12/12/2022
Os destaques do terceiro trimestre da economia brasileira foram para os setores de serviços e da indústria, que cresceram 1,1% e 0,8%, respectivamente. Do outro lado, a agropecuária recuou 0,9%, e o comércio também diminuiu, com um resultado negativo de 0,1%.
“Esse é um cenário que já vínhamos observando na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE. O resultado reflete a realocação do consumo das famílias dos bens para os serviços”, destacou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, em comunicado à imprensa.
“A retração [na agropecuária] é explicada pelas culturas que têm safra relevante nesse trimestre e tiveram queda de produção, como é o caso da cana-de-açúcar e de mandioca. Já no ano, o desempenho do setor é ligado aos resultados da soja, nossa principal cultura, que teve a sua produção afetada por problemas climáticos”, complementou a especialista.
No setor externo, as importações (+5,8%) e exportações (+3,6%) cresceram, tendo como base o período anterior analisado.
“Freios de mão puxados no país e no exterior”
Diz Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil Investimentos.
Na sua observação: “O terceiro trimestre é historicamente mais fraco que os demais, é como uma virada de ciclo para o final do ano com as empresas se organizando para a reta final, o que gera uma grande expectativa. E boa parte dessa expectativa não se confirmou no terceiro trimestre e está decepcionando ainda mais no quarto trimestre, pelos dados do comércio. O terceiro trimestre veio abaixo do esperado e indica que o inverno que está por vir na economia brasileira.”