23/04/2026
Reajuste na Conta de Luz: Uma Análise entre Gestão Pública e Privatização
O economista Luã Calhau traz à tona um debate relevante sobre o impacto dos reajustes anuais na conta de energia, estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Em sua análise, ele destaca disparidades significativas entre as unidades federativas, sugerindo que o modelo de gestão (público vs. privado) e a orientação política dos governos estaduais influenciam diretamente no bolso do consumidor.
O Cenário dos Reajustes por Estado
Enquanto a média de aumento em diversos estados brasileiros atingiu dois dígitos, a Bahia se destacou com um dos menores índices do país. Confira os dados apresentados:
Bahia (Coelba): 5% de reajuste (o 3º menor entre os 26 estados + DF).
Rio de Janeiro (Enel Rio): 15% de reajuste.
São Paulo (CPFL Paulista): 12% de reajuste.
Paraná (CPFL Santa Cruz): 19% de reajuste.
Privatização vs. Interesse Público
Luã argumenta que estados governados por coalizões de direita tendem a seguir uma agenda de privatização de empresas públicas. Segundo o economista, esse movimento muitas vezes resulta em:
Aumento de impostos indiretos.
Elevação nos preços dos serviços básicos.
Maior custo final para o consumidor.
Em contrapartida, ele defende que governos de esquerda priorizam a manutenção das empresas sob controle estatal. Nesse modelo, o foco deixa de ser o lucro imediato para a iniciativa privada e passa a ser o atendimento às necessidades da sociedade, utilizando a infraestrutura como uma ferramenta de serviço ao povo.
Conclusão
A análise sugere que a diferença nos percentuais de reajuste não é meramente técnica, mas reflexo de escolhas políticas e modelos econômicos distintos. Para Calhau, a preservação do caráter público das concessionárias de energia é um fator determinante para manter as tarifas mais acessíveis e proteger o poder de compra da população.