28/08/2021
Persistimos acreditando nestes fundamentos.
Tudo começa com uma ideia. Ela pode ter surgido pela observação de uma demanda, através de uma roda de conversas entre amigos ou mesmo pela absoluta necessidade de se sobreviver, pensando ou não em como seria a melhor estratégia.
Com a visão de que um negócio pode dar certo, a pessoa começa a empreender e acreditando, no peito e na raça, ela reúne todos os esforços que estiverem ao seu alcance, e vai para rua "vender o seu peixe", na maioria das vezes, provavelmente na informalidade nesta fase.
Dando certo, daquele marco zero onde se buscou o capital inicial sabe-se lá como, seja com o apoio de parentes, de amigos, através de financiamentos bancários, ou com produtos em consignação, representações e outras possibilidades que se obteve crédito, chega a hora em que este empreendedor precisará se formalizar para continuar a crescer.
E a pessoa se torna empresarial. E agora? Um mundo novo bem além de suas vivências da fase de faturar para sobreviver, ocupa a sua vida e os primeiros anos não são fáceis não... é contador, empregados, fornecedores de todas as partes, impostos de todas as matizes, técnicas de marketing, concorrência, novas tecnologias, mais necessidade de capital. Está se reconhecendo?
Bem, agora a empresa felizmente cresceu, e há enfim uma certa estabilidade. Se as ambições começam a ficar satisfeitas, provavelmente não se crescerá mais do que isso. Mas a tendência é a de que essa empresa em ascensão se torne ainda maior. Será preciso portanto acesso a capitais mais vultosos, obter mais crédito com fornecedores, consolidar sua presença no mercado em que atua, dentre outros desafios que irão se impor.
Será preciso então que a empresa se profissionalize, implantando um sistema de governança que inspire segurança necessária para o salto que o negócio precisará dar.
É nesse momento que aquela ou aquele visionário, que começou seu negócio sozinho, empreendeu, se formalizou, contratou, sofreu tudo o que se pode imaginar e o que não dá nem para pensar, precisará dividir as tarefas e eventualmente o comando daquilo que estruturou de fio a pavio, para que possa crescer do modo ideal.
Embora haja ainda bastante resistência no Brasil, chega uma fase em que é salutar que a empresa transforme sua forma de sociedade, facilitando sobretudo a entrada de recursos, especialmente os provenientes de investidores, que em raros casos concordarão em participar como sócios de uma Sociedade Limitada, posto que ficarão melhor resguardados se participarem do negócio como Acionistas de uma Sociedade Anônima.
E o outrora empreendedor torna-se assim um Acionista. Ele provavelmente deverá estar em uma etapa mais madura de sua vida, embora em alguns casos se observe um ciclo relativamente rápido, mas o comum não é ser assim. De acordo com sua idade, personalidade, capacidade técnica e institucional o fundador poderá continuar atuando como Executivo da Companhia, compondo ou não o seu Conselho de Administração, ou apenas recebendo os lucros gerados pela S.A., na proporção de sua participação acionária, sem que trabalhe para isso.
Independente de seu destino, um fato é incontestável: o visionário que transformou sua ideia em ação, correu riscos, deu forma legal ao seu projeto, gerou empregos, profissionalizou o negócio, atraiu capital e interesse de terceiros, liderou processos, com louvor concluiu um ciclo integral, e agora se torna uma referência para os que estão em seu raio de influência.
Empreender vale a pena!