06/08/2012
PLURAL
OU
SINGULAR
QUE VISÃO VOCÊ TEM DE SUA EMPRESA?
Primeiramente quero dizer que esta obra tem por objetivo demonstrar algumas experiências do autor e suas conseqüências no dia-a-dia de uma empresa e suas consequências, tem caráter orientativo e a critério dos leitores podem ser conclusivas.
INTRODUÇÃO
Todos os dias sejam empresários, executivos ou outras denominações que se queiram dar a quem tem a responsabilidade de administrar e ter sucesso com algum empreendimento neste país, tem problemas para resolver e não apenas problemas rotineiros, que se tiver um pouco de experiência e “jogo de cintura” resolve de olhos fechados, mas existem outros que podem estagnar, travar ou engessar qualquer negócio e são esses problemas que vamos tentar elencar aqui e com experiências práticas vividas pelo autor ajudar a resolvê-los.
CAPÍTULO I
Tenho mais de 20 anos de experiência em gestão de empresas e possuo um dom natural de encontrar soluções para diversos problemas em uma empresa, seja ela pequena, média, grande ou multinacional, os problemas são os mesmos, o que muda é o tamanho do problema e quantidade de pessoas envolvidas.
Infelizmente a maioria dos empresários acham que tem a solução para tudo, que podem resolver tudo sozinhos, é uma conclusão minha, não é teoria, vivência pratica, mas na verdade esta visão de resolverem sozinhos é falsa.
Nós não fomos educados para empreender, temos muitos donos de empresas e pouquíssimos empresários, isso mesmo, existe uma grande diferença entre os dois, se não porque as pesquisas realizadas dizem que de cada 10 empresas criadas metade fecha depois de algum tempo, porque nossas empresas sofrem tanto para se firmarem no mercado, outras estão endividadas até o pescoço, as pequenas e médias, vivem de descontar títulos, venderem seus produtos para grandes grupos por preços super baixos, com prejuízo com intuito de “fazer caixa”, já vi empresário ir ao caixa eletrônico do banco e conseguir imprimir talões de cheques (se os sistema tivesse liberado) para então começar o dia da empresa). Não estou criticando ninguém, o importante é encontrar uma saída.
Vamos ao que interessa, não adianta escrever um livro de 500 páginas e que não vai agregar em nada ao leitor.
Iniciei minha carreira como auxiliar contábil em uma empresa familiar e partir dali por minha conta e risco busquei conhecimento técnico e conhecimento empresarial ou corporativo, como queiram, nunca esperei que uma empresa investisse em mim, acho que o bom profissional deve buscar isso antes de qualquer empresa e graças a esta visão consegui muita experiência, cheguei a ocupar cargo de gerência em empresa multinacional, viajei para países da Europa e também para os Estados Unidos.
Daqui em diante vamos usar somente o termo empresário e deixar de lado o “dono de empresa”, vou citar aqui alguns exemplos verídicos, lógico não vou citar nomes, que tenho certeza vocês irão identif**ar em suas empresas, e quem sabe as decisões que tomei possam ajudá-los.
Fui contratado como consultor (para mim consultor é aquele que visualiza os problemas e os resolve, se assim o empresário desejar e não aquele que cobra uma fortuna para fazer extensos relatórios que f**am na mesa do empresário juntando pó) e encontrei uma empresa com potencial de mercado muito bom, mas indo em direção ao caos. Primeiramente encontrei o diretor tomando calmante, porque não conseguia gerir todos os problemas, encontrei também funcionários desmotivados por “n” situações, salário baixo, em atraso, não tinha um lugar para fazerem as refeições, os equipamento sucateados, sempre quebrando, a contabilidade atrasada três meses, a planilha de custos estava na cabeça do diretor, descontava todos os títulos gerados no dia, enfim um cenário que muita gente que lê este livro conhece.
Pois bem, como bom profissional, primeiramente, chamei o responsável pelo escritório que fazia a contabilidade da empresa, o pagamento do escritório estava atrasado (a contabilidade normalmente f**a por último), fiz então um parcelamento e aos poucos colocamos os números em dia.
À área comercial, essa então parecia à torre de Babel, aquela da bíblia, tinha call Center, profissionais para vender para grandes contas e outro para distribuidores e outros para exportação, parece organizado não é? Não, pois tinha mais que o dobro de gente necessário e sem alguém para dar as diretrizes, para analisar o crédito tinham três pessoas, o que emperrava todo o fluxo de faturamento (a análise deve existir, mas tem que ser ágil), nessa minhas andanças no mundo corporativo desenvolvi a visão plural de uma empresa, ou seja, aquela que o profissional consegue visualizar mentalmente cada setor e faz a conexão de cada um deles e quais as conseqüências trazidas em cada mudança que fizer (imagine o jogo de xadrez), pois é, após dois meses de treinamento para vendas e análise de competências , parte dos funcionários da área comercial foi transferida para outras funções e alguns foram demitidos e foram retiradas as paredes que separavam os funcionários. Quantos aos representantes, procuramos atingir o país todo, delimitamos no mapa as novas regiões, contratamos representantes para todas elas e o call Center, passou a interagir com os representantes, prospectando novos clientes e direcionando-os para os representantes.
Legal o comercial estava vendendo, que notícia boa!, Analisando individualmente sim e pluralmente o que aconteceu, imagine agora aqueles dominós alinhados que uns derrubam os outros, foi o que aconteceu. Vendendo mais, precisa mais matéria prima, para comprar mais precisa mais dinheiro ou crédito, não tinha nenhum dos dois, ainda bem que deixamos a contabilidade em dia, buscamos então financiamentos em bancos, um deles via BNDES, pequeno por causa do histórico da empresa mas já era um começo e os bancos do dia-a-dia não viam com bons olhos a administração da empresa, teve um gerente que chegou a me dizer que mudaram a forma de enxergar a empresa, para melhor, quando perceberam mudanças para melhor na administração da empresa (mérito meu, sem falsa modéstia), conseguimos num primeiro momento ampliar os limites para desconto e fomos gradativamente saindo do sufoco do dia-a-dia e começávamos a esboçar um fluxo de caixa.
Fizemos também vendas diretas com grandes contas, fizemos um preço que nos desse prejuízo e conseguimos com que grandes clientes pagassem antecipado pelos produtos e com entregas programadas, desta forma conseguimos colocar as dívidas com fornecedores em dia e comprar mais matéria prima. Agora ficou bom não é? Não
O setor de comprar estava corrompido e comprava itens que no momento não eram vitais, com baixa qualidade (o representante percebe a fragilidade da empresa e “empurra” itens que estão encalhados, venda casada) e ainda por cima o comprador recebia propina do representante, acabamos contudo, implantamos um ERP (programa de computador que ajuda a gerenciar as atividades de uma empresa), todas as compras deveriam ter solicitação de compras, aprovadas pelo diretor e após análise de preços autorizadas e quando a matéria prima chegava à empresa era verif**ada a qualidade e a quantidade (isso mesmo comprava 10 e entregava seis por exemplo), resolvido isso, qual foi o próximo problema? A produção, equipamento sucateado, gastos altos com manutenção, desperdício de matéria prima e pessoal desmotivado.
Vamos às soluções, pessoal com salário atrasado, como tínhamos mais crédito, conseguimos colocar em dia e escalonamos via sindicato um reajuste que equiparasse os salários de acordo com o mercado. Como a empresa tinha um espaço físico generoso, conseguimos fazer um acordo com uma empresa de alimentação, no qual eles construirão um refeitório de primeira linha, forneceriam todos os móveis, equipamentos, cozinheiras, nós pagaríamos um adicional em cada refeição até amortizar o investimento e depois, o espaço físico seria da empresa contratante, melhorou em muito a motivação dos trabalhadores, investimos em treinamento específico para cada área e também subsidiamos parte do valor da faculdade desde que fosse inerente a função desenvolvida na empresa.
Quanto aos equipamentos sucateados, buscamos financiar equipamentos novos em prazos esticados e durante o prazo de liberação e implantação dos mesmos terceirizamos parte da produção. Existia até um caminhão velho, que vivia quebrando e tinha um motorista só para esse caminhão, vendemos o caminhão para o motorista que foi demitido e ele passou a ser transportador terceirizado da empresa e com o dinheiro do caminhão demos de entrada na renovação da frota de veículos menores, equipe de suporte ao cliente.
Implantamos o sistema de ISO (começando com a 9000), melhorando a visibilidade dos produtos para exportação, parecia tudo resolvido, as coisas andavam muito bem, surgiu então uma situação que nem o melhor profissional de finanças poderia controlar, eu explico, a empresa era familiar, um diretor que era sócio majoritário morava em casa alugada, tinha alguns sonhos para realizar, como por exemplo trocar a camionete por um modelo zero kilometro, comprar um barco, um apartamento na praia e lógico comprar uma mansão na cidade onde morava, não tenho nada contra a realizar estes sonhos, o problema sou adequar no fluxo de caixa estas saídas de numerário, um fluxo de caixa recém organizado, frágil ainda, não tinha condições naquele momento de suportar aqueles gastos. Como bom profissional que sou sugeri ao diretor que realiza-se um sonho por vez, gradativamente, sabe o que ouvi? O dinheiro é da minha empresa e eu sou o dono da empresa, bom para encurtar a história a empresa hoje está em recuperação judicial.
CAPÍTULO II
Fórmulas mágicas não existem para reorganizar uma empresa, existe sim , muito trabalho, dedicação e foco no objetivo. Quando citei no início do primeiro capítulo que tinha um dom natural de encontrar soluções, me referia à capacidade de administrar uma riqueza imensa existente em todas as empresas, mas pouquíssimos profissionais que identif**am esta riqueza, os que identif**aram estão indo muito bem, essa riqueza são os funcionários, você tem que ouvi-los, muitos empresários passam poro problemas porque não sabem ouvir, na maioria das vezes o seu funcionário já identificou o problema, sabe como resolver, mas não se sente a vontade de entrar na sala do diretor e explicar, às vezes por falta de coragem, outras porque acha que vai virar motivo de piada e o pior é quando fala para chefe dele e a informação não vai adiante porque o chefe pensa assim, se eu levar adiante o diretor vai achar meu funcionário mais competente que eu, então é melhor deixar assim, particularmente nunca me orientei somente pelas informações de gerente, coordenador e por aí adiante, sempre fui à fonte da informação.
Todo funcionário deve ser ouvido, não só naqueles almoços ou cafés da manhã que os diretores realizam, devem ser ouvidos individualmente, lógico você tem que reconhecer quais, ou ir fazendo gradativamente ou então que eles façam sugestões via e-mail ou coloquem em uma urna, imagina fazer isso quando sua empresa tiver três mil funcionários.
Normalmente a reorganização de uma empresa levaria digamos dois anos, eu consigo em média na metade do tempo, como faço isso? Eis a pergunta, quando chego a uma empresa, normalmente vou conversando com os funcionários, independente da hierarquia, e a partir daí vou levantando os problemas existentes, claro que você tem que filtrá-los, depois é só juntar com a minha experiência, conhecimento técnico e está feito um esboço inicial da empresa.
O que quero suscitar aqui é que se pare para pensar e analisar a visão que o empresário tem da empresa, Plural em que consegue visualizar a empresa como um todo, onde cada setor tem sua importância ou visão singular onde visualiza apenas a área que mais lhe interessa ou que domina.
Como sou consultor e não vendedor de livros, não quero colocar aqui todos os detalhes de todos os problemas encontrados, até porque a experiência, ousadia e conhecimento do consultor conta muito, então resolvi fazer uma espécie de flash book, que são estas poucas paginas, com experiências e espero não sejam cansativas para ler e despertem interesse em conhecer aprofundadamente como resolver os problemas de suas empresas.
Talvez alguém esteja pensando, se o autor desta obra realmente tem toda essa capacidade porque então não tem a sua própria empresa? E tenho o que estão lendo é apenas uma pequena parte do meu conhecimento, que é o meu negócio.
Agradeço a atenção e se gostaram do que leram entrem em contato e terei uma enorme satisfação em atendê-los.
Atenciosamente
Luiz Alberto Bitencourt Soares
(47) 9986 0083
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