10/10/2022
Em 11 de outubro celebramos o Dia Internacional das Meninas. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e existe desde 2010. A ideia é colocar em evidência as desigualdades de gênero que afetam meninas em todo o mundo e resultam em uma constante subalternização e marginalização dessas crianças
A pesquisa “Por ser menina no Brasil: crescendo entre direitos e violências'', realizada pela Plan International em 5 estados do Brasil, escolhidos pela representatividade em suas respectivas regiões mostrou que a desigualdade de gênero começa na infância. No levantamento, 81,4% das meninas relataram que arrumam a própria cama enquanto só 11,6% dos irmãos meninos o fazem. 76,8% das meninas lavam a louça e 65,6% limpam a casa, enquanto apenas 12,5% dos meninos lavam a louça e 11,4% limpam a casa
Como reverter esses cenários no país?
Existem inúmeras formas de reverter esse cenário, as principais dizem respeito ao enfrentamento direto das vulnerabilidades e violações. Por exemplo, os papéis estereotipados de gênero que as crianças recebem como script para agir resultam em problemas reais. Por isso, é preciso criar espaços e oportunidades para meninas que tenham interesse em conhecer as ciências exatas e tecnológicas desde a infância.
É preciso também combater o trabalho infantil doméstico com políticas que também reforcem a importância de inserir as meninas em um abiente educacional.
Fornecer educação sexual e racial também são fundamentais para que as crianças aprendam a se defender e denunciar abusos. Enfim, as ações para transformação precisam ser em múltiplas frentes. Todos os caminhos de combate a desigualdade de gênero na infância passam pelo acesso e a permanência em ambiente educacional livre, diverso e que fomente a igualdade.