Paraiban - Ex funcionários do Banco do Estado Paraiba S/A

Paraiban - Ex funcionários do Banco do Estado Paraiba S/A Esta Página do Paraiban é para preservar as lembranças e recordações da grande família que fomos como funcionários da instituição.

História:
O Banco da Parahyba, primeiro banco paraibano e fundado por políticos e capitalistas de João Pessoa, então Parahyba do Norte, foi fundado em 11 de janeiro de 1924, tendo à frente Isidro Gomes. Em 1928 contava com um capital de Rs. 1.084:800$000, pagando juros de 3% a.a., no caso de contas correntes de movimento e de até 7% no caso de depósito a prazo fixo. Em setembro de 1929 o Estado so

corre o banco então em dificuldades e assume seu controle, transformando-o no Banco do Estado da Paraíba. O Banco do Estado da Paraíba (Paraiban) foi um banco brasileiro do estado de Paraíba. O banco foi privatizado em 2001[1] e adquirido em leilão realizado em 8 de novembro de 2001 pelo grupo bancário neerlandês ABN AMRO por R$ 76,5 milhões.

19/04/2026
18/03/2026

Trinta e um anos da reabertura do Paraiban: um marco na economia paraibana

Em 18 de março de 1994, O Paraiban - Banco do Estado da Paraíba SA retornava suas atividades, após quatro anos de intensas negociações políticas e mobilizações sociais que marcaram a história econômica do estado.

O fechamento: um golpe para a Paraíba
No governo federal de Fernando Collor de Mello, o Banco Central do Brasil (Bacen) decretou a liquidação extrajudicial do Paraiban em 20 de setembro de 1990. Na época, a Paraíba era governada por Tarcísio Buriti, o Estado passava por uma crise financeira sem precedentes, com várias folhas do funcionário público em atraso e o fechamento representou uma forte impacto para o desenvolvimento regional, já que o banco tinha papel fundamental no fomento de atividades produtivas, crédito para famílias e apoio a iniciativas locais.

A luta pela volta: corpo funcional e sociedade mobilizados
Na primeira metade da década de 1990, o corpo funcional do Paraiban organizou-se para pressionar pela retomada das operações, contando com o apoio da sociedade paraibana, que reconhecia a importância do banco estadual para o desenvolvimento do estado. As negociações ganharam força com a posse de Ronaldo Cunha Lima no governo da Paraíba, que priorizou a causa e trabalhou para viabilizar a reabertura junto às autoridades federais.

A reabertura: novo capítulo para a economia regional
Ao retornar às atividades, o Paraiban assumiu novamente seu papel estratégico, oferecendo serviços financeiros adaptados às necessidades da população e impulsionando projetos que contribuíram para o crescimento econômico da Paraíba. Ao longo dos anos imediatos, o Banco se consolidou como uma referência em atendimento e responsabilidade social, mantendo vínculos fortes com a comunidade paraibana.

A privatização: fim de um ciclo estadual
Porém, a alegria da reabertura durou pouco. Em 08 de novembro de 2001, o Paraiban foi vendido em leilão de privatização comandado pelo governo estadual de José Maranhão, realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Na ocasião, o banco contava com oito agências e seis postos de atendimento distribuídos pelo estado. Maranhão usou o pretexto do projeto Neoliberal do Governo FHC, de acabar com os Bancos públicos Estaduais para vendo seu Banco.
O leilão foi vencido pelo banco ABN AMRO Real, que pagou R$ 76,5 milhões pela aquisição do Banco paraibano. Em março de 2002, o Paraiban foi fundido e incorporado integralmente ao ABN AMRO Real, encerrando oficialmente sua trajetória como banco, já privado.

Tarciso Martins

Antes do dia terminar, recebi essa notícia do Falecimento de Rivaldo Carlos de Carvalho, ex presidente do Paraiban, no ú...
21/02/2026

Antes do dia terminar, recebi essa notícia do Falecimento de Rivaldo Carlos de Carvalho, ex presidente do Paraiban, no último governo Buriti.

Com tristeza, recebi a notícia do falecimento de nosso querido amigo JOSÉ ARRUDA ESCOREL às 06:30, dessa quinta-feiras 1...
20/02/2026

Com tristeza, recebi a notícia do falecimento de nosso querido amigo JOSÉ ARRUDA ESCOREL às 06:30, dessa quinta-feiras 19.02.26 de Infarto.
Sepultamento às 10:00 hs de hoje, no Campo Santo da Paz em Campina Grande -PB.
Nossa querido Arruda trabalhou por anos nas agências de Campina Grande, depois na capital paraibana, no departamento de auditoria do Paraiban.
Nossos sentimentos a família enlutada e aos amigos, que Deus o receba em sua glória e conforte o coração de todos.
Nosso amigo Farias, de Campina Grande, quem nos comunica mais essa grande perda na grande família Paraiban.

Infelizmente o obituário de nossa página está novamente em evidência. Registramos com pesar, o falecimento de nosso cole...
19/02/2026

Infelizmente o obituário de nossa página está novamente em evidência. Registramos com pesar, o falecimento de nosso colega da família Paraiban, Clóvis Carvalho, foi do quadro jurídico por anos. Nossos sentimentos a família e amigos.

Amigos mais um perda de colegas e amigos da grande família PARAIBAN. Faleceu no Hospital Napoleão Laureano ELIANA LÚCIA ...
29/01/2026

Amigos mais um perda de colegas e amigos da grande família PARAIBAN.
Faleceu no Hospital Napoleão Laureano ELIANA LÚCIA DE CASTRO, nossa querida Lia. Além do Paraiban, Lia teve passagem pela PREVIBAN e por último na nossa ASSOCIAÇÃO DOS APOSENTADOS DO PARAIBAN - AAPB. Em todos os lugares que esteve colecionou boas amizades, sabia, como ninguém nos receber com seu riso franco e toda atenção.
O velório está acontecendo no Rosa de Saron, na Vasco da Gama, 792, o sepultamento ocorrerá as 11:00.
Nossos sentimentos a família e amigos.
Tarciso Martins

Meus sentimentos a família do nosso Colega do Paraiban Edilson dos Santos Viana, faleceu nessa sexta-feira 23.01.2026.
24/01/2026

Meus sentimentos a família do nosso Colega do Paraiban Edilson dos Santos Viana, faleceu nessa sexta-feira 23.01.2026.

31/03/2025

Há 31 anos o Paraiban - Banco do Estado da Paraíba SA, era reaberto, após quatro anos fechado por liquidação extrajudial, determinada pelo Governo Collor de Mello.
O Estado da Paraíba era governado por Ronaldo Cunha Lima, que consolidava uma grande luta de toda a força de trabalho do banco, do sindicato dos bancários da Paraíba e de toda a sociedade paraibana que cobrava o retorno de sua instituição bancária. O fechamento do Banco aconteceu num momento de degradação da economia paraibana, no Governo Burity, com vários meses de atraso da folha dos funcionários públicos estaduais e ainda vivendo as consequências do famigerado Plano Collor que garfou e contingenciou toda a poupança do povo brasileiro.
Embora tenha deixado de fora 90% da força de trabalho original do Paraiban, a reabertura do banco fora comemorada por todos, com apenas 10% das agências reabertas, o Banco voltava completamente engessado no seu retorno, exigência do Banco Central contingenciando toda a possibilidade de crescimento da instituição.
E sete anos depois, o Governo Zé Maranhão, completava e atendia a exigência do FMI e do Governo Fernando Henrique Cardoso, vendia o Banco, frustando a expectativa dos paraibanos de ter seu próprio banco.
Este ano, o banco ultrapassaria os cem anos de sua fundação, criado em 1924.
Tarciso Martins - funcionário concursado
Matrícula 1.601
Último contador do Banco

Centenário do Paraiban - Banco do Estado da Paraiba S/A2024, seria o ano do centenário de um ícone da história financeir...
22/12/2024

Centenário do Paraiban - Banco do Estado da Paraiba S/A

2024, seria o ano do centenário de um ícone da história financeira e econômica do nosso estado: o Paraiban - Banco do Estado da Paraíba. Fundado no ano de 1924, sob o nome de Banco da Parahyba, esta instituição nasceu com a missão de promover o desenvolvimento econômico da região e proporcionar um futuro melhor para todos os paraibanos.
Ao longo dos anos passou por muitas transformações e mudanças. Em 1929, o banco foi estadualizado e adotando o nome de Paraiban. Desde então, consolidou-se como uma peça fundamental no apoio ao crescimento e à modernização da Paraíba, oferecendo serviços bancários que atenderam às necessidades da população, das empresas e do governo.
Em 20 de setembro de 1990 foi decreta a liquidação extrajudicial do Paraiban, dentro do pacote de maldades do Governo Collor, numa traição ao Governo Burity, um dos poucos Governadores que era seu aliado político, deixando não só os 1577 funcionário num estado de penúria assim agravando a crise financeira que a Paraíba passava, já com várias folhas do Pagamento do Funcionário Público Estadual em atraso. Em 31 de março de 1994, o Governo Ronaldo Cunha Lima, reabria o Banco com aproximadamente 20% da sua qualificada força de trabalho e apenas 10% de suas agências, exigência contingenciada pelo Banco Central. Depois de tudo que enfrentou em termos de desafios e de ter se adaptado às mudanças econômicas e tecnológicas, sempre mantendo seu compromisso com a qualidade e a confiança de seus clientes, no ano de 2001, mais uma vez, o banco passou por uma transformação significativa ao ser privatizado pelo Governo Maranhão, adquirido pelo ABN AMRO Real. Hoje, sob o controle do Banco Santander, apenas um registro para história pelo que desempenhou e um papel crucial na vida financeira dos paraibanos, enquanto existiu.
Este centenário seria uma comemoração dos 100 anos de fundação do Paraiban, mas hoje é apenas o lamento e, assim, também uma homenagem a todos que contribuíram para sua história: colaboradores dedicados, clientes fiéis e parceiros estratégicos. Cada um, à sua maneira, ajudou a construir a reputação e o sucesso de nossa instituição.

Um saudosista e orgulhoso ex-funcionário.
Tarciso Martins – Matrícula 1601, último contador da Instituição.

PARAIBAN – BANCO DO ESTADO DA PARAÍBA S.A.1990, o primeiro ano que para muitos brasileiros nunca terminou. Tínhamos acab...
20/09/2024

PARAIBAN – BANCO DO ESTADO DA PARAÍBA S.A.

1990, o primeiro ano que para muitos brasileiros nunca terminou. Tínhamos acabado de eleger um presidente da República de forma democrática em 1989, após anos de ditadura, era uma esperança nova pós governo Sarney, marco de transição entre os governos militares para um governo civil, ainda de forma indireta.

Em março daquele ano eram anunciadas 27 medidas econômicas que ficariam conhecidas como o PLANO COLLOR I. 149,4 milhões de brasileiros que assistiram à coletiva de imprensa da ministra Zélia e sua equipe, em cadeia nacional de rádio e TV – anunciando o de todo o seu dinheiro em bancos, fossem aplicações ou na sagrada cadernetas de poupança.

Com aquele conjunto polêmico de medidas, Zélia Cardoso de Mello, tentava de conter uma inflação de 84% ao mês, com seu novo plano econômico, o quarto em apenas cinco anos. Os três anteriores - Cruzado, em 1986; Bresser, em 1987, e Verão, em 1989, todos no governo do presidente José Sarney - fracassaram na missão de estabilizar a economia.

Naquele 16 de março de 1990, o presidente Collor de forma ufânica: "Não temos mais alternativas. O Brasil não aceita mais derrotas. Agora, é vencer ou vencer. Que Deus nos ajude", declarava em rede nacional, nunca se se tomado medida mais drástica de meter a mão no dinheiro dos brasileiros. Cerca de 80% do dinheiro aplicado, não só em cadernetas de poupança e em contas correntes, mas, também, em aplicações financeiras, como o famoso "overnight", ficou retido no Banco Central por 18 meses.
Estima-se que o governo tenha confiscado o equivalente a cerca de US$ 100 bilhões, o equivalente a 30% do Produto Interno Bruto (PIB). A troca do padrão monetário (de cruzado novo para cruzeiro, sem corte de zeros), a criação de um imposto sobre operações financeiras, o congelamento de preços e salários por 45 dias, o aumento das tarifas de serviços públicos (gás, luz e telefone, entre outros), a extinção de 24 empresas estatais e a demissão de 81 mil funcionários públicos.

No Paraiban – Banco do Estado da Paraíba S.A. a rotina de trabalho virava uma loucura para fazer cumprir aquelas medidas malucas do Plano Collor, que entre outras, muitas ações judiciais nos chegavam na tentativa de liberação de valores retidos, tanto para as Pessoas Físicas, quanto Jurídicas, além de ter de elaborar outras normas internas, com base na pesada legislação emitida pelo BACEN, para que a rede de agências pudesse operacionalizar as medidas vigentes.

Deixando aqueles primeiros meses loucos do Governo Collor de Mello, até então que vivenciamos no setor bancário, o nosso pesadelo maior ainda estava por vir, então no dia 20 de setembro de 1990, Collor dava o golpe de misericórdia na Paraíba, decretando a Liquidação Extrajudicial do PARAIBAN S.A. Mergulhando 1.570 funcionários no pesadelo do desemprego que duraria mais quatro anos.

Em artigos anteriores aqui na página já narrei todas as auguras que vivenciamos na primeira metade da década de 1990. O fechamento do Paraiban veio se juntar a outras mazelas econômicas e sociais que vivia a Paraíba no segundo Governo Burity, com quase meio ano de folhas do funcionalismo público estadual em atraso.

Trinta e quatro anos de fechamento de nosso saudoso Paraiban, que só seria aberto no Governo Ronaldo Cunha Lima, há muito, em 31 de março de 1994. Com menos de um terço do quadro funcional de antes do fechamento. Achando que nada do que vivenciamos fora pouco sofrimento em 18 de novembro de 2001, o Governo Zé Maranhão vendeu o Banco para iniciativa privada, depois que este vivenciava seu melhor momento, patrimonial e financeiramente.

Este ano seria o marco do centenário, em 18 de agosto de 1924 - Era criado o do PARAIBAN S.A. - Banco do Estado da Paraíba, inicialmente com o nome de Banco da Parahyba.

TARCISO MARTINS – EX-CONTADOR DO PARAIBAN
Escritor e Poeta

Endereço

João Pessoa, PB
58000-000

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