18/03/2026
Trinta e um anos da reabertura do Paraiban: um marco na economia paraibana
Em 18 de março de 1994, O Paraiban - Banco do Estado da Paraíba SA retornava suas atividades, após quatro anos de intensas negociações políticas e mobilizações sociais que marcaram a história econômica do estado.
O fechamento: um golpe para a Paraíba
No governo federal de Fernando Collor de Mello, o Banco Central do Brasil (Bacen) decretou a liquidação extrajudicial do Paraiban em 20 de setembro de 1990. Na época, a Paraíba era governada por Tarcísio Buriti, o Estado passava por uma crise financeira sem precedentes, com várias folhas do funcionário público em atraso e o fechamento representou uma forte impacto para o desenvolvimento regional, já que o banco tinha papel fundamental no fomento de atividades produtivas, crédito para famílias e apoio a iniciativas locais.
A luta pela volta: corpo funcional e sociedade mobilizados
Na primeira metade da década de 1990, o corpo funcional do Paraiban organizou-se para pressionar pela retomada das operações, contando com o apoio da sociedade paraibana, que reconhecia a importância do banco estadual para o desenvolvimento do estado. As negociações ganharam força com a posse de Ronaldo Cunha Lima no governo da Paraíba, que priorizou a causa e trabalhou para viabilizar a reabertura junto às autoridades federais.
A reabertura: novo capítulo para a economia regional
Ao retornar às atividades, o Paraiban assumiu novamente seu papel estratégico, oferecendo serviços financeiros adaptados às necessidades da população e impulsionando projetos que contribuíram para o crescimento econômico da Paraíba. Ao longo dos anos imediatos, o Banco se consolidou como uma referência em atendimento e responsabilidade social, mantendo vínculos fortes com a comunidade paraibana.
A privatização: fim de um ciclo estadual
Porém, a alegria da reabertura durou pouco. Em 08 de novembro de 2001, o Paraiban foi vendido em leilão de privatização comandado pelo governo estadual de José Maranhão, realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Na ocasião, o banco contava com oito agências e seis postos de atendimento distribuídos pelo estado. Maranhão usou o pretexto do projeto Neoliberal do Governo FHC, de acabar com os Bancos públicos Estaduais para vendo seu Banco.
O leilão foi vencido pelo banco ABN AMRO Real, que pagou R$ 76,5 milhões pela aquisição do Banco paraibano. Em março de 2002, o Paraiban foi fundido e incorporado integralmente ao ABN AMRO Real, encerrando oficialmente sua trajetória como banco, já privado.
Tarciso Martins