19/02/2025
“A piscina por si só não atrai raios. Isso é um grande mito. O grande perigo de nadar durante uma tempestade é que o corpo do banhista, que está para fora da água, acaba funcionando como um para-raios atraindo a descarga elétrica”, explica o diretor de Relações Institucionais da Sobrasa, Régis Amadeu, reforçando a importância de não se usar a piscina durante as chuvas.
Ainda de acordo com o especialista, a medida mais segura durante uma tempestade é sair da água e se abrigar em um local seco e fechado. Isso porque a água e o cloro são condutores de eletricidade, sendo assim se um raio cair em algum ponto da piscina ou da área de lazer, a energia poderá ser conduzida até a pessoa.
De acordo com o Elat, 9% das vítimas de raio estavam próximas a corpos d’água. Destes, 37% na areia da praia, em um calçadão ou na margem de um rio; 27% pescando; 16% navegando; 10% dentro do mar; 9% dentro de rio, represa, cachoeira, piscina, etc.
“Chuva e piscina não é uma boa combinação. Além de todo o risco das descargas elétricas ainda existe o perigo de incidentes aquáticos. Com o chão molhado e escorregadio é muito importante evitar brincadeiras ao redor da piscina, por isso restringir o acesso com uso de grades ou cercas ante escalonáveis traz maior segurança”, afirma Amadeu.
O especialista alerta ainda que apesar das piscinas cobertas serem uma opção em dias de chuva é fundamental que a estrutura esteja devidamente equipada com para-raios, tenha um aterramento e o auto de vistoria dos bombeiros como forma de garantir a segurança dos usuários.