08/09/2021
Insistimos que, a informação correta e o diálogo aberto sobre o tema, não apenas no mês de setembro, com a campanha do setembro amarelo, mas de forma recorrente, é a arma mais poderosa que temos para ajudar pessoas em intenção suicida.
Preparamos uma relação simples de principais mitos e verdades sobre o tema, para auxiliar na elaboração de práticas colaborativas. Claro que há muito mais possibilidades e meios de ajudar, mas tentamos mapear os discursos mais populares.
Mitos x verdade
A pessoa com intenção suicida não avisa;
Não é raro a pessoa falar sobre sua intenção de tirar a própria vida. Precisamos ouvir atentamente e entender isso como um alerta, um pedido de socorro.
O suicídio não pode ser prevenido;
Em geral, os suicídios são premeditados, e as pessoas dão sinais de suas intenções. Reconhecer os sinais de alerta e oferecer apoio ajudam a prevenir o suicídio. Por isso é importante estarmos atentos à linguagem não verbal.
Pessoas que falam sobre suicídio só querem chamar a atenção;
A expressão do desejo suicida nunca deve ser interpretada como simples ameaça ou chantagem emocional. Devemos lembrar que as pessoas não querem morrer de fato e sim acabar com a dor que sentem.
A pessoa que supera uma crise de suicídio ou sobrevive a uma tentativa está fora de perigo;
Quem já fez uma ou várias tentativas de se matar está em um grupo de alto risco de tirar a própria vida.
Falar sobre suicídio pode estimular sua realização;
Perguntar sobre a intenção de suicídio não aumenta nas pessoas o desejo de cometer o suicídio e pode dar uma oportunidade de a pessoa falar abertamente sobre isso e obter ajuda.
O suicídio é hereditário;
Nem todos os suicídios estão associados a outros casos de suicídio na família. Às vezes, doenças mentais podem ser hereditárias, o que se herda não é a vontade de se matar, e sim um problema biológico. É preciso ter prudência e investigar transtornos mentais associados à hereditariedade, mas isso de forma alguma é uma regra, mesmo nesses casos.