07/08/2026
A SpaceX e a Nvidia anunciaram uma parceria para construir data centers de inteligência artificial no espaço. O projeto, batizado de Starmind AI1, vai equipar satélites com GPUs Nvidia Rubin e CPUs Vera, o mesmo tipo de chip usado nos data centers terrestres mais avançados, para processar dados em órbita e transmitir os resultados à Terra pela rede Starlink. Cada unidade terá 30 metros de altura e capacidade de processamento de até 250 kW no pico. A produção em massa começa em 2027, nos EUA.
A escolha do espaço tem uma lógica estrutural: um data center na Terra depende de energia elétrica, espaço físico e refrigeração, fatores que limitam sua expansão. No espaço, os satélites captam energia solar continuamente e resfriam no vácuo, o que elimina essas restrições.
O anúncio veio no mesmo dia em que a SpaceX divulgou seu primeiro balanço desde a abertura de capital: receita de US$ 7,8 bilhões, alta de 92% em relação ao ano anterior. Ainda assim, a divisão de IA registrou prejuízo operacional de US$ 1,26 bilhão no período. Quem sustenta o resultado é o Starlink, com US$ 1,66 bilhão de lucro operacional. Desde o IPO, em junho, a ação acumula queda de aproximadamente 16%.
Quando as maiores empresas de tecnologia passam a buscar infraestrutura fora da Terra, é porque a capacidade disponível já começa a influenciar os próximos passos da indústria. E onde a capacidade encontra seus limites, o capital se movimenta primeiro.