11/10/2013
Todo o cuidado é pouco com a nossa alimentação.
ABRAN reforça cuidados com saúde no Dia Nacional de Prevenção da Obesidade
Presidente da Associação e médicos nutrólogos demonstram preocupação com prevenção e tratamento da doença
(11 de outubro de 2013) No Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) reforça a preocupação em relação aos números crescentes da doença e faz um novo alerta pela busca dos tratamentos adequados. Com números cada vez maiores e impactantes, os quadros de obesidade preocupam, mas podem e devem ser revertidos com ajuda médica especializada.
“Devemos imaginar o tratamento da obesidade como uma pirâmide. Na base está a correção dos hábitos alimentares. Ao subirmos, vemos as atividades físicas, a dietoterapia, as terapias cognitivo-comportamentais e a farmacoterapia antiobesidade como alternativas. Em último caso, no topo de pirâmide, a pessoa deverá recorrer à cirurgia bariátrica”, observa o Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da ABRAN.
O número de pessoas com excesso de peso e obesidade têm aumentado no Brasil. Nos últimos 20 anos, o índice de crianças obesas aumentou 300%. Em 2006, por exemplo, 47,2% dos homens e 38,5% das mulheres estavam acima do peso, enquanto em 2011 as proporções passaram para 52,6% e 44,7%, respectivamente.
O XVII Congresso Brasileiro de Nutrologia deste ano, realizado em setembro, abordou importantes casos sobre a situação da obesidade no país e sua associação com outras doenças graves, como o Alzheimer. De acordo com segmentos de pesquisas com mais de 27 anos de duração, pessoas obesas na vida adulta tendem a manifestar a doença. A entidade também apresentou uma pesquisa realizada pelos próprios médicos com seus pacientes, que comprova que 95% dos obesos que desejam emagrecer precisam do complemento de remédios inibidores de apetite para realizarem a tarefa.
“A obesidade é um problema de saúde pública, com altos índices e comorbidades associadas que comprovam isso”, ressalta o Dr. Durval. Ele esclarece que a população precisa de tratamentos adequados e que, com a proibição da Anvisa sobre a comercialização de alguns tipos de medicamentos inibidores de apetite, os pacientes ficaram desassistidos. “A ABRAN continuará na luta pelos pacientes obesos com o acompanhamento médico necessário e na frente das batalhas pela liberação da medicação adequada”, completa.
Sobre a ABRAN
A ABRAN é uma entidade médica científica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. Fundada em 1973, dedica-se ao estudo de nutrientes dos alimentos, decisivos na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da maior parte das doenças que afetam o ser humano, a maior parte de origem nutricional. Reúne mais de 3.800 médicos nutrólogos associados, que atuam no desenvolvimento e atualização científica em prol do bem estar nutricional, físico, social e mental da população. Visite www.abran.org.br e curta a ABRAN no Facebook www.facebook.com/nutrologos.