17/06/2026
A justiça e o mercado de saúde suplementar vivem um momento de tensão, e eu preciso ser muito franco com vocês: não vejo coerência em algumas decisões recentes que estamos acompanhando.
Como alguém que também faz parte desse grupo de "falsos coletivos", sou o primeiro a dizer que não quero aumentos abusivos nos reajustes. Minha crítica não é à proteção do consumidor, mas à forma como ela vem sendo aplicada.
É fundamental deixar claro: não sou contra a judicialização quando ela protege o direito real do beneficiário, especialmente quando a operadora deixa de cumprir suas obrigações básicas.
No entanto, precisamos de coerência.
O que me parece incoerente é o beneficiário buscar as vantagens de um plano PME — como o custo-benefício reduzido e descontos exclusivos — e, no momento do reajuste, exigir as regras de um plano Pessoa Física (PF).
Forçar um reajuste único para todas as operadoras inviabiliza o sistema. Isso reduz drasticamente a competitividade de preços, repetindo o erro que já aconteceu nos planos PF, que hoje são escassos e caros.
A atratividade dos planos PME depende da liberdade técnica para calcular o risco e o reajuste dentro das diretrizes das operadoras.
Se as pessoas forem coerentes em suas escolhas e atitudes, aceitando as regras da modalidade que contrataram para obter um preço melhor, evitamos um colapso que acabará encarecendo a saúde para todos.
O equilíbrio do setor é o que garante que o acesso à saúde privada continue sustentável.
Qual a sua opinião sobre esse impacto no mercado?
Vamos debater nos comentários. 👇