20/09/2019
Franklin Joaquim Cascaes ( 16/10/1908 - 15/03/1983)
Foi pesquisador da cultura açoriana, folclorista, ceramista, antropólogo, gravurista e escritor brasileiro. Cascaes nasceu na praia de Itaguaçu, na parte continental de Florianópolis/SC.
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Dedicou sua vida ao estudo da cultura açoriana na Ilha de Santa Catarina e região, incluindo aspectos folclóricos, culturais, suas lendas e superstições.
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Seu trabalho somente passou a ser divulgado em 1974, quando tinha 66 anos.
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No ano de 1983, um acervo chamado "Coleção Professora Elizabeth Pavan Cascaes", que ainda está em fase de documentação, foi criado, com doações do próprio autor contendo suas obras artísticas. Hoje, o acervo está sob a guarda da Universidade Federal de Santa Catarina no MARQUE (Museu de Arqueologia e Etnologia Oswaldo Rodrigues Cabral), que realiza um bom trabalho na conservação do frágil acervo do mestre. São aproximadamente 3.000 peças em cerâmica, madeira, cestaria e gesso; 400 gravuras em nanquim; 400 desenhos a lápis e grande conjunto de escritos que envolvem lendas, contos, crônicas e cartas, todos resultados do trabalho de 30 anos de Franklin Cascaes junto a população ilhoa coletando depoimentos, histórias e estórias místicas em torno das bruxas, herança cultural açoriana.
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Em 1991, a extinta Rede Manchete produziu a minissérie Ilha das Bruxas, escrita por Paulo Figueiredo a partir da obra de Franklin Cascaes.
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Em 2008, no centenário de seu nascimento, o pesquisador foi homenageado com o livro Treze Cascaes, uma coletânea de treze contos de diferentes autores, que recriaram uma história em cima das histórias de Franklin Cascaes. O livro é dedicado a resgatar a cultura açoriana da região da grande Florianópolis.
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Em 2017, o artista recebeu homenagem nas ruas do Centro de Florianópolis, através de uma enorme arte urbana elaborada pelo artista grafiteiro Thiago Valdí, por incentivo da Fundação Municipal de Cultura Franklin Cascaes.