15/09/2026
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix) acumulou alta de 6,7% nos últimos doze meses, patamar inferior ao do Ibovespa no mesmo período, mas superior ao CDI e ao IMA-B.
Entre os segmentos, Fundo de Fundos lidera a valorização de doze meses, com 11,3%, seguido por Ativos Financeiros, com 9,8%.
Já no acumulado do ano, o quadro se inverte parcialmente: Ativos Financeiros aparece na ponta positiva, com alta de 4,0%, enquanto Agências Bancárias recua 5,9%. Essa alternância de liderança setorial reforça a visão do Safra de que a seletividade, e não apenas a exposição ao setor como um todo, tende a fazer a diferença no retorno ao investidor.
O mercado de fundos imobiliários segue negociado com desconto relevante em relação ao valor patrimonial dos ativos, hoje em 10,99%. Enquanto o valor patrimonial do setor avançou de forma consistente nos últimos anos, o valor de mercado ainda não acompanhou integralmente esse movimento.
Some-se a isso o prêmio do dividend yield do Ifix sobre a taxa da NTN-B 2035, atualmente em 4,60 pontos percentuais, próximo da média histórica de cinco anos, de 4,84 pontos percentuais. Assim, a combinação de desconto patrimonial e prêmio de yield sustenta a leitura de que os preços atuais ainda oferecem margem de valorização.
O mercado de escritórios classe A e A+ da região central de São Paulo registrou absorção líquida negativa de 4.170 metros quadrados no segundo trimestre, resultado concentrado em uma grande desocupação pontual.
A escassez de novos empreendimentos desde 2018 mantém o mercado carioca estável, ainda que a vacância na cidade permaneça elevada, em 24,44%.
O segmento de logística mantém a trajetória mais consistente entre as classes de imóveis. No segundo trimestre, o Brasil registrou absorção líquida nacional de 591.271 metros quadrados, concentrada principalmente no Sudeste, com destaque para São Paulo.
A vacância do setor encerrou o período em queda, a 4,32%, refletindo a forte demanda e a rápida absorção de novos estoques.
Os preços pedidos permaneceram estáveis e em patamares elevados, o que, segundo o Safra, reforça a atratividade estrutural do segmento para os próximos meses.