18/03/2013
SEGURO POPULAR DE CARRO ESTREIA ATÉ JUNHO
14/03/2013 - Flavia Furlan. Fonte: Revista Cobertura. Disponível em: www.segs.com.br
O governo vai regulamentar até o final deste semestre o seguro popular de carro, que terá preço até 30% menor do que o tradicional ao permitir consertos com peças usadas, devidamente certif**adas. A modalidade tem potencial de mais que dobrar a frota segurada, já que poderá atingir 20 milhões de automóveis com mais de cinco anos de idade e desprotegidos.
No Brasil, 15 milhões de automóveis estão segurados, 28% do total em circulação. No entanto, 80% destes carros têm até cinco anos de idade, distorção que o governo quer acabar com a criação do seguro popular. “As medidas visam favorecer a contratação do seguro, em especial para carros usados, em que vemos decréscimo signif**ativo da penetração do seguro, produto que se torna proporcionalmente mais caro em relação ao valor do veículo”, disse o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Luciano Portal Santanna.
As regras já foram desenhadas e serão colocadas em consulta pública no final do mês, para que as seguradoras opinem sobre o tema. No novo formato, o seguro de automóveis consegue atingir a população que deixa de lado a proteção pelo alto custo. O valor médio da apólice está em R$ 1,7 mil, ante a renda média do trabalhador de R$ 1.820, de acordo com dados de janeiro do IBGE. “Nossas vendas estão concentradas na classe C e perdemos cerca de metade pelo preço”, diz Marcelo Blay, da corretora online Minuto Seguros. A Porto Seguro tem interesse em atuar com as apólices populares e espera que, se a regulamentação for publicada até junho, lançar seu produto até dezembro. “A disputa neste novo mercado vai ser acirrada”, diz o diretor da companhia, Marcelo Sebastião.
Segunda tentativa
Esta é a segunda tentativa de lançar um produto popular para automóveis. A primeira, em 2006, não obteve sucesso, uma vez que não permitia o uso de peças usadas e exigia a cobertura de responsabilidade civil para terceiros, o que causou desinteresse das seguradoras pela apólice. Pela regra atual, o consumidor terá a opção de contratar o seguro tradicional ou o popular. Neste último caso, ele terá cobertura para o que achar necessário se não quiser proteção para roubo, por exemplo, poderá escolher apenas para colisão — e também terá a opção de consertos com peças usadas. “A peça terá certif**ação de qualidade e de origem feita por uma empresa conveniada ao Inmetro”, afirmou Santanna. As peças a serem trocadas não poderão ser consideradas itens de segurança, como freio e suspensão. Já itens como portas, pára-choques e pára-lamas poderão ser usados. O que pode ajudar a abastecer o mercado com essas peças é a legislação que disciplina a atividade de desmanche. Dois projetos de Lei, um do Senado (PL 617/2011) e outro da Câmara (PL 23/2011), tratam do tema. “A empresa que for atuar no desmanche tem de ter autorização e as peças reaproveitadas terão de ser marcadas e integrar um banco de dados nacional”, conta Neival Freitas, diretor-executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). “Uma lei como esta na Argentina ajudou com até 60% na redução do índice de roubo de veículos.”[2] Um segundo passo do mercado será pedir isenção de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 7,38% para o seguro popular de automóvel, segundo Freitas.
•MONTES CLAROS – MG
•FONE / FAX: (38) 3212-2421
•[email protected]
Segs.com.br Portal Nacional de Seguros, Seguros, Veículos, Saúde, Informática e Ti, Consumidor de Seguros. Clipping diário com mais de 120 mil usuários.