21/08/2026
GCMAIS
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Colocar um adesivo de campanha no carro não faz o veículo perder automaticamente o seguro. A propaganda eleitoral em veículos é permitida, desde que siga as regras da Justiça Eleitoral, como o limite de tamanho e a utilização de material adequado no vidro traseiro. O problema para o seguro pode surgir quando o veículo deixa de ser usado apenas para fins pessoais e passa a ter uma função diretamente ligada à campanha.
O principal ponto é a mudança na finalidade de uso do veículo. Se o motorista apenas coloca o adesivo e continua usando o carro normalmente para ir ao trabalho, fazer compras e outras atividades pessoais, não há, em princípio, alteração automática da apólice. Já participar de carreatas, transportar pessoas para comícios ou utilizar o automóvel como apoio direto de uma campanha pode caracterizar um uso diferente daquele informado à seguradora.
Nessas situações, a recomendação é consultar a seguradora antes de começar a utilizar o carro em atividades eleitorais. O motorista deve procurar o corretor e informar como pretende usar o veículo. A empresa poderá avaliar se é necessário alterar a apólice ou se aquele tipo de utilização não é aceito. Segundo o especialista ouvido, alguns seguradores podem não aceitar esse risco.
Também é importante diferenciar o carro particular adesivado de um veículo que integra a frota de uma campanha. Neste último caso, o risco de alteração ou até de cancelamento da cobertura pode ser maior. Além disso, veículos identificados com candidatos podem ficar mais expostos a vandalismo e danos. Por isso, o adesivo, isoladamente, não é o problema: o que deve ser observado é como o veículo será utilizado durante o período eleitoral e o que está previsto na apólice.
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🎥 Reprodução/TV CIdade Fortaleza
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