Lideral Corretora e Representações Comerciais Ltda.

Lideral Corretora e Representações Comerciais Ltda. Intermediação de negociações nos produtos: Etanóis e Açúcar

A Lideral Corretora e Representações Comerciais Ltda. É uma empresa que presta serviços de comercialização para produtores e distribuidores de etanóis e açúcar, localizados por todo Brasil, com uma ênfase maior na região Centro-Sul do Brasil, envolvendo os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e

São Paulo. Visa oferecer garantias em excelência nas negociações, satisfazendo assim, todas as necessidades, naqueles inseridos dentro da cadeia sucroenergética. Tendo como diferencial o atendimento eficiente, transparência e prima pelas relações éticas e morais.

10/05/2016

O juizado da terceira região do Tribunal Regional Federal (TRF – 3 para SP / MS), em São Paulo, decidiu

24/11/2015

Açúcar: Ritmo de alta diminui; volume negociado cai.;

Os preços do açúcar cristal seguem em alta no mercado spot paulista, mas o movimento perdeu um pouco a força. Entre 16 e 23 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal cor Icumsa entre 130 e 180, mercado paulista, subiu 0,7%, fechando a R$ 77,38/saca de 50 kg nessa segunda-feira, 23.

De agosto até meados da segunda semana de novembro, as vendas de açúcar cristal no mercado spot estiveram em ritmo crescente – em outubro, foi registrado o maior volume captado pelo Cepea desde o início da safra 2015/16. Na última semana, no entanto, a movimentação diminuiu e o volume dos negócios registrados pelo Cepea foi inferior ao período anterior. Esse cenário pode ser reflexo do recuo de compradores frente aos altos preços do açúcar. Do lado das usinas, vendedores mantiveram-se firmes quanto aos valores pedidos.

Fonte: Cepea

28/09/2015

Real fraco acelera vendas de açúcar brasileiro da próxima safra

Vendas antecipadas de açúcar da próxima safra do Brasil progrediram rapidamente devido à queda do real para uma mínima recorde nesta semana, e grande parte do travamento de preços pode já ter sido realizada, disseram operadores europeus nesta sexta-feira.

A vantagem de uma forte queda do real frente ao dólar para as usinas brasileiras é que elas podem maximizar retornos em moeda local com vendas do açúcar, cotado em dólares, para cumprir com obrigações como salários, impostos e juros sobre dívidas.

Operadores europeus disseram que operações de hedge por produtores para a safra 2016/17 no Brasil começaram cedo neste ano e seguiram em ritmo acelerado, conforme produtores travaram o retorno de vendas de açúcar na moeda local.

O real atingiu uma mínima recorde de 4,2482 frente ao dólar na quinta-feira, e caiu mais fortemente ante a moeda norte-americana nos últimos meses do que a moeda de qualquer outro dos grandes produtores mundiais de açúcar.

"As usinas estão tirando proveito do real fraco antes da próxima safra", disse o analista sênior para agricultura da Platts, Claudiu Covrig.

Um operador em Londres disse que "as usinas estão buscando fixar o preço da safra 2016/17. É atrativo para os produtores fazer o hedge".

Segundo outro operador, a expectativa é de que as usinas brasileiras vendam não mais do que entre 40 e 45 por cento na próxima safra neste momento, e a percepção de uma correlação menor entre o real e o preço do açúcar pode indicar que muito desse travamento de preços já foi feito.

O mercado tem notado uma tensão no preço do açúcar, com a queda do real, que deveria pesar sobre os preços futuros, e preocupações sobre um tempo adverso em diversos produtores, notadamente na Ásia, que apoiam as cotações.

"Todos têm percebido que o mercado está mais altista do que baixista", disse Covrig, da Platts.

Nesta sexta-feira, no entanto, o açúcar bruto registrava alta de mais de 4 por cento em Nova York, com uma recuperação do real ante uma mínima recorde.

25/09/2015
Fonte: Reuters

28/09/2015

Discurso de Dilma na ONU sobre metas ambientais

A presidente Dilma Rousseff fez neste domingo (26) um discurso na Conferência da ONU para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, em Nova York, no qual anunciou compromissos ambientais que o Brasil se comprometerá nos próximos anos. Leia a íntegra a seguir:

*

Senhoras e senhores.

A Agenda 2030 desenha o futuro que queremos.

Os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável reafirmam o preceito da Rio+20: que é possível crescer, incluir, conservar e proteger.

Estabelecem metas verdadeiramente universais, evidenciam a necessidade de cooperação entre os povos e mostram um caminho comum para a humanidade.

Esta inovadora Agenda exige a solidariedade global, a determinação de cada um de nós e o compromisso com o enfrentamento da mudança do clima, com a superação da pobreza e a construção de oportunidades para todos.

Devemos fortalecer a Convenção do Clima, com pleno cumprimento de seus preceitos e o respeito a seus princípios. Nossas obrigações devem ser ambiciosas, de forma coerente com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas.

A Conferência de Paris é oportunidade única para construirmos uma resposta comum ao desafio global da mudança do clima.

O Brasil tem feito grande esforço para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, sem comprometer nosso desenvolvimento social e econômico.

Para tanto, continuamos diversificando as fontes renováveis em nossa matriz energética, uma das mais limpas do mundo.

Estamos investindo na agricultura de baixo carbono.

Reduzimos em 82% o desmatamento na Amazônia.

Podem ficar certos que a ambição continuará a pautar nossas ações.

Por isso, quero anunciar que será de 37%, até 2025, a contribuição do Brasil para redução das emissões de gases de efeito estufa. Para 2030, nossa ambição é chegar a uma redução de 43%. Lembro que, em ambos os casos, o ano base é 2005.

É neste contexto que, até 2030, o Brasil pretende:

No que se refere ao uso da terra e à agropecuária:

1º - o fim do desmatamento ilegal;

2º - a restauração e o reflorestamento de 12 milhões de hectares.;

3° - a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas;

4º- a integração de 5 milhões de hectares de lavoura-pecuária-florestas.

Na área de energia:

1º - a garantia de 45% de fontes renováveis no total da matriz energética. Note-se que no mundo a média é de apenas 13%;

2º - a participação de 66% da fonte hídrica na geração de eletricidade;

3º - a participação de 23% das fontes renováveis —eólica, solar e biomassa— na geração de energia elétrica;

4º - o aumento de cerca de 10% na eficiência elétrica.

5º - a participação de 16% de etanol carburante e das demais biomassas derivadas da cana-de-açúcar no total da matriz energética.

Em conclusão, as adaptações necessárias frente à mudança do clima estão sendo acompanhadas por transformações importantes nas áreas de uso da terra e florestas, agropecuária, energia, padrões de produção e de consumo.

O Brasil contribui, assim, decisivamente, para que o mundo possa atender as recomendações do Painel de Mudança do Clima, que estabelece o limite máximo de 2º C de aumento de temperatura, neste século.

O Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento a assumir uma meta absoluta de redução de emissões. Temos uma das maiores populações e PIB do mundo e nossas metas são tão ou mais ambiciosas que aquelas dos países desenvolvidos.

Nossa INDC considera ações de mitigação e adaptação, assim como as necessidades de financiamento, de transferência de tecnologia e de formação de capacidade.

Inclui ações que aumentam a resiliência do meio ambiente e reduz os riscos associados aos efeitos negativos da mudança do clima sobre as populações mais pobres e vulneráveis, com atenção para as questões de gênero, direito dos trabalhadores, das comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais.

Reconhecemos a importância da cooperação Sul-Sul no esforço global de combater a mudança do clima.

Enfatizo que faz parte de tudo isso a dimensão social e inclusiva.

Desde 2003, políticas sociais e de transferência de renda contribuíram para que mais de 36 milhões de brasileiros superassem a pobreza extrema. O Brasil saiu, no ano passado, do Mapa Mundial da Fome.

Graças à política de valorização do salário mínimo cresceu o poder de compra da população.

Tivemos grandes avanços em programas habitacionais; no acesso ao ensino básico; nas questões de saúde pública; na igualdade de gênero. Atingimos esses resultados porque tivemos o entendimento de que a pobreza é um fenômeno multidimensional.

Na transição para uma economia de baixo carbono, consideramos importante que sejam asseguradas, condições dignas e justas para o mundo do trabalho. O desenvolvimento sustentável exige de todos a promoção do trabalho decente, a geração de empregos de qualidade e a garantia de oportunidades.

Esse é o futuro que queremos e estamos construindo.

O esforço para erradicar a pobreza e promover o desenvolvimento tem de ser coletivo e global.

Em meu país, porém, sabemos que o fim da pobreza é só um começo de uma longa trajetória.

Muito obrigada.

27/09/2015
Fonte: Folha de São Paulo

28/09/2015

Aprosoja quer incentivo para ampliar produção de etanol à base de milho

O conselheiro consultivo da Associação, Glauber Silveira, argumenta que, para impulsionar a produção, o grupo solicitou que o Governo Pedro Taques crie uma linha de incentivo voltado ao setor.

A viabilidade da fabricação de etanol de milho em Mato Grosso é tema de debate em encontros feitos pela Aprosoja. O conselheiro consultivo da Associação, Glauber Silveira, argumenta que, para impulsionar a produção, o grupo solicitou que o Governo Pedro Taques crie uma linha de incentivo voltado ao setor.

“Atualmente, para cada real investido pelo produtor, há o prejuízo de R$ 0,64. Com o incentivo, haveria um lucro de até R$ 5,14. Além disso, o governo arrecadaria cerca de R$ 440 milhões”, argumenta Silveira.

Mato Grosso tem potencial para utilizar 10 milhões de toneladas de milho para a produção de etanol, mas atualmente apenas 220 mil toneladas são utilizadas para produzir 88 mil litros de combustível.

Assim, segundo Glauber, o faturamento bruto com milho é de R$ 2,7 bilhões. “Com a transformação do grão em etanol, DDG, cogeração de energia, entre outros, este valor subiria para R$ 14 bilhões. Pense em quanto de imposto isso geraria para o Estado”, sustenta Glauber.

O diretor da Aprosoja acredita aponta ainda a existência de demanda para o etanol de milho, pois são produzidos no Estado um bilhão de litros do combustível - metade é consumida internamente, a outra é exportada. “O contraditório é que em Mato Grosso se consome um bilhão de litros de gasolina porque há instabilidade na produção do etanol. Com maior produção e incentivo ao consumo deste combustível, o mercado absorveria a produção”, afirma.

Além da fabricação de etanol, os produtores que investirem em usinas flex ou full poderão também produzir DDG (subproduto utilizado para ração animal) e cogeração de energia, além de plantio de eucaliptos para alimentar as usinas. “Estamos levando uma oportunidade para o produtor rural de Mato Grosso, incentivando a agregação de valor e a receptividade é muito boa nas reuniões”, finaliza Silveira.

25/09/2015
Fonte: Aprosoja

28/09/2015

Preço subiria 18% com aumento de R$ 0,30 na Cide, calcula Credit Suisse

O Credit Suisse calcula que os preços do etanol para os produtores poderiam subir em torno de 18% caso ocorresse um aumento de R$ 0,30 na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na gasolina. Para essa estimativa, o banco leva em conta que a capacidade de produção das usinas é limitada e que também há no horizonte a entressafra de cana-de-açúcar, quando as cotações do biocombustível sazonalmente reagem.

Atualmente, a Cide incidente sobre a gasolina é de R$ 0,10 por litro. Nas últimas semanas, contudo, cresceram especulações de que o tributo poderia ser elevado para impulsionar a receita do governo, de modo a evitar um déficit nas contas públicas no ano que vem. Cálculos do setor sucroernergético mostram que se a Cide fosse para R$ 0,60, a arrecadação federal aumentaria em até R$ 14,9 bilhões.

Para o Credit Suisse, empresas com capacidade para carregar estoques de etanol tendem a ser as mais beneficiadas pela recuperação dos preços do etanol. Atualmente, o litro do anidro nas usinas de São Paulo está cotado em torno de R$ 1,40, enquanto o do hidratado, em R$ 1,30, ambos sem impostos, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

O banco manteve seus preços-alvo para as ações de Cosan, São Martinho e Biosev em R$ 34, R$ 47 e R$ 11, respectivamente. Há pouco, na Bolsa, os papeis da Cosan, que tem joint venture com a Shell na Raízen, subiam 2,13%, para R$ 19,20. Os da São Martinho ganhavam 0,70%, para R$ 36,05, enquanto os da Biosev, braço sucroenergético da Louis Dreyfus Commodities (LDC), valiam R$ 4,86.

25/09/2015
Fonte: Agência Estado

28/09/2015

Preços do etanol sobem em 15 estados e no Distrito Federal, segundo ANP

Na semana de 20 a 26 de setembro, os preços do etanol caíram em 15 estados e no Distrito Federal, de acordo com o levantamento da ANP. A maior alta foi registrada no Amapá, com um aumento de 8,23% na semana.

Já Goiás, pela segunda semana seguida, foi o estado que teve a maior baixa no preço do etanol: 3,82% em relação à anterior. Segundo a ANP, os preços também caíram em outros nove estados. Eles ficaram estáveis no Rio Grande do Sul.

Considerando apenas os aspectos econômicos, o etanol continuou mais competitivo perante a gasolina em seis estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, onde o preço do biocombustível está abaixo dos 70% do valor da gasolina. Mato Grosso é o estado onde abastecer com etanol é ainda mais vantajoso, já que o valor do biocombustível corresponde a 57,2% do preço da gasolina.

O menor preço de etanol apurado pela ANP foi em um posto no estado de São Paulo, onde o biocombustível foi comercializado a R$ 1,579 o litro. Já o maior preço encontrado foi em um posto do Amazonas, a R$ 3,610 o litro.

Etanol semanal

Os preços do etanol tiveram alta na semana, de acordo com os índices medidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), da USP.

Na semana de 21 a 25 setembro, os preços do hidratado, usado nos carros flex ou nos motores originais a álcool, no mercado paulista, subiram 0,07%, com negócios firmados em R$ 1,3001 o litro, contra R$ 1,2991 da semana anterior.

O anidro, misturado à gasolina, teve uma alta 1,24% no comparativo entre as duas semanas. Fechando em R$ 1,4306 o litro na semana contra R$ 1,4130 na anterior.

Etanol diário

Na sexta-feira (25), os preços do etanol hidratado subiram 0,41%, segundo o índice Esalq/BVMF. Os negócios foram firmados em R$ 1.232,50 o metro cúbico.

28/09/2015
Fonte: Agência UDOP de Notícias

23/09/2015

Ônibus a etanol ou diesel de cana são opções de transporte urbano sustentável não apenas no dia mundial sem carro

Graças aos 402 ônibus abastecidos com 30% de diesel de cana e 59 coletivos movidos com 95% de etanol em circulação pela maior metrópole da América Latina, a cidade de São Paulo é referência no País e no mundo ao adotar dois combustíveis renováveis oriundos da cana no transporte público.

As iniciativas que fazem parte do Programa Ecofrota foram lançadas com o apoio da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e ajudam a reduzir progressivamente o uso de combustíveis fósseis neste segmento, contribuindo também na diminuição das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs).

No caso dos veículos abastecidos com 30% de diesel de cana, cujos primeiros te**es de campo ocorreram em 2010, a redução na emissão de material particulado na atmosfera, a chamada fumaça preta, em relação aos coletivos movidos a óleo diesel, pode atingir a faixa de até 30%. Em relação aos ônibus a etanol, além de cortar em até 90% a emissão de particulado, os veículos emitem 80% menos gases responsáveis pelo aquecimento global, reduzindo 62% a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx) e não liberando enxofre, substância que causa a chuva ácida.

Na opinião do consultor em Emissões e Tecnologias da UNICA, Alfred Szwarc, esta frota “verde” valoriza a cadeia produtiva da cana em São Paulo, considerada a principal região produtora de etanol mais sustentável do mundo, ao mesmo tempo que atende a legislação ambiental para mitigação do aquecimento global. “Este veículos reduzem fortemente a emissão de poluentes, gerando mensuráveis benefícios para economia e a saúde pública. É uma solução prática e eficiente,” afirma.

Primeira nas Américas a propor este programa sustentável no transporte urbano, São Paulo segue o modelo implantado há mais de uma década em Estocolmo, na Suécia, onde atualmente existem mais de 600 veículos desse tipo em operação.

Projeto de ônibus a etanol começou a ser discutido em 2007 Assim como na capital sueca, os ônibus paulistas movidos a etanol dispõem de uma tecnologia para que os motores a diesel funcionem com uma mistura de 95% de etanol e 5% de um aditivo especial. O projeto envolvendo os 402 ônibus abastecidos com 30% de diesel renovável de cana é resultado da parceria da Multinacional Amyris Biotechnologies, uma das pioneiras no desenvolvimento desse tipo de produto, com a Raízen, associada da UNICA, e as empresas de viação Gato Preto, Transpass e Sta. Brígida.

A presença dos 59 ônibus a etanol na capital teve decisiva colaboração do Projeto Best Bio Ethanol Sustainable Transport (Best), ação idealizada pela União Europeia (UE) com supervisão no Brasil do Centro Nacional de Referência em Biomassa (CENBIO), e novamente a participação da Raízen, Scania, Caio (fabricante de carrocerias) e da Viação Metropolitana.

22/09/2015
Fonte: Unica

23/09/2015

§ Raízen diz que perdeu 5 dias de moagem de cana em setembro por causa das chuvas

A Raízen, maior processadora de cana do Brasil, perdeu cinco dias de operações de moagem em setembro por causa das fortes chuvas, mas ainda tem expectativa de alcançar sua meta e processar cerca de 61 milhões de toneladas na temporada 2015/16, disse nesta terça-feira o vice-presidente de operações Pedro Mizutani.

"Está atrasado o cronograma, pelas chuvas de setembro, que a gente não esperava. Espero que até o final de setembro não chova mais", disse Mizutani a jornalistas no intervalo de conferência de açúcar e etanol da Datagro.

De acordo com ele, os números de moagem para a primeira metade de setembro a serem divulgados pela associação da indústria de cana (Unica), nos próximos dias, possivelmente mostrarão um total abaixo de 30 milhões de toneladas na quinzena para o centro-sul do Brasil, conforme alguns agentes do mercado haviam sugerido.

Mitzuni disse que é certeza que Raízen, uma joint venture entre a brasileira Cosan e a Royal Dutch Shell, estenderá o esmagamento além de novembro, quando a safra usualmente termina no centro-sul, para poder esmagar a maior parte da cana disponível.

"Com certeza vamos estender tempo de moagem, mas não vamos sacrificar o canavial então vamos parar quando as condições climáticas indicarem", ele disse.

Mizutani disse que o centro-sul do Brasil teria potencial para esmagar mais de 610 milhões de toneladas de cana se dezembro fosse um mês sem chuvas, mas ele vê que é quase impossível, particularmente considerando o El Niño.

"Nós (centro-sul) provavelmente esmagaremos 590 milhões esta temporada."

Para a nova safra, ele não vê condições para um aumento, a menos que as chuvas durante novembro, dezembro e fevereiro sejam muito favoráveis.

Mas, se o clima for seco, a nova safra pode estar próxima de 570 milhões de toneladas, ele disse.

Mizutani disse que a Raízen não tem interesse em possíveis oportunidades de aquisições de outros grupos no Brasil. "Nós já temos capacidade extra. Nosso foco agora é melhorar produtividade e eficiência."

22/09/2015
Fonte: Unica

21/09/2015

Energia - como entrar e sair de uma crise? - José Goldemberg

Em geral, é preciso mais talento para evitar crises do que para resolvê-las quando se instalam. O que está acontecendo na crise de eletricidade com que nos defrontamos demonstra que o governo federal não só não evitou a crise, como também não se mostra capaz de resolvê-la.

A partir da criação da Eletrobras por Getúlio Vargas, em 1953, a produção de eletricidade no País foi atendida com a construção de Itaipu e numerosas outras grandes usinas hidrelétricas - energia limpa e renovável -, principalmente no Sudeste do País. Esse período de relativa tranquilidade começou a se deteriorar por volta de 1985, quando as novas hidrelétricas passaram a ser construídas na Região Norte e na Amazônia, com reservatórios cada vez menores ou até sem reservatórios, com usinas “a fio d’água”. Os reservatórios são feitos para garantir a produção mesmo nos períodos em que chove menos e sem eles a produção de eletricidade ficou cada vez mais dependente do regime de chuvas.

A primeira grande crise que resultou do abandono da construção de reservatórios se verificou em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso. Ela se deveu, em parte, à oposição de alguns ambientalistas que viam na construção desses reservatórios ameaça ao meio ambiente e às populações ribeirinhas, sem analisar corretamente os benefícios resultantes da eletricidade produzida para milhões de habitantes. Outra das causas desse abandono foi o custo das medidas que protegeriam o meio ambiente e que os empreendedores e o governo não queriam assumir.

A crise só não foi mais grave porque a população respondeu aos apelos do governo e adotou medidas de economia e, sobretudo, de racionalização no uso de eletricidade que evitaram um mal maior e mudaram para melhor os hábitos de consumo da população. O episódio, contudo, foi usado com grande sucesso por partidos políticos e pelo governo que sucedeu ao de Fernando Henrique para acusar a sua administração de falta de planejamento. É irônico constatar que passados dez anos, em 2012, uma nova crise de eletricidade se configurou por causa de um prolongado período de chuvas fracas - como ocorreu em 2001, obviamente, por falta de planejamento.

O governo federal ignorou os alertas, feitos por inúmeros técnicos, de uma crise iminente e agravou o problema com desonerações e subsídios. Em 2012 foi dado um desconto de 20% nas tarifas de energia elétrica e reduzidos os impostos sobre produtos da chamada linha branca (geladeiras, TVs, ar-condicionado, etc.), o que levou ao aumento do consumo de eletricidade e ao abandono de qualquer medida de racionalização justamente na época em que a crise hídrica começou.

Para atender à demanda crescente a solução emergencial adotada foi a de ampliar a geração de eletricidade com usinas térmicas, que usam gás na maioria dos casos e cujo custo de produção é muito mais elevado que o das hidrelétricas. Mas o “apagão” que foi evitado teve um alto custo e passadas as eleições os consumidores estão pagando agora pelos desacertos cometidos.

Propostas emergenciais têm sido feitas pelo Ministério de Minas e Energia para atenuar os problemas, como, por exemplo, apelar para os produtores independentes, que tenham geradores próprios e usam gás ou diesel, para que vendam seus excedentes a fim de reduzir a demanda do sistema nacional, o que significa simplesmente transferir os problemas sem resolvê-los. Mais ainda, propõe-se agora construir até 15 reatores nucleares, como se eles fossem uma solução, e não uma fonte de problemas, a começar por seu elevado custo. Nenhuma dessas propostas é estrutural. Na realidade, o que o governo precisa fazer, em primeiro lugar, é diagnosticar corretamente os problemas que ele próprio criou e então tentar corrigi-los.

E quais são essas propostas estruturais?

A primeira delas é mudar o sistema de leilões de energia adotado em 2004, que desencorajaram a introdução de renováveis usando como desculpa a “modicidade tarifária”, que nunca foi atingida e acabou levando a uma brutal elevação das tarifas de eletricidade. Leilões deveriam ter sido feitos separadamente para cada fonte a custos realistas. O custo final da eletricidade ao consumidor deve ser feito por meio de uma “cesta” das contribuições de cada uma delas, como se faz em outros países.

Bem estruturados, esses leilões poderiam fazer que as fontes de energia renováveis, como a eólica e a de biomassa, contribuíssem muito mais do que tem ocorrido até agora. Aliás, a pequena contribuição de cogeração de eletricidade com bagaço de cana nas usinas que produzem álcool e açúcar é totalmente inexplicável, já que o potencial dessa fonte é tão grande como o de Itaipu.

Em segundo lugar, reconhecer que há ainda muitas usinas hidrelétricas que poderiam ser construídas e deveriam ter reservatórios, nem que seja preciso alterar a configuração de áreas protegidas na Amazônia. Nos planos atuais, a geração aumentaria 32% e o volume dos reservatórios, apenas 2%! Estudo recente do Banco Mundial mostrou que 58 usinas construídas com o apoio do próprio banco entre 1976 e 2005 resultaram em ganhos econômicos de cerca de US$ 900 bilhões, quando comparados com os custos de processos alternativos utilizando combustíveis fósseis para gerar a mesma energia.

Finalmente, é preciso abandonar a ideia equivocada de que racionalizar o uso de energia é a mesma coisa que racionar. O que se fez em outros países com grande sucesso foi eliminar do mercado equipamentos ineficientes e poluentes, abrindo espaço para inovações e aperfeiçoamentos. Existe legislação aprovada pelo Congresso Nacional em 2001 para fazê-lo e que nunca foi realmente implementada.

21/09/2015
Fonte: Estado de São Paulo

21/09/2015

Milho: Com dólar próximo dos R$ 4, produtores esperam preço mais alto

Produtores de milho esperam preços mais remuneradores nesta semana após o dólar ter fechado na sexta-feira a R$ 3,9500. A moeda norte-americana volta a se valorizar em meio a rumores de que o Brasil pode ter novamente sua nota de crédito cortada por agências de risco. Além disso, o setor produtivo monitora o início da colheita da safra norte-americana. Por enquanto, os relatos são positivos em relação à produtividade e à qualidade das lavouras nos Estados Unidos. Para esta semana, há previsão de chuvas para o Meio-Oeste do país, o que pode retardar um pouco os trabalhos no campo e sustentar as cotações internacionais.

Na Bolsa de Chicago, os futuros de milho acumularam queda de 2,5% ao longo da semana passada. Na sexta-feira, o vencimento dezembro cedeu 2,50 cents (0,66%) e terminou em US$ 3,7725 por bushel. Além do avanço da colheita, a queda dos preços de petróleo também pressionou a commodity, já que torna biocombustíveis como o etanol menos competitivos e faz com que refinarias nos EUA tenham menos incentivo para misturá-los à gasolina. Nos país, o etanol é feito principalmente com milho.

No mercado interno, a maior parte dos negócios na semana passada foi para entrega imediata, atendendo à demanda de granjas em momento de consumo aquecido por carnes de aves e suínos. Em relação as negociações antecipadas da safrinha 2016, muitos produtores preferiram esperar para ver como deve ficar o câmbio. Na sexta-feira, em Rondonópolis (MT), compradores ofereciam R$ 21/saca para retirada imediata e pagamento em 15 de outubro. Em Jaciara, a proposta era de R$ 22/saca. No entanto, com a alta do dólar, produtores pediam R$ 24/saca. Ao menos 2 mil toneladas foram vendidas para retirada em outubro de 2016 e pagamento em até 30 dias por R$ 22/saca. Segundo corretor da região, de olho na alta do dólar, produtores aguardam ofertas melhores.

No Paraná, rodaram lotes acima de mil toneladas para o mercado interno a R$ 30,50/saca, com retirada imediata na região dos Campos Gerais e pagamento em até 30 dias. Indústrias da região elevaram as suas pedidas de compra em 50 centavos porque no restante da semana saíam mais volumes para exportação na região, contou o corretor Adriano dos Santos, da Safra Sul. Fábricas também estavam recebendo lotes do oeste e norte do Paraná, áreas que acabaram de colher a safrinha 2015.

Para exportação, havia ainda na sexta-feira propostas de R$ 30 a R$ 30,50 a saca para retirada no entorno de Ponta Grossa na metade de outubro e pagamento no fim de outubro. Os prazos mais longos refletem o embarque de lotes comprados anteriormente, mas também a possibilidade de problemas logísticos com a greve dos fiscais federais agropecuários. A maioria dos vendedores, entretanto, pedia R$ 32/saca. "A região tem pouco milho agora. Além de só colher milho na safra de verão, também exportou bastante, agora sobrou pouca coisa." O agente relatou não ter visto propostas firmes para entrega no Porto de Paranaguá, mas estimou que a referência de compra para entrega em outubro e pagamento no fim do mesmo mês ficaria em torno de R$ 33,50 a R$ 34 a saca.

Quanto à negociação antecipada da safra de verão 2015/16, compradores ofereciam por milho direto da lavoura R$ 28 a R$ 28,50 por saca em Ponta Grossa, mas vendedores desejavam R$ 30/saca, ou até R$ 33/saca para milho limpo e seco. O embarque seria em março e o pagamento em abril. Não têm rodado negócios na região, porque produtores aguardam valores maiores, apostando que o dólar continuará em alta.

Em Minas Gerais, as negociações de milho estão mais aquecidas. Rodaram na sexta-feira 35 mil sacas de milho no Triângulo Mineiro a R$ 28/saca para retirada imediata e pagamento curto, preço pago pela maior parte dos compradores da região. No começo da semana, as propostas estavam mais baixas, em R$ 27/saca. "Produtor está segurando o grão, porque há conversas de que vai ser plantado pouco milho no verão. Ao mesmo tempo, a procura é grande", apontou o corretor Danilo Ribeiro, da ABS Corretora. Segundo ele, não está chegando muito milho no mercado disponível, por causa dos grandes volumes saindo para exportação. Alguns produtores também preferem aguardar porque acreditam que os preços possam chegar a R$ 30/saca no fim do ano. As negociações antecipadas da safra de verão 2015/16 estão travadas na região. Produtores não querem negociar no momento porque ainda não decidiram o quanto vão plantar a partir de outubro.

O indicador Cepea/Esalq fechou praticamente estável, em leve queda de 0,06%, a R$ 31,40/saca. Em dólar, o preço ficou em US$ 7,95/saca (-2,33%).

21/09/2015
Fonte: Agência Estado

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