28/05/2025
Com a Selic em 14,75%, financiar está mais caro para quem não tem o dinheiro total para comprar uma casa ou um veículo. O presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, afirmou que a taxa básica de juros deve permanecer alta por um período bastante prolongado.
O consórcio é uma alternativa mais barata para se ter um bem e um serviço. Nele, um grupo de pessoas se reúne para comprar bens como carros, imóveis ou até mesmo viagens. Cada pessoa contribui todo mês com parcelas ao longo do tempo. Os cotistas são contemplados seja por sorteio ou por um lance e recebem uma carta de crédito para adquirir o bem.
A grande diferença? Ao contrário de um financiamento, você não paga juros sobre o capital em um consórcio, mas há custos envolvidos, como uma taxa administrativa com correção da inflação. Em uma simulação para um carro de R$ 80.000, com 30% de entrada e parcelas diluídas em 5 anos, o comprador paga mais de R$ 37.000 só de juros no financiamento, enquanto o consórcio sai quase R$ 25.000 mais barato.
Não à toa, o setor de consórcios tem o maior volume de adesões em 20 anos. Só neste primeiro trimestre foram mais de 1.200.000 cotas comercializadas, alta de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.
O consórcio pode ser vantajoso para quem não tem urgência para a aquisição do bem, mas exige planejamento e paciência. Quem tiver capital pode aumentar as chances de ser contemplado ao oferecer lances.