09/05/2024
"(...) sobre porque decidimos falar de arquivos em um momento tão delicado, quando nada parece (e nada é) mais importante do que o resgate dos desaparecidos e a reconstrução da vida de quem perdeu tudo. Cá no Giro acreditamos nos arquivos como parte essencial da vida humana. Eles podem ser memória e patrimônio, mas são, antes de tudo, chaves para assegurar direitos. E vão fazer muita falta onde foram perdidos. Como uma escola poderá garantir um certificado de conclusão de curso a quem dele precisará no futuro? Como um hospital retomará atendimentos de qualidade sem prontuários de paciente à disposição? Como a aposentadoria de trabalhadores será afetada pela ausência de seus registros? A perda dos arquivos é a consequência de longo – longuíssimo! – prazo da tragédia. Ainda é cedo, mas precisamos falar disso."
Ano VI – Edição 276