Projeto Ariranha - LMA/INPA

Projeto Ariranha - LMA/INPA Projeto de pesquisa e monitoramento dos grupos de ariranhas na Reserva Biológica do Uatumã (Rebio Uatumã) no lago da UHE Balbina. FUNCATE-INPE-ANEEL, 2000. P.O.
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O projeto

A ariranha (Pteronura brasiliensis) é um mamífero semi-aquático fascinante. É endêmico da America do Sul e atualmente se encontra na lista de espécies ameaçadas de extinção. Um dos principais fatores de riscos para a ariranha nos dias atuais é a destruição e a degradação do seu hábitat devido à expansão populacional humana. A construção de grandes hidrelétricas também representa ameaça

a toda fauna devido à destruição massiva dos ambientes utilizados pelos animais. Assim, até pouco mais de uma década acreditava-se que as represas hidrelétricas poderiam ser uma ameaça potencial às ariranhas, não apenas isolando populações geneticamente, como também pelas alterações provocadas no ambiente. Contudo, dados recentes coletados no reservatório da UHE Balbina revelaram que hidrelétricas tem potencial para abrigar populações estáveis de ariranha, se pelo menos duas condições estiverem presentes: a presença da espécie na área antes da formação do lago e a reduzida ocupação humana na área do reservatório. Diante dos fatos, o Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) vem conduzindo um amplo estudo sobre a biologia e ecologia dessa espécie na área do reservatório de Balbina em parceria com o Centro de Preservação e Pesquisas de Mamíferos Aquáticos (CPPMA) da Amazonas Energia e com a Reserva Biológica do Uatumã (REBIO Uatumã) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os estudos iniciados em Balbina em 2001 sugerem que alguns dos aspectos sobre a biologia da espécie, mencionados há décadas na literatura tendem a apresentar variações, tais como menor estabilidade do casal-alfa e provável maior tolerância da espécie frente à invasão de seus territórios por conspecíficos. Com o intuito de comprovar estas hipóteses, bem como, deslocamentos realizados, composição de grupos e sua dinâmica, o presente projeto tem como principais metas continuar a acompanhar e monitorar diferentes grupos de ariranhas do lago de Balbina, utilizando um catálogo de identificação das ariranhas previamente elaborado, além de informações sobre a biologia, ecologia e conservação da ariranha dentro do lago da Hidrelétrica de Balbina. Nesse sentido, o Projeto Ariranha vem trabalhando em parceria com a REBIO Uatumã e o CPPMA, realizando palestras e abordagem junto à comunidade em geral com vistas à sensibilização ambiental. A área de estudo
A área de estudo envolve a Vila de Balbina, município de Presidente Figueiredo/AM, distante cerca de 190km da capital Manaus. A área permite acompanhamento dos grupos de ariranhas ao longo de todo o ano, possibilitando assim uma descrição dos requerimentos ecológicos da espécie. A área de estudo possui cerca de 450km2, o que representa aproximadamente 10% do reservatório da UHE Balbina (01º55' S 59º29' W), cuja área total estimada é de 4.438 km2 (FUNCATE/INPE/ANEEL, 2000). O lago está situado na porção central do estado do Amazonas, município de Presidente Figueiredo, Amazonas, Brasil. Excursões bimestrais ao lago de Balbina são realizadas, com duração de 8 a 10 dias cada uma. Mapeamento por satélite das áreas inundadas por reservatórios de hidrelétricas brasileiras. Relatório do Convênio FUNCATE/INPE/ANEEL. National Institute for Space Research (INPE). Box 515 - Sao Jose dos Campos - SP - Brazil, 12201-970. .

Endereço

Manaus, AM
69060-001

Informação geral

O Projeto Ariranha, coordenado pelo Dr. Fernando Rosas, do Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (LMA/INPA), realiza estudos com ariranhas na Reserva Biológica do Uatumã da UHE Balbina desde 2001. Durante esse período, estudos sobre o comportamento, a organização social, a dieta e caracterização do habitat foram realizados. Agora, uma nova fase do projeto, envolvendo estudos de radio-telemetria, será realizada com intuito de ampliar o conhecimento sobre a espécie e acompanhar os grupos de ariranhas durante todas as fases do ano. Atualmente, o projeto recebe apoio da Reserva Biológica do Uatumã/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (REBIO Uatumã/ICMBIO), Centro de Preservação e Pesquisa em Mamíferos Aquáticos (CPPMA) da Amazonas Energia/Eletrobrás, Philadelphia Zoo e Fundação O Boticário de Proteção a Natureza.

Produtos

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