12/09/2025
EBITDA, EBITDA...
Semanalmente, lemos sobre esse indicador financeiro, umas falando muito bem, outras questionando sua real importância no fluxo de caixa, e assim por diante...
Com o intuito de contribuir um pouco mais, principalmente aos menos familiarizados, vamos lembrar o seguinte:
- O DRE avalia a situação Econômica da empresa (capacidade que a empresa tem de gerar lucro). Regime de competência => mês a que se refere.
- O Fluxo de Caixa avalia a situação Financeira da empresa (capacidade que a empresa tem de honrar seus pagamentos). Regime de caixa => mês de desembolso.
Lembremos, também, que o EBITDA decorre de um pequeno ajuste no lucro operacional do DRE, onde são somadas a esse lucro despesas já lançadas de depreciação e amortização, e que receitas e despesas financeiras ainda não foram refletidas. Como todas as demais despesas operacionais já foram computadas, temos nele um lucro operacional “mais puro”, vamos dizer assim, pois está localizado antes da depreciação, amortização de intangíveis e despesas financeiras.
Mas, afinal, ele é um indicador financeiro, econômico ou econômico-financeiro? Se procurarmos bem, encontraremos referência a ele nas três formas acima!
A verdade é que o EBITDA informa a potencial geração de caixa operacional da empresa (ou geração bruta de caixa, como já devemos ter ouvido), permitindo uma análise mais padronizada do lucro operacional desta, quando comparado com outras empresas do mesmo setor ou até mesmo de outros países. É um indicador importantíssimo, pois avalia a eficiência operacional do negócio em termos de venda, margem bruta ou de contribuição e custos da operação.
No entanto, não é o Fluxo de Caixa Operacional. Para chegarmos a ele, em uma demonstração convencional, basta somar ao EBITDA a variação da necessidade de capital de giro (NCG), e o resultado aparecerá.
Fazendo isso, transformamos tudo para o regime de caixa, pois prazos médios importantíssimos de recebimento, pagamento, estoque e outros, que impactam diretamente nesse aumento ou diminuição da NCG, são considerados. A apuração da NCG e da variação dela são tão importantes que em uma empresa cujo EBITDA, por exemplo, for de 10 milhões em um exercício, se a variação da NCG no mesmo período for de – 10 milhões, o fluxo de caixa operacional será zero.
Daí para frente, todas as demais entradas e saídas lançadas (financiamentos, vendas de imobilizado, integralização de capital, pagamento de juros e principal, etc, etc...) nos levarão ao último número tão esperado de sobra ou falta de caixa (superávit ou déficit).
Demonstração Convencional Simples