04/07/2025
Fim de alta de juros, decreto do IOF, tarifas, guerras, pacote fiscal de Trump. Não faltaram notícias para movimentar os mercados ao longo do último mês, e o que se viu foram alguns dos principais ativos reagindo a isso.
Por aqui, a crise do IOF trouxe desconforto e um ambiente de incertezas, mas, além disso, o período foi marcado pela divulgação de dados importantes e que nos ajudam a traçar o cenário de inflação, juros e crescimento. Do ponto de vista da inflação, os números recentes têm mostrado uma composição mais benigna da inflação corrente, com desaceleração em alimentos, bens industriais e núcleos.
A despeito disso, no entanto, alguns pontos ainda preocupam, como: (i) expectativas desancoradas até 2028; (ii) preços de serviços, que tendem a ficar pressionados enquanto o mercado de trabalho estiver aquecido; (iii) a inflação está desacelerando, mas permanece bem acima do teto da meta de 4,5%.
No que diz respeito ao ambiente internacional, são três os principais pontos de atenção: (i) Tarifas, que ao longo de julho serão informadas aos principais parceiros dos EUA, e em agosto passarão a valer; (ii) Pacote fiscal de D. Trump, que impõe risco à já delicada dinâmica fiscal com cortes de impostos na ordem de US$ 3,8 trilhões; (iii) a troca de presidência no Fed, que só deve acontecer em maio de 2026, mas cujas discussões já estão sendo antecipadas – e podem fazer preço na curva de juros.
Confira no post as alocações definidas pelo comitê da B.Side Investimentos, além das nossas projeções macroeconômicas para 2025 e 2026.