31/12/2025
2025,
você não passou em silêncio.
Chegou com força, bateu com vontade e não pediu licença.
Levou o que doeu perder, mostrou limites que eu não queria enxergar
e me fez entender que nem toda perda é castigo às vezes é livramento.
Foi um ano que exigiu fé quando o chão pareceu instável,
coragem quando o cansaço quis vencer
e maturidade para aceitar que nem tudo o que se vai precisava mesmo ficar.
Hoje eu não te despeço com mágoa,
mas com respeito.
Porque mesmo nas dores, você me ensinou.
Mesmo nos vazios, você me moldou.
Que em 2026, Senhor,
seja restaurado apenas aquilo que não era necessário perder,
que volte o que saiu cedo demais
e permaneça distante o que precisava ir para que eu sobrevivesse.
Que eu entre no novo ano mais leve,
não porque tudo foi resolvido,
mas porque aprendi a soltar o peso que não era meu.
Que eu volte melhor, com menos culpa, mais fé, menos pressa, mais propósito.
Obrigada, 2025.
Você doeu mas me preparou.
Agora sigo.
Mais consciente.
Mais inteira.
Mais forte
Carla de Mendonça