quando ainda desconheço que a tenha feito! Quem sabe a deixou pronta antes de sua morte na madrugada de sábado, a 27 de junho de 2026, à última organização sua de "Obra Completa de Augusto dos Anjos" pela editora Nova Aguilar, prevista pra ser lançada em dezembro de 2026. Razão pela qual, também, dedico-lhe este meu humilde "1 Réquiem Também à Poética de Alexei Bueno & de Augusto dos Anjos"!

Ocorre que já em 1984, por ocasião de meu ingresso à pós-graduação em nível de mestrado, literatura brasileira/PUC-Rio, fui à pesquisa na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro-RJ e pra meu espanto de "Parahyba", xenofobia carioca, já nem havia mais registros de a 1ª edição da obra prima "EU" de Augusto dos Anjos no Acervo Geral nem tampouco no Acervo de Obras Raras, também, da Soberania Nacional! Estupefacto bradei com aquele meu próprio "EU" de "Parahyba" daquela xenofobia carioca mesmo: "Ó não! Ó céus! Macacos me mordam!"

Fiquei 13 dias catatônico, envergonhado, desorientado e desolado! Todavia, logo em seguida reagi indo à investigação científica e cheguei às bibliotecas do antigo Instituto de Estudos Brasileiros/IEB-USP e à Biblioteca Municipal Mário de Andrade, também no Centro de São Paulo-SP, onde lá se encontravam e estavam 2 volumes de o "EU" do poeta da Parahyba Augusto dos Anjos! Bingo! Eis um dos paradeiros da 1ª edição de o "EU" do autor, o poeta da "Parahyba" Augusto dos Anjos! Posto que nem todo o Estado de São Paulo tampouco também muitos e/ou alguns outros estados do País não têm poetas, mas vivem sequestrando às 1ªs edições das obras dos poetas da "Parahyba"!

Então, logo como pesquisador em nível de mestrado da PUC-Rio obtive acesso a ambos os volumes empenhando meus próprios documentos de Registro Geral, quando passei a perambular "sem lenço nem documento", tal qual àquela "Alegria Alegria", música virtuosa de Caetano Veloso, o único merecedor à indicação dum Prêmio Nobel de Literatura no Brasil. Enquanto eu perambulava naquela "São Paulo Meu Amor" de Tom Zé por entre becos, ruas e avenidas da maior metrópole da América do Sul. E pasmem! Posto que àquela época/1986, o simples motivo de eu ser pesquisador em nível de pós-graduação não bastava! Aí obtive também à certeza absoluta de que o país, desde 1889, ano do único golpe de estado da República X Brasil Império havia feito à opção pela corrupção ao invés da educação!

Não à toa que o último Imperador do Brasil, Dom Pedro II, tenha deixado a Nação em 1889 com mais de 56 % de sua população alfabetizada, ao longo de forte campanha de alfabetização junto à sua Família Real, chegada em 1808, quando encontraram mais de 96% da gente brasiliana analfabeta! Daí ao longo de sua gestão imperial, mais de 69 anos, conseguiram tal feito! Todavia, após mais de 137 anos de Brasil República, esses dados e estatísticas venham de forma vertiginosa despencando aos pífios 8 % ou apenas chegam à universidade 8 milhões desse universo de 230 milhões de habitantes do povo analfabeto, dentre outros muitos dados estatísticos esses já registrados e constatados pelo Inep/MEC-2018 e pelo IBGE/2020.

Assim, outrora, também, na qualidade de "Parahyba" pesquisador, daquela mesma xenofobia carioca, constatei que o 1º volume de o "EU" na Biblioteca do IEB-USP havia sido revestido com capa dura a fim de proteger à durabilidade! Eis o motivo pelo qual consegui realizar à pesquisa no Setor de Obras Raras do IEB-USP. Já o 2° volume encontrado na Biblioteca Municipal Mário de Andrade em São Paulo-SP estava em péssimas condições de durabilidade, a ponto de eu mesmo evitar manuseá-lo pra não comprometer ainda mais àquela sua integrabilidade físico-material, páginas desintegrando quase em decomposição.

Enfim, consegui fazer, àquela época, já em 1986, uma Micografia da 1ª edição de o "EU" no volume da biblioteca do IEB-USP, a qual possuo até hoje e fiz muitas fotocópias dela, a fim de auxiliar aos prováveis pesquisadores novos que se porventura me procurassem ou que eu os consultasse também dessas suas necessidades imperiosas!

Pra meu contentamento, agora em pleno limiar do 3º Milênio, mais preciso 2026, apareceu-me um pesquisador à altura de Augusto dos Anjos chamado Neto Fernandes, também, ao meu juízo e valor, o maior jornalista do Brasil, quem recentemente constatou "ad hoc" e "in loco" na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro-RJ, após pesquisas detalhadas, plasmadas, aparelhadas, talhadas, o mais trágico e o maior caso doutros mais corruptos acervos de outras muitas obras raras desaparecidas agora em nível de soberania nacional, além desse terrível e fatídico desaparecimento da 1ª edição de o "EU" e do autor, o poeta da "Parahyba", Augusto dos Anjos!

IV. Luís Carlos Vasconcelos, ator de Umbuzeiro-PB à 7ª Arte "Carandiru"!
Luiz Carlos Vasconcelos nascido em Umbuzeiro-PB, a 25 de junho de 1954, é um artista brasileiro. Natural de Umbuzeiro, na Paraíba, iniciou à carreira artística nos anos idos de 1970, atuando em teatro, cinema e televisão, destacando-se por sua performance diferenciada como o médico Drauzio Varella no aclamado filme "Carandiru", pelo qual ganhou um prêmio no Festival Internacional de Cinema de Cartagena. O teatro e principalmente o circo sempre foram as grandes paixões de Luiz Carlos Vasconcelos, quem, apesar de ser formado em Letras, estudou artes cênicas na Dinamarca pra depois incorporar-se ao grupo teatral Intrépida Trupe.

Em 1978, estando em João Pessoa-PB, cria o personagem que iria acompanhá-lo pela vida afora, o palhaço Xuxu, um palhaço cidadão, nas palavras de seu criador, por ser uma presença constante nas comunidades carentes. Mesmo quando está trabalhando em outros projetos, como filmes e séries de televisão, Luiz Carlos Vasconcelos sempre arruma hora e lugar pra se apresentar vestido e maquiado como Xuxu. Antes de chegar à caracterização ideal de Xuxu, Luiz Carlos Vasconcelos interpretou vários palhaços e pegou o melhor de cada um deles pra compor ao personagem atual. Ainda em 1978, junto com outros artistas, fundou em João Pessoa-PB à Escola Piollin, em homenagem a um velho palhaço brasileiro. O complexo, além de ser sede de seu grupo teatral, desenvolve um trabalho de educação popular.

Em 1984, Luz Carlos Vasconcelos passou a morar no Rio de Janeiro onde fez à Escola Nacional de Circo. Viveu 20 anos na capital fluminense, sustentado por Xuxu, bem requisitado a apresentações em eventos e aniversários de criança, um grande laboratório, conforme afirma o ator. Desses anos 1980 em diante alterna residências entre o Rio e João Pessoa. Em 1992, na Paraíba, Luiz Carlos Vasconcelos realiza um sonho alimentado desde seus tempos de universitário: o de adaptar para o teatro o conto Vau da Sarapalha, de Guimarães Rosa. A peça produzida pelo Grupo Piolim, sob sua direção, é um sucesso: excursionou pelo Brasil e pelo exterior e estando em cartaz ainda em 2006.

Estreia no cinema no papel do cangaceiro Lampião, em O Baile Perfumado, filme pernambucano de 1996. A produção, de baixo orçamento mesmo para os padrões brasileiros, fez sucesso em festivais e os cineastas dos grandes centros tiveram sua atenção atraída para Luiz Carlos Vasconcelos. Na sequência, fez filmes para Walter Salles e Andrucha Waddington. Na televisão, obteve uma curta participação na novela Senhora do Destino e em séries. Gravou no interior da Paraíba a micro-série da Rede Globo A Pedra do Reino, adaptação do romance de Ar**no Suassuna, com direção de Luiz Fernando Carvalho, que foi ao ar em junho de 2007. Em 2008, interpretou o jornalista Ivan na mini-série Queridos Amigos, da REDE GLOBO, indo ao ar de fevereiro a março.

V. Montgomery Vasconcelos, Mestre & Doutor Sobre a Poética de Augusto dos Anjos
O autor de "A Poética Indomável de Augusto dos Anjos: Recepção & Transgressão, o Público do Poeta de o 'EU'" vem de origem provinciana da outrora e saudosa Vila Branca-PB, atual Cacimba de Dentro-PB. Foi a 31 de julho de 1953 que nasceu Montgômery José de Vasconcelos, aquele que viria a ser mestre e doutor sobre a poética de Augusto dos Anjos, o maior e mais original de todos os poetas da literatura brasileira, segundo Alfredo Bosi, Imortal da Academia Brasileira de Letras/ABL e professor emérito da Universidade de São Paulo/USP.

Alfredo Bosi, quem também fora professor emérito da Universidade de São Paulo/USP, vem com inúmeras obras publicadas dentre as quais mais se destacam "História Concisa da Literatura Brasileira", já com mais de 50 edições. Mais preciso ainda, "O Pré-Modernismo" é outro livro também dedicado à poética de Augusto dos Anjos, observando-o mais como um autor pré-modernista, tal qual Euclydes da Cunha, do que mesmo um simbolista, parnasiano ou oriundo de quaisquer outros estilos de época, como bem assim tentara rotular a crítica desavisada àquela manifestação virtuosa, excêntrica e estranha àqueles cânones vigentes nos idos de 1912.

VI. "Canoa da Ilusão", conto, poema ou epopeia?
O criador e 1° teórico do conto em todo o universo enquanto gênero da literatura é o norte-americano Edgar Alan Poe, um escritor genial, virtuoso e original, seguindo ao que pontifica o filósofo grego Aristóteles, séc. V a. C., por meio de a sua obra prima Poética. Tratado filosófico seu o qual criara e estabelecera em Atenas pra resgatar aos poetas, artistas, atores, escritores, pintores, escultores, bailarinos, músicos e demais literacias, banidos da República Ateniense, perdendo assim por completo à condição de cidadãos, somente inseridos à sociedade ateniense por meio desse gesto nobre aristotélico contido em a sua obra prima "Poética".

Eis pois, uma vez mais, a razão pela qual se constatam também tal "Mito do Eterno Retorno" dum Mircea Eliade ocorrendo e se repetindo por entre as mais diversas eras e civilizações, como por exemplo grassando agora no Brasil, aqui, ali, acolá e aos quatro cantos do país, tomando tudo de sobressalto por meio de invasões virtuais dessas famigeradas revoluções tecnológicas em o seu ápice na plena era cibernética, digital, midiática e de inteligência artificial elonmuskiana.

Ressalte-se aqui, era cibernética, tecnológica, midiática e digital essa na qual o universo é lido por meio de aparelhos celulares de última geração nas palmas das mãos. Linguagens semióticas essas que vêm transpostas também em signos semióticos, dançando aos turbilhões virtuais em nuanças e performances de inocentes úteis, incautos, incautas e iconoclastas já identificados outrora, em 2015, como “uma legião de imbecis da internet”, pelo renomado semioticista italiano Umberto Eco, da 1ª universidade do mundo moderno ocidental, a consabida Universidade de Bolinha, fundada em 1088, mais preciso no fim do século XI.

VII. "Canoa da Ilusão" versus Inteligência Artificial na era cibernético-elonmuskiana
Eis pois ainda aqui, ali, acolá e aos quatro cantos do planeta e do universo quem são essas suas vítimas potenciais sacrificadas nas palmas doutras singularíssimas mãos por meio de aparelhos celulares de última geração. Repita-se, era cibernética, digital, midiática e de inteligência artificial elonmuskiana.

Contudo, é justo logo nesse olho do furacão devorador expor quem de fato igual a um touro brutal, imoral e fatal "Rompeu o hímen da África", bem no limiar do 3° milênio, quando estreia "Canoa da Ilusão", uma obra prima de o poeta épico José Dumont, alimentada em boa hora pelo "leite da poesia" na África.

VIII. "Canoa da Ilusão" em que gênero enquadra?
Trata-se duma espécie, também, de poema épico virtual, aéreo, naval, marítimo, bucólico da fauna, flora, minério, natureza afrobrasileira, inspirado em musas, heróis, heroínas, deuses, deusas, entidades, divindades e demais representações do sincretismo religioso dos povos originários de o Continente África, bem como ainda de os seus antepassados afrodescendentes intercontinentais.

Em suma, "Canoa da Ilusão" é uma epifania também ou ainda registros desses resquícios épicos aéreos, marítimos, bucólicos da fauna, flora, nativos naturais da natureza afrobrasileira. Além ainda dum conto canto inédito doutra proposição épica de o agora poeta José Dumont. Autor esse quem se destaca e estreia como poeta virtuoso porque transita numa via de mão dupla, ora como contista ora enquanto vate por meio dessas mais diferentes linguagens da prosa e poesia.

Ou até mesmo na concepção hermenêutica do neologismo teórico da estirpe de o autor da obra consagrada Vanguarda Europeia, Gilberto Mendonça Teles, quando cria à "Proesia", uma fusão da prosa e poesia tal como ocorre também no poema épico "Canoa da Ilusão" de José Dumont. Eis aqui, ali, acolá e aos quatro cantos do planeta e do universo a linguagem imagética do conto semiótico ou poema épico "Canoa da Ilusão" desse inédito poeta épico José Dumont, nos trechos e versos seguintes:

"Rompeu o hímen da África/(...) Praia são lábios da terra/(...) As inflamações da vida/(...) Na órbita dos sítios Cósmicos/(...) Nos vitrais coloridos da memória/(...) Na estrebaria dos animais celestes/(...) Com a pólvora da paixão/(...) No penhasco da emoção/(...) Depois chamou os golfinhos/Os poliglotas navais/(...) Pra traduzir nas páginas d'água/(...) No platô do coração" ("Canoa da Ilusão", José Dumont, 2025, pp. 28-45)

IX. "Canoa da Ilusão" seria um conto?
O conto em versos "Canoa da Ilusão" de José Dumont também pode ser lido como jamais poder-se-ia lê noutro poema, a exemplo de "O Navio Negreiro" do poeta baiano romântico Castro Alves. É que naquela obra prima "O Navio Negreiro", do poeta baiano romântico, inexiste como há aqui a saga do "Tumbeiro”, um “cemitério naval”, uma espécie de embarcação monstruosa e aterrorizadora, que servia ao tráfico de seres humanos em pleno holocausto à gente toda originária de o Continente África, sendo universalmente escravizada, inclusive numa nova rota dentro do próprio Brasil, não apenas África-Salvador, em conformidade com o célebre e supracitado "O Navio Negreiro", do poeta romântico e baiano Castro Alves, mas África-Fortaleza, com sede “No Reino do Ceará...” por meio desse temido, implacável e terrível "Tumbeiro".

Constata-se que essa tal embarcação monstruosa consabida "Tumbeiro" só veio à tona com esse conto e/ou poema épico virtual composto em XII cantos ou 12 partes ainda inédito na ideia de conjunto dessa imensa nau dos insanos foulcautiana, a consabida "Canoa da Ilusão", de José Dumont. Autor este quem trouxe à liberdade virtual dessa originária gente escrava advinda da África pra ganhar à alforria plena e 1ª de linha "No Reino do Ceará!..."

X. "Canoa da Ilusão" no português do Brasil e no português de Portugal
Eis o motivo pelo qual tanto o idioma português de Portugal quanto o idioma português do Brasil é uma língua única, com nuances, performances e fluidez ímpar. Muito embora que em outrora houvera tentativa de considerá-lo como diferentes idiomas tais quais países, tendo, inclusive, recebido tese defendida, porém reprovada por não conseguir traduzir um texto escrito em língua portuguesa de Portugal à língua portuguesa do Brasil e vice-versa.

Vai vê também que tenha sido esse o caso dum certo poeta pernambucano do movimento modernista do Brasil, Manuel Bandeira, ser provocado a compor ao poema “Evocação do Recife” esses versos desconcertantes pra seu livro, outra obra prima, Libertinagem, a saber:

“A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada” (Manuel Bandeira: 1930)

XI. "Canoa da Ilusão" na literatura universal
Nem é à toa também que o escritor espanhol da literatura universal Miguel de Cervantes Saavedra, autor do 1° romance moderno de cavalaria "Dom Quixote", costumava dizer que o idioma português é “doce e agradável, a língua mais sonora do mundo.” (Cervantes, séc. XVI) Ou ainda em conformidade com a ideia de conjunto na poética doutro gênio inglês, Shakespeare, quem compôs às obras primas Hamlet, Romeu e Julieta, Rei Lear, Macbeth, formulando entre personagens e performances tais máximas:

“Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia!” (Hamlet, séc. XVI) “Se não foi hoje, amanhã será. Se não for amanhã, um dia há de ser!” (Shakespeare, séc. XVI)

Por certo seja esta a razão do encontro desses gênios na esquina do planeta de suas vidas quando tratam de temática nobilíssima como a “saudade” porque influencia até Augusto dos Anjos e José Dumont.

“Hoje que a mágoa me apunhala o seio,/E o coração me rasga atroz, imensa,/Eu a bendigo da descrença, em meio,/Porque eu hoje só vivo da descrença.//À noute quando em funda soledade/Minh’alma se recolhe tristemente,/P’ra iluminar-me a alma descontente,/Se acende o círio triste da Saudade.//E assim afeito às mágoas e ao tormento,/E à dor e ao sofrimento eterno afeito,/Para dar vida à dor e ao sofrimento,//Da saudade na campa enegrecida/Guardo a lembrança que me sangra o peito,/Mas que no entanto me alimenta a vida.// (1° soneto de Augusto dos Anjos aos 8 anos de idade, publicado no jornal A União em 1900)

XII. "Canoa da Ilusão" canta à saudade
"Canoa da Ilusão" quer tanto como conto quer quanto poema épico aéreo, naval, bucólico, fauna, flora, mineral, natural, elementos e seres animados e inanimados da natureza, versando sobre Yemanjá, a “Mãe ďo Mundo”, acima de tudo também, ressalta ao maior sentimento humano na expressão exclusiva e única de todo o universo da Língua Portuguesa por meio de a palavra “saudade”, intraduzível aos demais idiomas, assim coroada e entronizada:

“Os escombros da saudade/(...) Como um lírio de saudade/(...) A saudade e as pancadas/(...) Com o sabor da saudade/(...) Eu tinha apenas saudades/(...) ‘Saudade é vontade de ver de novo!" (Canto VI, VII e VIII, "Canoa da Ilusão", José Dumont, 2025, pp. 32-45)

Tal qual a palavra saudade é intraduzível aos demais idiomas, há, também, outras iguais à ela, considerando-se assim já a possibilidade de se realizar um pequeno glossário pra compreensão de seus usuários, a saber:

Cafuné - Ato de fazer carinho na cabeça de outra pessoa, passando os dedos por seu cabelo. É uma forma de demonstrar afeto por alguém que você ama.

Calorento – Usa-se o adjetivo calorento pra descrever alguém que está sempre sentindo calor ou reclamando do calor.

Caprichar - é um verbo que significa fazer algo bem feito, da melhor maneira possível.

Capricho - é o ato de se esforçar pra fazer algo de melhor qualidade.

Gambiarra - é um método ou solução improvisada pra resolver um problema utilizando qualquer tipo de material disponível.

Malandro - pode ter significados positivos ou negativos, dependendo do contexto.

Passear - significa aproveitar o dia fora de casa; passar um tempo relaxando, indo a lugares como parque, shopping, praia ou até mesmo a casa de um amigo.

Quentinha - é uma comida pra viagem preparada em restaurantes baratos e geralmente servida em embalagens de isopor ou papel alumínio.

Saudade - O dicionário define como “um sentimento nostálgico causado pela ausência de algo, de alguém, de um lugar ou pela vontade de reviver experiências, situações ou momentos já passados.”

Será - Pergunta retórica que carrega a ideia de dúvida e expressa uma situação hipotética.

Xodó - É uma maneira carinhosa de chamar à pessoa amada ou se referir a algo que você realmente gosta.

XIII. Afinal, qual o gênero de "Canoa da Ilusão"?
Embora sendo uma composição dentro dos gêneros literários classificado como conto, "Canoa da Ilusão", obtém nuances, características e performances de grandes narrativas, além de apresentar à estrutura de um clássico poema épico. Razão pela qual há uma espécie de proposição quer seja enquanto conto quer como poema épico invocando como musa Yemanjá, a rainha do mar:

"No penhasco da emoção/E no casulo dos esquecidos/Meu sonho foi exilado/E na pequena canoa da ilusão/Fui pro mar pedir os seus conselhos/Como um pescador apaixonado..." (Canto I, "Canoa da Ilusão", José Dumont, 2025, p. 2)

XIV. Do 1° Poema Épico "Gilgamesh" à "Canoa da Ilusão"
Daí que se constatam em os seus XII Cantos a presença viva e atuante de aproximadamente 36 personagens mitológicos das Gentes Originárias do Brasil, dentre os quais, deuses, deusas, entidades de mitologias díspares em "Canoa da Ilusão":

"Maya, Aquiraz, Netuno, Quasar, Sereia, Andrógina, Yemanjá, Sadul, Yorubá, Runas, Yakruna dos Andes, Quartzal, Yé Omo Ejá, Olorum, Baobá, Oxum, Kalahari, Osupa, Mitos jeje nagôs, Xangô, Ifé, Olodumaré, Daomé, Okavango, Kílimanjaro, Dogons, Oxaguian, Banzo, Oxalá, Oxossi, Orixás, Exus, Hades, Pombagiras, Shiva e Parvati." ("Canoa da Ilusão", José Dumont, 2025, pp. 19-65)

Uma das maiores representações da mitologia africana, senão a maior de todas de seus complexos povos originários do Continente África, onde surge a gênese humana do planeta Terra, se manifesta em espíritos, entidades, sincretismos religiosos, divindades e demais representações de origem afro, mas também que vão do 1° épico Gilgamesh à "Canoa da Ilusão", a saber:

"Na órbita dos sítios cósmicos/Com Osupa se acasalou/Gerando filhos alados/Mitos jejes-nagôs/Eu sou a ave vodu/Que pro céu nunca voou/Os infantes euronautas/Com as espadas templárias/A minha asa cortou/Sou grama sobrevivente/Na pedreira de Xangô...//" ("Canoa da Ilusão", Canto V, José Dumont, 2025, p. 30)

XV. Linguagem semiótica em "Canoa da Ilusão"
Como ocorre em todo epílogo também se constata aqui nessa obra prima "Canoa da Ilusão" de José Dumont que ela se instaura e se apropria de fatos da escravidão de povos originários da África em terras do Brasil, mais preciso “No Reino do Ceará...”, e os torna livres, devolvendo-lhes à liberdade virtual com honra e dignidade à posteridade de sua descendência afrobrasileira. “É uma lenda de amor/Escrita nas águas soberanas/No Reino do Ceará.” (Canto XI, "Canoa da Ilusão", José Dumont, 2025, p. 64)

Há como de praxe em toda e qualquer estrutura clássica do poema épico, também, aqui em "Canoa da Ilusão", a chave de ouro fechando e concluindo à narrativa por meio de a cena inaugural do acasalamento de monstros marinhos. Constata-se aqui que ocorre o maior espetáculo naval dentre todos, próprio duma apoteose em hecatombe que afundou à embarcação “Tumbeiro, o cemitério naval” dos povos originários de África.

“Gaivotas, albatrozes e fragatas/(...) Dezenas de tubarões//No entorno do Tumbeiro/(...) Peixes, tartarugas e polvos//(...) Até peixes-voadores/Nos ares se exibiam./(...) Grandes jubartes e orcas/(...) As gigantes criaturas/Do Tumbeiro se aproximavam/(...) Poética anunciação/(...) E se jogavam contra o barco/(...) Entre imensos lingans e yones/Ancestralidade indiana/ (...) Os caxarelos com seus falos dóricos/Miravam os mastros genéticos/Nas majestosas yones das madrijas//(...) As orcas macho como golfinhos/Tubos rígidos exibiam/(...)As jubartes na euforia/(...) Desmanchavam-se em or****os/(...) Tremendos saltos mortais/Em cima do ma***to Tumbeiro/(...) Danças no êxtase sagrado/De Pombagiras e Exus/(...)Todos os seres marinhos/Começaram a se amar/Banho de óvulos e espermas/(...)Toneladas de prazer/Sobre o Tumbeiro se jogavam//E o navio se inclinou/(...)E começou a afundar.” (Canto IX, "Canoa da Ilusão", José Dumont, 2025, pp. 52-56)

XVI. Epílogo ou Considerações Finais
"Canoa da Ilusão" é um conto original que funde prosa e poesia, todavia pode ser considerado ainda uma espécie de poema épico virtual. Enfim, também, "Canoa da Ilusão" é um canto sagrado do novo poeta épico José Dumont com vocação ainda ao ineditismo. Tal característica e sinais seus desse ineditismo são percebidos com clareza e transparência extremas por meio de sua intensa intimidade e familiaridade com os cenários, elencos, personagens humanos, sagrados, naturais, sobrenaturais e divinos.

Não à toa em "Canoa da Ilusão" o seu autor José Dumont realiza ao feito doutra obra genuína tal qual a sua, desta feita na literatura de cordel dum poeta popular da Parahyba, o Pinto do Monteiro-PB, por meio de a sua máxima, quando assim pontifica: "Poeta é aquele que tira donde não tem e bota onde não cabe!" Destarte, o escritor, o autor, o virtuoso, o também poeta José Dumont instaura à cena inaugural de a sua nova carreira, aqui, alí, acolá e aos 4 cantos do país, como vate de epopeias, a exemplo desse catártico "Canoa da Ilusão"!

O leitor de "Canoa da Ilusão" é quem recebe tamanha contemplação nunca antes vista, conhecida, plasmada, aparelhada e talhada pra o seu inteiro deleite, informação, formação e preparação à convivência com as diferenças. Convivência com as diferenças esta que vem a ser uma condição “sine qua non” ao seu nobre ingresso aos diferentes modos de vida virtual, que surgem à luz das revoluções tecnológicas em as suas eras cibernéticas por meio de mídias digitais e da inteligência artificial = IA dum Elon Musk.

XVII. Fontes & Fortuna Crítica
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________. "Obra completa: volume único/Augusto dos Anjos". 38ª ed., organização, fixação do texto e notas por Alexei Bueno, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1994a.
________. "Vencedor" In: EU. 1ª ed., Rio de Janeiro, [s.c.p.] 1912, p.102.
BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1965.
CERVANTES, Miguel. Dom Quixote. Madri, séc. XVI.
DaMatta, Roberto. Carnavais, malandros e heróis - 1979, em francês, 1983; em inglês, 1991.
DaMatta, Roberto (2013). «Recordações de como me deparei com e tentei compreender o espaço por meio de uma sociologia» (PDF). Tempo Social. SciELO. Consultado a 7 de dezembro de 2016.
DaMatta, Roberto. Ensaios: "Sabe com quem está falando?" e o "jeitinho".
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SANTAELLA, Lúcia. O que é semiótica. 1ª ed., São Paulo, Brasiliense, 1983.
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VASCONCELOS, Montgomery José de. "A Poética Carnavalizada de Augusto dos Anjos". 1ª ed., Annablume, São Paulo, 1996.
VIANA, Chico. "O Evangelho da Podridão: Culpa & Melancolia em Augusto dos Anjos". João Pessoa-PB, Editora Universitária/UFPB, 1994.
________ "A Sombra e a Quimera: Escritos Sobre Augusto dos Anjos". João Pessoa-PB, Ideia, 2000.
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https://fucirla1808.wordpress.com/.../editorial-jose.../
https://montgomery1953.wordpress.com/.../a-linha-tenue.../
https://pt.wikipedia.org/wiki/Leandro_Gomes_de_Barros.

Mangabeira, 31 de julho de 2026.

* Montgômery José de Vasconcelos é Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP/2002.

Acesse o livro: https://www.dialogofreiriano.com.br/a-poetica-indo...

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