18/05/2022
A grande parte da inflação alta em 2021 foi um fenômeno global impulsionado pela pandemia de covid-19. A doença afetou fluxos comerciais em todo o planeta, criando gargalos na distribuição de produtos. De acordo com ele, o fenômeno atingiu não apenas países emergentes, mas também economias avançadas.
O efeito da elevação dos preços é mais severo sobre os mais pobres. De acordo com o IBGE, os gastos com alimentação representam 20,94% da renda dos brasileiros. Se analisado entre as famílias que vivem com 1 a 5 salários-mínimos, o peso da alimentação chega a 23,84% dos rendimentos. Os gastos com habitação, por sua vez, consomem 15,94% das rendas da população em geral. Entre as famílias que recebem de 1 a 5 salários-mínimos, eles representam 17,8% de suas despesas.
Nos últimos 12 meses, pesaram os preços do botijão de gás (34,67%); energia elétrica (28,82%); gás encanado (20,36%); artigos de limpeza (6,36%) e aluguel (5,42%). Desde o início da pandemia, os números se agravam: o gás de botijão teve alta de 38,34% e a energia, de 30,38%.