MVT Investimentos

MVT Investimentos Empresa de Agente Autônomo de Investimentos fundada em 2011. Atua no mercado com credenciamento do Safra Invest.

O que signif**a 110% do CDI?O CDI, sigla para Certif**ado de Depósito Interbancário, funciona como uma taxa de referênci...
13/05/2026

O que signif**a 110% do CDI?

O CDI, sigla para Certif**ado de Depósito Interbancário, funciona como uma taxa de referência para operações entre bancos e serve como base para boa parte dos investimentos de renda fixa no país. A sigla denomina títulos emitidos por instituições financeiras com o objetivo de transferir recursos de uma instituição para outra.

Quando um CDB oferece 110% do CDI, isso signif**a que ele remunera 10% acima dessa referência.

O cálculo é direto. Se o CDI está em 14,40% ao ano, um CDB que paga 110% do CDI entrega uma taxa bruta equivalente a 15,84% ao ano. Em outras palavras, o investidor recebe 1,10 vez a variação do CDI no período.

Esse ponto merece atenção porque a diferença entre 100% e 110% do CDI parece pequena à primeira vista, mas ganha relevância à medida que o valor aplicado aumenta e o prazo se alonga.

Em um exemplo simples, uma aplicação de R$ 300 mil por 12 meses, considerando CDI estável em 14,40% ao ano e sem mudanças na taxa ao longo do período, teria rendimento bruto aproximado de R$ 47,5 mil em um CDB a 110% do CDI. No mesmo cenário, um CDB a 100% do CDI renderia cerca de R$ 43,2 mil brutos. A diferença supera R$ 4 mil antes de impostos.

Por que 110% do CDI é competitivo em 2026?

O CDB de 110% do CDI é competitivo porque supera o referencial básico usado em grande parte das emissões bancárias, se posicionando acima da média de muitas alternativas mais tradicionais.

Além disso, o ambiente de juros segue favorável à renda fixa. A B3 informa CDI de 14,40% ao ano, nível elevado em termos históricos recentes. Isso aumenta o retorno nominal de produtos pós-fixados e fortalece a comparação com modalidades mais conservadoras.

O mercado brasileiro de fundos de investimento imobiliário (FIIs) voltou a acelerar e atingiu seu maior patamar históric...
07/05/2026

O mercado brasileiro de fundos de investimento imobiliário (FIIs) voltou a acelerar e atingiu seu maior patamar histórico de investidores pessoas físicas, de acordo com dados da B3. Em março de 2026, o segmento chegou a 3,18 milhões de investidores, quase o dobro do contingente de cerca de 1,6 milhão registrado cinco anos antes.

Segundo a B3, a retomada do crescimento recente coincide com a perspectiva de redução da taxa básica de juros, fator que tende a elevar a atratividade relativa dos FIIs e de outros ativos de renda variável.

Após um período de estabilidade ao longo de 2025, quando a base permaneceu em torno de 2,8 milhões de investidores, o mercado voltou a ganhar fôlego a partir de novembro, com a entrada de mais de 300 mil novos participantes.

O avanço reforça a expansão estrutural desse mercado no país, em um contexto de maior popularização da bolsa, ampliação do acesso por plataformas digitais e busca crescente de investidores por diversif**ação e geração de renda recorrente.

A nova rodada de crescimento dos fundos imobiliários indica que o segmento continua a se consolidar como porta de entrada para o investidor de varejo no universo da renda variável.

O aumento da base, combinado à queda do tíquete mediano, mostra um mercado mais amplo e acessível, ainda que com concentração relevante de patrimônio entre investidores mais experientes e de maior idade.

Para o mercado, o dado também sugere que a trajetória dos juros seguirá como variável central para o desempenho da indústria.

Em um ambiente de afrouxamento monetário, ativos com potencial de distribuição de rendimentos e exposição imobiliária tendem a recuperar competitividade nas carteiras.

O mercado brasileiro de fundos de investimento imobiliário (FIIs) voltou a acelerar e atingiu seu maior patamar históric...
04/05/2026

O mercado brasileiro de fundos de investimento imobiliário (FIIs) voltou a acelerar e atingiu seu maior patamar histórico de investidores pessoas físicas, de acordo com dados da B3. Em março de 2026, o segmento chegou a 3,18 milhões de investidores, quase o dobro do contingente de cerca de 1,6 milhão registrado cinco anos antes.

Segundo a B3, a retomada do crescimento recente coincide com a perspectiva de redução da taxa básica de juros, fator que tende a elevar a atratividade relativa dos FIIs e de outros ativos de renda variável.

Após um período de estabilidade ao longo de 2025, quando a base permaneceu em torno de 2,8 milhões de investidores, o mercado voltou a ganhar fôlego a partir de novembro, com a entrada de mais de 300 mil novos participantes.

O avanço reforça a expansão estrutural desse mercado no país, em um contexto de maior popularização da bolsa, ampliação do acesso por plataformas digitais e busca crescente de investidores por diversif**ação e geração de renda recorrente.

A nova rodada de crescimento dos fundos imobiliários indica que o segmento continua a se consolidar como porta de entrada para o investidor de varejo no universo da renda variável.

O aumento da base, combinado à queda do tíquete mediano, mostra um mercado mais amplo e acessível, ainda que com concentração relevante de patrimônio entre investidores mais experientes e de maior idade.

Para o mercado, o dado também sugere que a trajetória dos juros seguirá como variável central para o desempenho da indústria.

Em um ambiente de afrouxamento monetário, ativos com potencial de distribuição de rendimentos e exposição imobiliária tendem a recuperar competitividade nas carteiras.

Setor de saúde deve mostrar desempenhos bastante distintos, hospitais e serviços devem se destacar com avanço de margens...
30/04/2026

Setor de saúde deve mostrar desempenhos bastante distintos, hospitais e serviços devem se destacar com avanço de margens, enquanto operadoras ainda enfrentam um ambiente mais desigual.

O setor de saúde deve apresentar resultados desiguais no primeiro trimestre de 2026, mas a tendência mais clara está entre os prestadores de serviços. Nesse grupo, a expectativa é de um trimestre mais forte, apoiado pela maturação da capacidade adicionada ao longo dos últimos 12 a 18 meses.

Com maior utilização dos ativos, hospitais, laboratórios e operações ligadas a serviços de saúde tendem a capturar ganhos de eficiência. Esse movimento favorece a diluição de custos e sustenta a expansão das margens operacionais.

Além disso, o aumento do número de beneficiários nos últimos meses fortalece a demanda por atendimento. Como a infraestrutura não cresceu na mesma velocidade, as empresas mais bem posicionadas e com melhor execução devem capturar esse fluxo de forma mais eficiente.

O primeiro trimestre de 2026 deve reforçar uma divisão importante no setor de saúde. De um lado, hospitais e prestadores de serviços devem se beneficiar de demanda aquecida, maior utilização da estrutura e alavancagem operacional. De outro, operadoras ainda convivem com trajetórias menos uniformes, sobretudo em sinistralidade e crescimento de beneficiários.

Nesse contexto, a execução deve seguir como principal fator de diferenciação entre as companhias. A avaliação do Safra indica que Rede D’Or e Mater Dei devem se destacar positivamente no trimestre, enquanto Hapvida tende a apresentar os números mais fracos entre os principais nomes do setor.

Os resultados do trimestre devem mostrar desempenho sólido em shoppings e galpões logísticos, mas juros mais altos e rea...
24/04/2026

Os resultados do trimestre devem mostrar desempenho sólido em shoppings e galpões logísticos, mas juros mais altos e reajustes tendem a limitar o avanço de caixa.

O que observar na temporada do setor
A temporada de resultados deve reforçar uma mensagem central para o investidor. O setor de shoppings e propriedades continua operacionalmente saudável, com vendas resilientes, ativos de qualidade e crescimento de receita. No entanto, o ambiente de juros ainda elevados reduz a velocidade de expansão do caixa e dos lucros recorrentes.

Para os próximos trimestres, o mercado deve observar principalmente quatro fatores:

O ritmo de crescimento das vendas dos lojistas.
A evolução dos reajustes de aluguel.
O comportamento das despesas financeiras.
A capacidade de preservar margens operacionais.

Em síntese, o primeiro trimestre de 2026 deve confirmar um setor ainda defensivo e resiliente. Porém, também deve mostrar que a melhora operacional, neste momento, convive com limites impostos pelo custo de capital mais elevado.

A Braskem (BRKM5) informou que a Novonor firmou um contrato judicial de compra e venda com fundos de investimento gerido...
22/04/2026

A Braskem (BRKM5) informou que a Novonor firmou um contrato judicial de compra e venda com fundos de investimento geridos pela Vórtx Capital e assessorados pela IG4 para a transferência de sua participação de controle na companhia.

A operação envolve 50,1% das ações ordinárias e 13,7% das preferenciais detidas pela Novonor, o equivalente a 34,3% do capital total da petroquímica. Após a conclusão da transação, a Novonor deverá manter aproximadamente 4% do capital total, em ações preferenciais.

O novo acordo de acionistas firmado entre os fundos e a Petrobras estabelece controle compartilhado da Braskem, com representação paritária no conselho de administração e exigência de consenso para deliberações no conselho e em assembleia.

Na prática, o desenho amplia o poder de influência da estatal sobre a governança, a operação e a direção estratégica da companhia.

Para o mercado, o rearranjo tem relevância porque elimina, ao menos em parte, o prolongado ruído em torno da estrutura de controle da empresa, um fator que vinha limitando a visibilidade sobre os próximos passos da Braskem em capitalização, gestão e disciplina financeira.

O que muda para a tese de investimento

A mudança no controle da Braskem não elimina, por si só, os desafios estruturais da companhia, mas reduz uma incerteza crítica que há anos pesava sobre a tese. Para o investidor, a principal consequência é a passagem de uma narrativa centrada em impasse societário para outra mais ligada à capacidade de execução da reestruturação, à evolução da governança compartilhada com a Petrobras e à recuperação das margens petroquímicas.

Se o novo bloco de controle conseguir acelerar decisões financeiras e operacionais, a companhia poderá entrar em uma fase mais previsível. Ainda assim, a materialização de valor continuará dependente da combinação entre governança funcional, disciplina de capital e melhora do ambiente internacional para o setor.

Acompanhe a matéria completa em o especialista.safra.com.br

O presidente Lula encaminhou ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, um projeto de lei que acaba com a escal...
15/04/2026

O presidente Lula encaminhou ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, um projeto de lei que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial.

Também há outras propostas em análise no Congresso, como a jornada 4×3 e a semana de 36 horas, formatos mais agressivos e com menor probabilidade de aprovação no cenário atual.

No cenário considerado mais provável, com jornada de 40 horas semanais e manutenção dos salários mensais, o impacto para os varejistas tende a ser administrável. Segundo a análise dos especialistas do Banco Safra, o aumento médio de preços necessário para compensar a maior despesa com vendas f**aria entre 1,5% e 4%.

Esse patamar sugere que parte relevante das empresas conseguirá repassar custos ao consumidor. No entanto, a capacidade de execução deve variar conforme o setor.

Para o investidor, a discussão sobre jornada de trabalho adiciona uma nova variável à análise dos setores de varejo farmacêutico e alimentar. Embora o impacto agregado pareça limitado no cenário-base, a diferença de poder de repasse entre os segmentos pode ampliar a distância entre empresas mais resilientes e companhias mais expostas à compressão de margem.

Assim, o tema merece acompanhamento de perto. Se a proposta mais provável avançar, o varejo farmacêutico pode sair relativamente melhor posicionado, enquanto o varejo alimentar tende a exigir execução mais rigorosa para preservar resultados, segundo os especialistas do Banco Safra.

A produção de veículos no Brasil somou 264 mil unidades em março, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos ...
09/04/2026

A produção de veículos no Brasil somou 264 mil unidades em março, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea. O volume representa alta de 36% em relação ao mesmo mês do ano anterior e avanço de 29% na comparação com fevereiro.

O resultado refletiu, sobretudo, o ritmo mais forte de produção de automóveis de passeio e de veículos comerciais leves. Esse movimento reforça uma dinâmica mais favorável para empresas ligadas à cadeia de veículos leves, ainda que o cenário siga heterogêneo entre os segmentos da indústria.

Automóveis e comerciais leves lideram a alta

Entre os segmentos, os automóveis de passeio responderam pela maior parte da produção em março, com 200 mil unidades. O número indica crescimento de 39% na comparação anual e de 31% frente ao mês anterior.

Os comerciais leves, por sua vez, somaram 50 mil unidades. O avanço também foi de 39% em relação a março do ano passado, além de alta de 21% na margem.

Já o segmento de caminhões produziu 11,1 mil unidades. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 5%. Em relação a fevereiro, no entanto, o setor mostrou recuperação de 43%.

No caso dos ônibus, a produção chegou a 3,1 mil unidades. O volume representa alta de 7% na base anual e de 14% na comparação mensal.

Os números de março mostram uma indústria automotiva em recuperação, mas com vetores distintos entre os segmentos. De um lado, automóveis de passeio e comerciais leves sustentam o avanço da produção. De outro, caminhões ainda impõem cautela, enquanto ônibus evoluem em ritmo mais moderado.

Para o setor de autopeças, esse quadro sugere um ambiente mais favorável para empresas expostas à produção de leves e, em menor medida, de ônibus. Ainda assim, a trajetória dos veículos pesados continuará no centro das atenções nos próximos meses.

O quarto trimestre de 2025 terminou sem surpresa relevante para as empresas sob cobertura do Banco Safra, mas com uma me...
06/04/2026

O quarto trimestre de 2025 terminou sem surpresa relevante para as empresas sob cobertura do Banco Safra, mas com uma mensagem importante para o investidor: o ambiente corporativo segue mais resiliente do que a atividade doméstica mais fraca poderia sugerir.

Em relatório de estratégia divulgado em 1º de abril de 2026, a casa afirma que o desempenho consolidado veio dentro do esperado, com crescimento de receita e expansão das margens EBITDA e líquida, em movimento sustentado por ganhos de eficiência operacional e pelo arrefecimento da inflação.

Raízen e Braskem mostram baixas contábeis

Na leitura dos especialistas em investimentos do Safra, o quadro agregado foi praticamente alinhado às projeções quando se excluem Braskem (BRKM5) e Raízen (RAIZ4), cujos números foram afetados por baixas contábeis e perdas por desvalorização. Nesse recorte, receita, EBITDA e lucro líquido variaram +1,1%, +1,8% e -1,2% ante as estimativas, respectivamente.

Na comparação anual, porém, a fotografia foi mais robusta. O universo coberto registrou alta de 9% na receita, 10% no EBITDA e 64,9% no lucro líquido, sinalizando expansão de rentabilidade em um trimestre em que a disciplina de custos voltou a ganhar protagonismo. Das 16 frentes setoriais acompanhadas, 12 mostraram expansão de lucro em relação ao mesmo período do ano anterior.

Commodities sustentam a base, domésticas mostram qualidade de execução

Entre os pesos-pesados da Bolsa, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) entregaram resultados sólidos e reverteram o prejuízo registrado no quarto trimestre de 2024. Ainda assim, o Safra observa que o número consolidado das gigantes de commodities ficou 20,4% abaixo do que a equipe projetava, evidenciando que, mesmo em setores de forte geração de caixa, a visibilidade operacional não foi plena.

No bloco das companhias mais expostas à economia doméstica, a leitura foi de moderação no crescimento, mas melhora qualitativa dos balanços. A receita subiu 8,1% na base anual, enquanto o EBITDA avançou 9,4% e o lucro, 17,4%, reforçando a percepção de que a recuperação de margens continua sendo um vetor mais relevante do que a aceleração do topo da linha.

O Banco Safra revisou o cenário para a economia brasileira em 2026, incorporando o choque do petróleo provocado pela esc...
30/03/2026

O Banco Safra revisou o cenário para a economia brasileira em 2026, incorporando o choque do petróleo provocado pela escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo a análise do banco, a crise atual tem efeito misto: favorece balança comercial e a conjuntura fiscal, mas prejudica a inflação, a política monetária e a atividade econômica no curto prazo.

A revisão das projeções foi anunciada pelo economista-chefe do Banco Safra, Eduardo Yuki, durante o J.Safra Macro Day, evento realizado nesta segunda-feira, em São Paulo, com autoridades, economistas, executivos e especialistas em política para debater temas que influenciam o ambiente de investimentos. Os debates visam oferecer aos investidores acesso a informações de excelência e conteúdos relevantes para ajudá-los a tomar decisões estratégicas.
O economista Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento e ex-secretário especial do Ministério da Economia, comentou que, além do conflito no Oriente Médio, a economia global enfrenta novos desafios dinte do “processo dramático” de desrregulamentação e corte de impostos nos Estados Unidos.

Ele chamou o processo de “Trupulência” (turbulência causada pela gestão Trump), e afirmou que o fluxo de investimentos para a China está colapsando. “Os Estados Unidos devem cortar os impostos para as empresas de 27% para 23%, o que transforma o país numa bomba de sucção de investimentos”, disse.

Segundo ele, o conflito no Oriente Médio parece ser mais prejudicial do que vantajoso para a grande maioria dos países. Mas, para alguns poucos (Singapura, Arábia Saudita, Suíça, Argentina e Brasil), o conflito oferece mais benefícios que malefícios. No caso do Brasil, a vantagem vem da produção de alimentos, oferta de energia abundante e presença de minerais críticos (o Brasil tem a segunda maior reserva mundial, atrás apenas da China).
Neste contexto, segundo ele, todos os países são perdedores, mas o Brasil pode ser favorecido na balança comercial. Do lado negativo, o ciclo de afrouxamento monetário f**a mais complicado, disse.

A ata da 277ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) confirma que o Banco Central iniciou, em março, um ciclo d...
25/03/2026

A ata da 277ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) confirma que o Banco Central iniciou, em março, um ciclo de calibragem da taxa básica, com redução de 0,25 ponto percentual da Selic, para 14,75% ao ano. O documento, porém, deixa claro que o início do afrouxamento monetário não representa uma mudança para uma postura branda. Ao contrário: a autoridade monetária insiste que o ambiente segue exigindo restrição monetária em intensidade elevada e por período prolongado.

A principal mensagem para o mercado é que o Copom abriu espaço para novos cortes, mas retirou qualquer sinal de automatismo. A magnitude e a duração do ciclo passam a depender da evolução do cenário, especialmente da trajetória das expectativas de inflação, dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre commodities e condições financeiras, e da leitura sobre a atividade doméstica.

A inflação continua acima da meta, e o comportamento dos serviços permanece associado a um mercado de trabalho ainda dinâmico e a uma atividade que desacelera apenas gradualmente.

No cenário de referência, o Copom projeta inflação de 3,9% em 2026 e de 3,3% no terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária. Embora a trajetória indique desaceleração, ela ainda reforça um processo de convergência gradual, não uma vitória consolidada sobre a inflação.

Para investidores, esse é um ponto-chave: se o emprego e a renda seguirem fortes, a desaceleração da atividade pode não ser suficiente, por si só, para garantir uma desinflação mais rápida.

Em síntese, a ata é menos a narrativa de um ciclo de afrouxamento e mais a de um Banco Central que começou a reduzir os juros sem abrir mão de um tom duro. Em ambiente de incerteza elevada, a barra para acelerar o corte da Selic continua alta.

Endereço

São Paulo, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando MVT Investimentos posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar