06/01/2026
138 roubos de carros por dia em São Paulo
São Paulo registra, em média, 138 roubos e furtos de veículos por dia. O dado impressiona, mas para quem atua com seguros ele revela algo ainda mais profundo, o risco deixou de ser exceção e passou a integrar a rotina urbana. Carros e motos populares, amplamente presentes nas ruas, tornaram-se os principais alvos. Não por acaso, são veículos com alta liquidez, peças facilmente revendidas e circulação intensa em regiões de grande fluxo.
Como corretor de seguros, observo diariamente que o problema não está apenas na criminalidade em si, mas na falsa sensação de segurança que muitos motoristas ainda carregam. “Meu carro é simples”, “moro em bairro tranquilo” ou “uso pouco à noite” são argumentos comuns e perigosos. Os dados mostram que os crimes se concentram no meio da semana, especialmente no fim da tarde e à noite, exatamente nos horários de deslocamento para o trabalho e retorno para casa.
Outro ponto crítico é o perfil da frota roubada, são veículos com mais de 10 anos que concentram grande parte das ocorrências. Carros que, muitas vezes, estão segurados apenas contra terceiros ou sequer possuem cobertura. Quando o sinistro acontece, o prejuízo é total, financeiro, emocional e operacional. No caso das motos, o risco é ainda maior, pois além da perda do bem, há elevada exposição física do condutor.
Seguro não elimina o crime, mas transforma perda em previsibilidade. Um contrato bem estruturado garante indenização adequada, assistência rápida e, principalmente, continuidade da vida financeira e do patrimônio do segurado. Em um cenário de risco elevado e recorrente, economizar na proteção é assumir um custo oculto que pode se materializar a qualquer momento.
O avanço da criminalidade exige mais do poder público, mas também decisões mais conscientes do cidadão. Proteger o patrimônio não é luxo, é gestão de risco. Em São Paulo, hoje, estar segurado não é excesso de cautela, é racionalidade.
Elísio Peixoto
Corretor de Seguros