30/10/2016
O RISCO DA CAVERNA
Certa vez assisti um filme chamado "Os Croods". Este trata da história de uma família da era pré-histórica, onde o patriarca tenta de todas as maneiras e a todo o tempo, convencer o seu clã que a caverna onde moravam era o lugar mais seguro para se viver. Ele tinha uma total insegurança para conhecer o novo, arriscar, aventurar-se a desbravar mais corajosamente aquele mundo. Não conseguia vislumbrar novos horizontes, pois era limitado em sua visão e, para ele, não valia à pena correr certos riscos.
Fazendo uma analogia, o mercado financeiro também apresenta diversos riscos nos investimentos envolvidos, como por exemplo: o risco de crédito, liquidez, de mercado, sistêmico entre outros. Mas como no filme, acredito que o pior de todos é o "risco da caverna". É o medo que o ser humano tem de ousar, de arriscar, de buscar algo novo e melhor. O famoso medo do desconhecido. A pessoa simplesmente se acostuma a uma determinada situação em sua vida.
É impressionante saber que hoje 95% dos brasileiros investem o seu dinheiro em um banco. Acreditam que os bancos oferecem os melhores produtos de investimentos e são as instituições mais adequadas para se investir. Muitos não conhecem as corretoras, as distribuidoras, os gestores independentes e os bancos de investimentos que estão crescendo cada vez mais em nosso país. É também uma questão cultural.
Um banco vai negociar, obviamente, os produtos da sua prateleira. Com isso os investidores deste banco ficarão limitados a poucos produtos. Você nunca verá o seu banco incentivando a investir no Tesouro Direto, ou a tornar-se cliente de uma corretora que não seja a dele. Isso faz parte do negócio, da ciranda financeira.
Os americanos um dia já foram como nós brasileiro, sofriam do "risco da caverna", evitavam o desconhecido e aplicavam todos os seus recursos em algum banco famoso. Isso mudou por lá a muito anos, pois a grande potência mundial aplica atualmente 99% dos seus recursos financeiros fora dos bancos, em locais que oferecem uma gama de produtos dos gestores e instituições financeiras mais eficientes e rentáveis do mercado.
A boa notícia é que tudo isso também está disponível para nós brasileiros. É uma questão de quebra de paradigmas e mudança de cultura. Temos ótimas opções em nosso mercado fora dos bancos. instituições que oferecem contas que são abertas em poucos minutos e de forma fácil e gratuita, com as mais modernas plataformas de atendimento.
Mas voltando ao exemplo do filme, o "Papai Crood" no final da história rompeu com os seus medos e barreiras e conquistou um mundo novo e muito melhor para ele e a família. Pense nisso. Saia da caverna!