26/03/2026
O mercado ainda não precifica um cenário de crise prolongada.
Mesmo com o Estreito de Ormuz travado e o petróleo próximo de US$ 100, a queda limitada das bolsas reflete uma leitura predominante: o conflito deve ser de curta duração. Isso também aparece na curva futura do petróleo, que segue na faixa de US$ 70–75.
Enquanto essa expectativa se mantiver, os impactos tendem a ser contidos. Mas uma mudança nessa percepção, com o mercado passando a enxergar um conflito mais longo, pode alterar rapidamente o cenário, pressionando a inflação e precificando novamente ativos globais.
Em momentos como esse, mais do que o fato, é a interpretação do mercado que define os movimentos.