04/12/2020
Em uma roda de amigos surgiu a seguinte questão: você estabelece um limite de gasto ao presentear ou "segue o coração"?
Eu estabeleço um limite de gastos. Quando eu era pequena, a mamãe sempre deixava a gente ajudar na escolha do presente de casamento dos amigos e ela sempre falava: podem rodar a loja toda, mas escolha algo que seja útil e que custe até R$ ###,xx. Na minha mente de criança, isso era algo que todos os pais faziam, sei lá, vinha no "manual dos pais". Bem, eu cresci e descobri que na verdade, meus pais sempre se preocuparam e nos dar educação financeira.
Amo presentear, gosto de pensar em como vai ser a reação da pessoa ao receber, se vai ser útil, se vai agradar. Fico mais empolgada presenteando do que recebendo um presente, por isso separo parte do meu orçamento para gastar com presentes.
Agora se a pessoa não estabelece um limite, ela pode acabar comprando um presente super incrível, mas que ela não tem condições de pagar. "Ah, mas a pessoa me deu algo tão caro, tenho que retribuir com algo de igual valor". Primeiro, acredito que o ato de presentear não deve ser obrigatório, mas deve ser de coração. Segundo, se a pessoa espera algo de igual valor, porque te presenteou? Não era melhor fazer um escambo (troca de mercadorias)? Terceiro, se você precisou se endividar para alegrar um amigo, será que não seria bom rever essa amizade?
E você, "segue o coração" ou estabelece um limite para gastar na hora de presentear?
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