Vs A vida é um grande espetáculo e para protagoniza-lo com dignidade precisamos nos sentir protegidos. De 1990 para cá, o mercado mudou bastante.

Estabilidade e Crescimento


Entre meados da década de 70 e fins da década de 80, o mercado de seguros, previdência privada e capitalização se encontrava estagnado. Inflação elevada, regulação inibidora da competição e cultura nacional desacostumada com os seguros constituíam os principais entraves. Os governos concederam às seguradoras maior liberdade de fixação de preços e demais condições das

apólices, diversas companhias internacionais passaram a operar no Brasil, a oferta de produtos se diversificou e a maior concorrência trouxe benefícios para os consumidores na forma de queda de prêmios. Com as reformas dos primeiros anos da década de 90, teve início um período de crescimento que foi ainda mais acentuado depois do sucesso da estabilização monetária de 1994 que acabou com a hiperinflação. Os principais indicadores do mercado segurador mais que dobraram: a receita anual com prêmios de seguros e contribuições a planos de previdência passou de US$ 32 por habitante, em 1990, para US$ 395 em 2012 (valores estimados) e o quociente dessa receita contra o PIB subiu de 1,2% para 3,6% no mesmo período. Em 2012, o referido mercado arrecadou R$ 252,4 bilhões em prêmios diretos de seguros, saúde suplementar , contribuições previdenciárias e em títulos de capitalização. Tais prêmios e contribuições serviram para incrementar provisões que se elevaram a R$ 420 bilhões, o que significou 5,69% do PIB. As provisões também garantiram o pagamento de indenizações de sinistros, benefícios assistenciais e resgates de planos previdenciários e de capitalização no valor de R$ 135,2 bilhões, em 2012 (3,05% do PIB). A importância do setor ultrapassa, em muito, a expressão numérica. Com efeito, a vida cotidiana, como a conhecemos desde a Revolução Industrial, seria impossível sem os seguros. As empresas não poderiam aceitar riscos como fazem presentemente, portanto, seus investimentos seriam severamente restringidos e, com eles, a expansão futura das economias. Mercados inteiros entrariam em colapso: basta imaginar o que ocorreria com a venda de automóveis, com o mercado de crédito e com o comércio exterior se não houvesse o apoio dos seguros. A indústria de seguros, crescentemente, suplementa o Estado no fornecimento de serviços cruciais nas áreas de saúde e de seguridade social e, ao fazer isso, permite que o Estado concentre atenção e recursos no atendimento às necessidades das camadas mais pobres da população.

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