22/09/2022
Na última semana, fizemos um post mencionando que o diferencial de juros brasileiro frente a outros países, com destaque aos desenvolvidos, é um ponto relevante de entrada de capital estrangeiro. Isso acontece uma vez que as taxas elevadas são atrativas aos investidores, na busca de maximizar a rentabilidade de seu capital.
O cenário de persistência da inflação sem indícios de uma desaceleração generalizada tem sido uma preocupação constante para os governos. Na tentativa de contê-la, Bancos Centrais vêm adotando medidas contracionistas, como alta nos juros e diminuição do dinheiro em circulação na economia (redução de liquidez).
Nesta quarta-feira (21/09), tivemos reuniões no Brasil (Copom) e nos Estados Unidos (Fomc). Por aqui, a taxa Selic foi mantida em 13,75%, encerrando (por hora) o seu ciclo de alta. Já nos EUA, o Federal Reserve (Fed) elevou os juros em 75 bps, para o intervalo entre 3,00% e 3,25%.
É valido contextualizar que o BC brasileiro antecipou esse movimento de alta dos juros, o que levou ao aumento do diferencial mostrado nos gráficos. No entanto, com o ciclo da Selic se encerrando no país e um aperto monetário mais forte nas principais economias, o Brasil e demais emergentes ficam menos atrativos e tendem a sofrer impactos com a saída dos investidores em busca de segurança. Esse movimento enfraqueceria nossa moeda.
Seguiremos monitorando a evolução do ciclo de aperto monetário global e os impactos no cenário interno.
atento aos próximos posts!