26/12/2022
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O investidor pessoa física brasileiro ganhou mais um tipo de investimento como opção na categoria de renda fixa, com rentabilidades rondando os 120% do CDI. Você ainda ouvirá muito sobre os FIDCs em 2023.
Os FIDCs (pronuncia-se “fidíques”, como uma palavra, e não uma sigla) fazem parte da categoria de renda fixa e são um tipo de fundo de crédito estruturado que, desde a sua criação em 2001, estavam restritos aos investidores qualificados e profissionais, pessoas que já têm milhões investidos na Bolsa de Valores.
No entanto, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), entidade reguladora do mercado de capitais brasileiro, anunciou na última sexta-feira (23) uma revisão normativa que, entre outras mudanças à indústria de fundos, autoriza o investimento pelo público em geral nos FIDCs.
Parentes das debêntures, os FIDCs aplicam em títulos de créditos a receber de uma empresa, explica Ricardo Binelli, sócio-diretor da Solis Investimentos, gestora de recursos especializada em FIDCs.
Funciona assim: para obter crédito e financiar as suas atividades, uma empresa pode converter os seus recebíveis em títulos, que são repassados a um fundo de investimento por meio de securitização.
Dessa forma, de um lado, as empresas têm uma alternativa de financiamento, em um contexto de juros elevados dificultando o crédito por vias bancárias convencionais, e, de outro, os investidores têm mais uma opção para investir na categoria de crédito.
Como incluir o FIDC na carteira
A rentabilidade, o grau de proteção e a volatilidade relativamente baixa do FIDC o tornam um instrumento atrativo em comparação a outros investimentos em renda fixa ou até mesmo em outras classes de ativo de maior risco.
Em linha com o crescimento dos FIDCs, a Solis Investimentos triplicou a sua quantia sob gestão desde o fim de 2020, saindo de R$ 4 bilhões para mais de R$ 12 bilhões atualmente.
📝: Lucas Simões
📸: Pexels